Blog do Igor Dalla Rosa Muller

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O que levou o Alto Uruguai abrir essa porta?

Por Igor Dalla Rosa Muller

A história do Alto Uruguai, do passado ao presente, é multifacetada, repleta de exemplos de ações empreendedoras e superação profissional. E uma das características da região é a cultura de vencer dificuldades e inovar.  

Isso vem desde a sua origem, os exemplos podem ser encontrados na área agrícola, industrial e comercial. Entre empresários, colaboradores e cidadãos, há pessoas que se reinventaram muitas vezes para conseguir  sobreviver e prosperar no trabalho.

Com apenas três anos de implantação a Colônia Erechim, fundada em 1908, já contava com seis mil famílias de imigrantes. Realidade que causou espanto até nas autoridades responsáveis pelo povoamento na época.

Mas é importante dizer, suponho, que isto seja um fenômeno coletivo, em que os resultados acontecem por força e hábito da coletividade. Há pessoas ou grupos que não se inserem nesse contexto, mas a maioria sim. É uma conjuntura que envolve a sociedade.

E, foi assim que em 1928 as lideranças locais e a comunidade iniciaram a construção da Igreja Matriz. Uma bela edificação com duas torres e sinos suspensos no centro da cidade. Uma verdadeira obra de arte, imponente, luxuosa, em alvenaria, que se projetava acima das casas de madeira da cidade.

Porém, o ciclo, social, produtivo, econômico, sólido e determinado do Alto Uruguai já trazia em suas vísceras o gérmen da destruição. Passados 40 anos do início da sua construção o templo veio abaixo, sob a justificativa de argumentos frágeis e facilmente refutáveis.

A antiga igreja teve que ser implodida para encontrar o chão, refutando os argumentos de seus algozes, provando que ainda duraria muitos anos para se entregar.

Mas o fato estava consumado. Os contrários àquele desvario foram tachados de loucos, insanos, desordeiros por querer barrar a modernização, que vinha a galope, destrutivamente.   

Mas o que será que aconteceu com o ímpeto construtivo e empreendedor, que do dia para a noite virou a casaca? E passou aceitar a negação como seu legítimo parceiro?

Por que a nova igreja não podia ter sido construída numa área de expansão da cidade? Quantas perguntas que nunca mais poderão ter respostas concretas só meras suposições. E, principalmente, não vão reparar o dano que causou.

As duas igrejas, percepções, nunca iriam competir ou se anular, no máximo seriam uma extravagância de uma comunidade rica, forte e pujante, que queria mostrar suas qualidades por meio destas edificações.

Já naquela época havia espaço para as duas igrejas, ideias, que poderiam ter sido âncora do desenvolvimento local. Por que a opção de excluir, negar e derrubar? O que levou o Alto Uruguai abrir esta porta? Não está na hora de fechá-la?

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