Blog do Igor Dalla Rosa Muller

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O que fazer? Mudar!

Por Igor Dalla Rosa Muller

Com o fim de ano chegando, o semblante das eleições começa a soprar no cangote do eleitor, que vai ter uma difícil tarefa pela frente: como escolher em quem votar, já que os principais partidos políticos do país - que elegem presidentes - foram citados ou denunciados em processos de corrupção pública?
A lista é composta por siglas importantes como PT, PMDB, PSDB e seus presidenciáveis, entre outros. E aí, o que fazer? Como sair desse imbróglio? Quem pratica a corrupção é o partido político ou o candidato? Os dois? Somente um ou outro? 
Parte das respostas deveria vir com o posicionamento da Justiça, que seria mais apta a orientar e conscientizar a população, impedindo por Lei candidatos à presidência do país, senado, deputado estadual ou federal em função de crimes cometidos ou investigados. 
A faxina seria efetiva e ilustrativa, eliminando a classe corrupta. A Lei diria quem pode ou não ser representante público. Caberia ao eleitor escolher entre propostas de governo estratégias e ações.  
Seria muito mais fácil para o eleitor se a Lei simplesmente afastasse temporariamente o fulano de tal de concorrer à eleição por estar com um processo judicial em andamento. Até enquanto não se apurar as denúncias, o processo propriamente dito, a pessoa não poderia se candidatar a nenhum cargo público. Esta iniciativa deveria partir do próprio candidato. 
Isto não é uma condenação antecipada, mas muito mais uma medida de precaução e sanidade com o bem público, para evitar colocar nas mãos de um político corrupto - eleito - a vida de 205 milhões de brasileiros. Assim, se tem cheiro e fumaça de corrupção, por hora está fora. 
Ou então, que a Justiça desse uma resposta rápida, clara e objetiva a população sobre quem pode ou não concorrer. Mas não é isto que acontece. E, é aqui que entra o eleitor. 
Não se pode mais ignorar que a corrupção se dá em todos os principais partidos políticos do país, e que o voto é o ponto inicial de toda esta cadeia.    
A questão não é só a corrupção em si, o desvio de dinheiro, mas o que vem junto com esta disposição de usurpar o dinheiro público. Isto é, se o representante público vê os recursos como trampolim para enriquecer, será que está preocupado com políticas públicas, em proteger os interesses do país, em trabalhar para construir uma sociedade produtiva e justa? 
Se a prioridade é o interesse corporativo - político partidário - e individual, como um sujeito com esta visão vai transformar um país com as mais variadas carências e múltiplas necessidades de investimentos? Se o foco é o umbigo como vai perceber o mundo ao redor? 
Aí o dano assume proporções gigantescas com reflexos estrondosos na saúde, economia, cultura, previdência, toda estrutura do país. 
O cidadão tem um papel central no processo eleitoral, porém a realidade do Brasil é muito diversa tendo eleitores milionários, mas também pessoas vivendo na miséria, desempregados. Realidade contraditória que não se encontra, com propósitos distintos. 
A corrupção tem que encontrar mais obstáculos pelo caminho e o eleitor tem que ser o pontapé inicial desta mudança, se conscientizar e fazer valer seu voto.
A fonte de informações pode vir de jornais impressos, internet, todos meios irão auxiliar de alguma maneira o eleitor a construir o seu voto.  Não precisa ler ou ouvir somente um veículo de mídia, de preferência amplie as buscas, num click, hoje, se tem um mundo de informações à vista. Não pare na primeira pesquisa, colha o máximo de informações e opiniões as mais diversificadas possíveis. Envolva a família, os amigos e a comunidade para saber se o seu candidato é ficha limpa. Sem dúvida, isto é muito trabalhoso, mas não é pior do que as dificuldades impostas pela realidade brasileira dia após dia.  
Não tem como reinventar os partidos políticos do dia para a noite e mudar as siglas partidárias, mas é possível ser mais criterioso ao escolher em quem será o seu representante público. Tarefa nada fácil, mas possível.   
Opte pelo partido que quiser, mas não vote em político citado ou denunciado, corrupção mata idosos, crianças e o futuro de todos nós.    

 

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