Publicidade

Saúde

PSORIASE.jpg

Psoríase: domingo é o mundial de reflexão sobre a doença crônica

Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

O mês de outubro também é lembrado na área da saúde pela Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma mobilização cuja mensagem principal é ressaltar as perspectivas de tratamento da psoríase para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. A SBD mostra sua atenção à enfermidade, reforçando que com tratamento adequado e realizado por médicos dermatologistas, é possível que o paciente consiga mudar a forma de encarar a sua doença e vivencie melhor as situações do dia a dia.

A importância do diagnóstico correto, além do apoio de familiares e de pessoas próximas, são fundamentais para que o paciente aprenda a se cuidar e a gerenciar sua doença.

A médica dermatologista de Erechim, Elisiane Marcolin Magnabosco, explica que a psoríase é uma doença de pele mas que não possui somente manifestações cutâneas. É uma doença inflamatória e os primeiros sinais são casquinhas, vermelhidão, coceira e as áreas que normalmente são mais afetadas são cotovelo, joelho e região lombar. Porém, há casos mais específicos de psoríase que acometem o couro cabeludo e muitas pessoas podem confundir com uma caspa em estágio grave. “A doença também pode atingir pontos como unhas e a região genital, as dobrinhas, por vezes confundida com uma assadura, e a palma plantar, cuja região pode ficar com bolinhas de pus ou na cor vermelha com aparência escamativa”, explica.

A psoríase não é contagiosa, porém crônica e o que a medicina descobriu até o momento é que se trata de uma doença de fundo genético, imunológico e os fatores ambientais podem agravar os efeitos. “Por isso, popularmente as pessoas associam a doença como o stress, com a época do ano, com o clima. O que se faz é buscar alternativas para possibilitar bem-estar aos pacientes”, comenta a médica. Como é uma doença que não tem cura, o paciente entra no estágio de remissão – quando a doença fica calma, sem manifestação.

Conforme a especialista, a segunda e a terceira década seriam as faixas etárias em que as pessoas estariam mais suscetíveis a desenvolver a doença – adulto jovem. Porém, não raramente bebês também apresentam. O início também pode ocorrer na terceira idade. Diante disso, qualquer faixa etária pode ser acometida pela doença.

Se há algum caso na família, este pode favorecer para outras situações, mas também pode ocorrer uma situação particular, por alguma alteração no gene. Contudo, o ambiente e fatores como o stress, são decisivos. “Às vezes a doença surge de maneira mais suave e as pessoas não procuram ajuda”, cita.

A dermatologista enfatiza que a psoríase é uma doença que deve ser controlada, pois, pode ocorrer uma evolução do quadro ainda mais se houver outras doenças associadas. “Hoje em dia se fala muito em síndrome metabólica, quer dizer, a psoríase associada à obesidade, problemas cardíacos, diabetes, entre outros fatores. Quanto mais saudável for o paciente, mais controlada será a doença”, alerta, reiterando ainda, que devemos ter um olhar mais aberto para os pacientes, pois pode haver uma evolução do quadro.

Tratamentos

Os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos tanto nos casos cutâneos como nas situações de agravo, que ocorre o comprometimento articular. “Se formos pensar na gravidade da doença, nos referimos a artrite psoriásica que pode trazer danos irreversíveis para as articulações, alterações nos movimentos. Os tratamentos mais recentes (imunológicos) tem a característica de controlar mais a doença”, salienta.

Nos casos mais leves, há os tratamentos tradicionais, com corticóides, sempre que possível, tópicos, tais como hidratantes, emolientes. A exposição solar também é saudável.

A campanha

Para a dermatologista, a campanha é importante para fazer com que o paciente não se sinta tão rejeitado ou intimidado. “Na região há vários balneários com água termal que também são importantes para o controle da doença. Como é um problema que fica exposto, é ainda mais delicado e a sociedade nem sempre reage de maneira tranquila e isso não passa segurança aos pacientes”, pontua.

Em média de 1 a 2% da população sofre com a doença. No país, em torno de 5 milhões de pessoas foram diagnosticadas.

Diante disso, vale o alerta para as pessoas procurarem ajuda ao identificarem alguma mancha ou outro sinal.

A médica também orienta que é importante que haja um equilíbrio de corpo e mente para auxiliar no controle da doença. Do mesmo modo, os pacientes devem evitar bebidas alcoólicas, cigarro, e priorizar exercícios físicos.

 

 

 

Leia também