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Previsão do IPCA de 2018 cai de 3,54% para 3,53%, aponta Focus do BC

Por Edson Castro

Os economistas do mercado financeiro reduziram pela décima semana consecutiva a previsão para a inflação de 2018. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 9, pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano caiu de 3,54% para 3,53%. Há um mês, estava em 3,67%. Já a projeção para o índice em 2019 subiu de 4,08% para 4,09%. Quatro semanas atrás, estava em 4,20%.

Com as quedas seguidas, a projeção dos economistas para a inflação em 2018 caminha em direção ao piso da meta deste ano, cujo centro é 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus seguiu em 3,41% ao ano. Para 2019, a estimativa do Top 5 permaneceu em 3,70%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,67% e 4,00%, respectivamente.

Tanto na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados em março, o BC projetou o IPCA em 3,8% ao fim de 2018 e em 4,1% ao fim de 2019, considerando o cenário de mercado.

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de 3,95% para 4,00% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,98%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para março de 2018 passou de 0,15% para 0,14%. Um mês antes, estava em 0,22%. No caso de abril, a projeção seguiu em 0,33%, ante 0,36% de quatro semanas antes. (O texto é de Fabrício de Castro/Estadão Conteúdo).

Medo do desemprego tem leve queda em março, mas continua elevado

O Índice de Medo do Desemprego registrou uma pequena melhora em março em relação a dezembro de 2017: caiu de 65,7 pontos para 63,8 pontos. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 9, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, apesar da melhora, o indicador ainda está elevado, "muito acima da média histórica de 49,2 pontos".

O gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, disse em nota que a preocupação dos brasileiros ainda não reflete a recuperação da economia, porque, segundo ele, o emprego é o último indicador a melhorar nos processos de saída da crise.

Apesar da apreensão quanto ao desemprego, a CNI constatou que os brasileiros estão mais satisfeitos de um modo geral. O Índice de Satisfação com a Vida alcançou 67,5 pontos em março, superior ao de dezembro de 2017, de 65,6 pontos. "O indicador de março é o maior desde o primeiro trimestre de 2015, mas continua abaixo da média histórica, que é de 67,5 pontos", cita o estudo.

A satisfação com a vida é maior no Sul (69 pontos) e menor no Norte/Centro-Oeste (66,7 pontos). "Isso significa que as pessoas começam a perceber a melhora da economia e a queda da inflação", avaliou Renato da Fonseca. No Nordeste e no Sudeste, o índice de março ficou igual para as duas regiões: de 67,3 pontos.

Juros menores

Os juros do crédito devem continuar caindo, mesmo após a interrupção do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, previsto para junho. Isso será possível com a recuperação da economia e a maior competição no mercado de crédito, avaliou o diretor de Economia da Associação Brasileira de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Mesmo com a taxa Selic em seu menor patamar, os juros ao consumidor ainda são altos. A taxa média de juros para pessoas físicas estava em 74,3% ao ano, em outubro de 2016, e chegou a 57,72% ao ano, em fevereiro. Ou seja, enquanto a Selic caiu 54%, essa taxa média dos empréstimos às famílias teve redução de 22%.

Imposto de Renda

A Receita Federal liberou ontem (9) consulta a lote residual de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), referente aos exercícios de 2008 a 2017. O crédito bancário para 78.519 contribuintes será feito no dia 16 de abril, totalizando R$ 180 milhões, sendo que mais de R$ 86,900 milhões são para contribuintes com preferência no recebimento: 17.754 idosos e 1.661 pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, 146.

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