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O fim das locadoras de vídeo

Por Gilberto Jasper
Foto Divulgação

A velocidade das mudanças transforma grandes novidade em exemplo de obsoletismo quase “dinossáurico”. Uma das última vítimas deste fenômeno são as locadoras de vídeo. São tão profundas as mutações que é impossível escrever sobre novidades porque ao ser publicada esta crônica o conteúdo estará defasado.

Locar uma fita para e passar horas no sofá, principalmente nos finais de semana de inverno, foi uma atração que marcou uma geração. Os aparelho de videocassete, como toda novidade, era grandes, caros e dotados de limitados recursos. A demanda em busca da engenhoca, porém, fez os fabricantes modernizarem o equipamento que se tornou onipresente.

Nas manhãs de sexta-feira se iniciava a batalha peara garantir os filmes de lançamento que chegavam às grandes lojas que investiam pesado na aquisição de títulos que recentemente brilharam nas telonas de cinema.  Na ânsia de consumir filmes de diversos gêneros nem sempre era possível assistir a todos retirados da locadora.

A multa por devolver as fitas fora do prazo ou por não rebobinar na até a hora da devolução eram inimigos daqueles que tinham preguiça ou falta de tempo para correr à locadora. Eram comuns os bocejos das segundas-feiras, resultado da maratona à frente da tevê. Também aumentaram as brigas entre casais porque um não tinha a mesma resistência do parceiro, repousando no ombro parceiro até o final do filme.

As locadoras foram ganhando áreas de mini shoppings com a venda de bebidas, picolés, sorvetes e outras guloseimas. Também desenvolveram políticas de com nichos especializados com diversos gêneros com filmes de ação, romance, infantis, documentários e os disputados “filmes adultos”. Num cantinho, os frequentares fingiam desinteresse, olhando de soslaio os título. Na hora da retirada esperavam até o balcão da retirada ficar vazio. E, é claro, o atendente ser homem.

São fiapos de lembranças de uma hobby em extinção. Resiste em pequenas cidades. Foi atropelado pela tecnologia cuja obsessão pelo novo impede a convivência pacífica de alguns equipamentos e práticas. Não é fácil acompanhar a evolução, mas também é preciso critério. Nem tudo que é novo é eficiente, útil e barato.

O fenômeno do endividamento das pessoas com a aquisição de relógios, celulares e equipamentos de som é crescente. Como sempre, o bom senso está no equilíbrio entre a necessidade, a possibilidade de aquisição e sua utilidade.

 

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