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Saúde

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Dieta pode aliviar sintomas de ansiedade

Por Divulgação
Foto Divulgação

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 9,3% da população brasileira têm algum tipo de transtorno de ansiedade. Mas isso não é um problema exclusivamente brasileiro. A mesma pesquisa mostra ainda que existem mais de 18,6 milhões de pessoas no mundo com algum tipo de transtorno de ansiedade. Outro dado preocupante é quanto ao estresse. Segundo a International Stress Management Association (ISMA), mais de 70% da população brasileira sofre com algum tipo de estresse.

Tais informações são preocupantes, já que afetam todos os setores da vida da pessoa. O que a grande maioria da população não sabe, é que a nossa alimentação pode melhorar esses sintomas. Especialista e pesquisadora na área, a nutricionista Aline Quissak, resolveu fugir do tradicional e partir de um novo olhar sobre a nutrição, que prioriza as propriedades terapêuticas dos alimentos, vinculando o prazer da alimentação com o bem-estar, criando receitas que ajudam principalmente a aliviar os sintomas de estresse e ansiedade.

Para a nutricionista, uma alimentação saudável não implica exclusivamente no lado estético, mas pode influenciar em outros setores, alterando os níveis de estresse, ansiedade e até a disposição do indivíduo no seu dia a dia. “Hoje temos diversas vertentes nutricionais, desde as tradicionais, até aquelas mais restritivas, em que as pessoas eliminam certos alimentos da sua rotina. A ideia do novo projeto é balancear tudo isso, usar a alquimia dos alimentos como aliada do nosso organismo. Unindo três pilares da alimentação: o prazer de comer, a funcionalidade da comida e cultura onde estamos inseridos, trazendo uma melhor qualidade de vida, sem sacrifícios e restrições desnecessárias”, explica.

Agora, Aline Quissak acaba de lançar o e-book “Mood and Food: receitas para reduzir estresse, ansiedade e melhorar seu humor”. O livro é uma ferramenta do manifesto criado pela nutricionista intitulado #MinhaMelhorVersão. Segundo a especialista, o manifesto surgiu com o objetivo de criar uma rede colaborativa, ajudando a si e ao próximo na busca por uma rotina mais saudável. “O manifesto é algo mais simples do que parece. Por exemplo, quando a pessoa leva uma fruta para o trabalho, automaticamente ela está influenciando aquele ambiente, estimulando as pessoas em volta a tentar algo novo e quebrar seus paradigmas sobre a nutrição, chamando a atenção para práticas simples e saudáveis”, detalha. 

Para que haja uma mudança efetiva e uma melhora na qualidade de vida do paciente, ele precisa estar consciente de tudo isso, não existe uma regra, existe sim um “gatilho”, mas a maturidade nutricional é adquirida com o tempo, e cada um tem a sua. Cada um tem seu “gatilho” para iniciar a mudança de hábitos e muitas vezes precisa de uma maturidade nutricional que só é adquirida com o tempo ou com experiências mal sucedidas de dietas restritivas. Não podemos antecipar o momento da decisão de mudança de cada pessoa, mas podemos estimular e incentivar. A partir dessa tomada de consciência é que o profissional de saúde pode ajudar. “A mudança só acontece se surgir de um impulso interno, não podemos obrigar a pessoa a mudar seus hábitos se ela não estiver disposta a isso. Por isso, dietas da moda não são sustentáveis, uma vez que o resultado é apenas estético e momentâneo, o efeito rebote sempre é a consequência, vem o aumento de peso acompanhado de frustração, compulsão por doces e massas e muitas vezes distúrbios alimentares. Comer (não é apenas nutrir se de vitaminas, minerais e calorias, comer é um entretenimento. Por isso é essencial o acompanhamento de um Nutricionista para harmonizar a necessidade bioquímica com o prazer e a cultura de cada paciente) vai muito além de um simples ato e deve sim, ser prazeroso. É possível unir ambos os lados, comer bem e ter uma vida mais saudável”, finaliza a especialista. 

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