Blog do Igor Dalla Rosa Muller

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A região ganhou ou perdeu?

Por Igor Dalla Rosa Muller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Apesar do descrédito que se encontra a política brasileira, este assunto, de uma forma ou de outra, vai sempre ocupar o dia a dia dos brasileiros. Realmente é uma sinuca de bico, situação difícil de resolver.  

Mas não dá para generalizar, há muitos políticos, prefeitos para ficar na administração municipal, fazendo de tudo para manter as contas em dia e atender da melhor maneira à população. O governo Schmidt, em Erechim, ainda não mostrou a que veio.

Tem excelentes exemplos nesta esfera de poder, em que a administração pública faz diariamente a diferença no município – com ferramentas e recursos limitados - contribuindo efetivamente, dentro do que é possível, para o desenvolvimento da sua cidade.

O que nos falta são exemplos vindos de Brasília, da administração pública federal, da classe política que vai trabalhar pelo país. Hoje, todo dia, o brasileiro recebe uma carga pesada e negativa de informações sobre estes políticos, desta realidade. Não tem como digerir e processar esse angu, essa mistura indigesta!

A tarefa é difícil. Como escolher em meio a tantas denúncias de corrupção e outros crimes envolvendo o setor público? Por onde começar, pelo que se guiar? Acreditar no quê?

O pior, não tem muito que fazer. Enquanto as pessoas e a estrutura política não se reinventar, não mudar seus conceitos e métodos – o que parece ser totalmente improvável para os próximos anos. Isso porque, quem está tirando proveito do que aí está não vai abrir mão dos benefícios e mordomias do momento pelo risco de um futuro improvável e incerto.

Da mesma maneira que a estrutura institucional política (partidos, etc.) tem que refazer ideias e práticas, o cidadão também precisa se inserir numa nova lógica de ação e pensamento. Do contrário, estrutura e cidadão sempre vão convergir para a situação atual da política brasileira, limitada, em que o político finge que faz e o cidadão finge que acredita que ele fez e nada muda na realidade.

Este é o momento para o cidadão refletir sobre o que acontece e o que quer para sua cidade. Se interessar, pesar e avaliar as ações dos políticos e as emendas parlamentares. O que realmente fizeram para sua região, de que forma contribuíram e se o resultado foi efetivo.

Fechar os olhos e nada fazer é uma opção, que também tem resultado, apesar de ser próximo a zero.

Este é um dos poucos momentos, dentro da organização do estado democrático de direito, que o cidadão tem força, efetividade, para fazer alguma coisa: escolher. Por isto, não pode jogar na lata do lixo a única oportunidade para exercer um pouco de controle na administração pública. Porque depois, o que se tem visto é o distanciamento do representante público das necessidades do eleitor.        

Acho que a reflexão necessária é saber o que a região deixou de ganhar com as emendas parlamentares que ganhou?

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