Blog do Igor Dalla Rosa Muller

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Falta-nos o líder de espírito público e ação prática

Por Igor Dalla Rosa Muller
Foto Charge Henfil

O cidadão brasileiro só pode estar à beira de um colapso de nervos vivendo numa realidade em que a ordem do dia é marcada por insegurança, corrupção, desemprego, tragédias e desastres. Há muito tempo se rompeu o limite do que é tolerável e razoável.

E não importa o quanto tentamos nos manter focado nas coisas boas, é difícil evitar, uma hora ou outra a notícia ruim bate na porta. É difícil se manter sereno neste contexto. Uma opção é sofrer calado e ignorar, ou enlouquecer, sair distribuindo chutes e pontapés, o que necessariamente vai resultar em mais problemas. Outra opção é trabalhar, esquecer o mundo e se enterrar nas tarefas. De qualquer forma, isso não vai impedir de levar um tiro na sinaleira.         

Além do peso morto e fétido que só multiplica vermes e baratas, que a corrupção nos traz, neste ano o cidadão terá ainda a difícil e ingrata tarefa de eleger ou não representantes públicos das esferas estadual e federal. E aí há que se considerar o atual panorama da política federal brasileira marcada pela corrupção.

O cidadão brasileiro tem lá suas falhas, que povo não as tem, mas não são incorrigíveis. Acho ainda que estamos em alto nível tendo em vista a realidade que vivemos e a quantidade de estímulos destrutivos diários sobre nossas cabeças e corações.

Sou sim um completo defensor e entusiasta do Brasil. Não quero sair daqui e me estabelecer em outro país. O Brasil é minha casa, meu lar e não quero abrir mão disso por pior que seja a situação.        

Acredito e digo com todas as letras que é uma pequena minoria que estraga o país. Eu, como cidadão tenho sempre que melhorar na vida pessoal, no trabalho e no convívio social, mas efetivamente, não sou a causa do caos na saúde, a origem da insegurança pública e a falta de infraestrutura.  

Posso pegar uma picareta e sair fazendo buraco 24 horas por dia no malha asfáltica e, ainda assim, minha ação não terá representação abrangente. A minha assinatura num papel pode resultar no máximo num cheque de baixo valor, nunca, jamais numa obra de infraestrutura pública. Isso é obrigação do estado e do dirigente de plantão.  

São as mãos que gerenciam os recursos públicos que efetivamente tem o poder de transformar o conjunto da realidade do país. Falta-nos o líder de espírito público e ação prática, que projeta o desenvolvimento social e econômico a partir da nossa realidade, mas principalmente, focada em atender as nossas necessidades. É isso o que falta. E assim não faltará geração de emprego, renda e lazer para a população.

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