Blog do Jaime Folle

jaimefolle-palestra-empretecosXX3X-720x480 (1).jpg

A mulher e o cavaleiro

Por Jaime Folle
Foto Divulgação

Estava lendo certa ocasião um texto, cujo autor não lembro mais o nome, que se referia ao cavalheirismo e as damas. Dizia o texto mais ou menos assim de acordo com minhas lembranças.

Um senhor acompanhado de seu filho, ao ver uma mulher em pé no ônibus, levantou-se e cedeu-lheo lugar, a mulher agradeceue recusou ao ver que ele era mais velho, mas o cavalheiro decidido falou para seu filho levantar, pois "jamais um homem deixaria uma mulher em pé se pode lhe ceder o lugar".

Lendo este texto, pareceu-me tão gentil e sincero aquele gesto de cavalheirismo e me fiz à seguinte pergunta. Em que momento da historia o homem deixou de ser cavalheiro tratando a mulher com este tipo de gentileza e passou a tratar a mulher como um objeto? Embora eu saiba que existe muitas mulheres por aí que de certa forma “pedem” este tipo de tratamento, acredito que não é motivo para tratar todas as mulheres como tal, mas o gesto do cavalheiro acima é fantástico.

Não quero levantar aqui nenhuma questão de feminismo ou machismo, até porque ambos me parecem demasiado extremistas para chegar a um consenso. Porém o episódio do texto que eu li, me fez refletir a seguinte pergunta: Será que o homem tinha este tratamento com a mulher por ela ser submissa ou será que o cavalheirismo era apenas um gesto de admiração e respeito natural entre os homens? Será que era porque a mulher se dava mais valor? Será que era apenas um clichê da sociedade, de certa forma uma obrigação ou um quadrado mental? Será culpa da mulher ou do homem a perda de tais costumes nos dias de hoje?

Em 2018, muitas coisas mudaram, desde a época da “dama” e do “cavalheiro”, a mulher deixou de ser submissa ao homem,conquistou seu direito de estudare consequentemente seu espaço e respeito no meio profissional, assim como dentro de casa. Mas não por isso deixou de ser mulher, não por isso deixou de ser sensível, não por isso deixou de amar. É por isso ainda que se sentem lisonjeadas com um simples gesto como o deste cavalheiro, é por isto que ainda as mulheres gostam e se sentem confortáveis e seguras quando acompanhadas e quando ainda recebem tais gentilezas dos homens.

Portanto, quando ouvir uma mulher falar que busca igualdade, não significa que ela quer ser homem, significa que ela quer sua capacidade intelectual respeitada tal como a de um homem, este é o perfil da mulher de 2018, uma mulher inteligente, com personalidade e independência. Mas isso não quer dizer que a mulher de hoje deixou de ser sensível e delicada. Daí eu pergunto ao homemde hoje, se ele está preparado para estar ao lado desta nova mulher ou se ainda busca a mulher submissa?E será que a mulher de hoje está preparada para lidar com este homemcom visão diferente do homem do passado?

Obs: Texto baseado no depoimento: uma simples reflexão. Sem autor conhecido.

Até a próxima.

 

Leia também

  • Síndrome do coitadismo

    A síndrome do coitadismo é um fenômeno que vem aumentando consideravelmente nos últimos tempos no Brasil, autoestima baixa, falta de automotivação e até sem qualquer perspectiva de um futuro melhor, ou seja, estão “dominadas” por uma onda de pessimismo generalizada, que atinge velhos e jovens.

  • Caudilhos da política e da esperteza

    Não precisamos pesquisar muito ao longo de nossa história para verificar o que os velhos caudilhos da política brasileira fizeram no passado e ainda acham que podem fazer hoje.

  • Novo mundo – Nova era

    Muitos ainda não se deram conta das enormes mudanças que ocorreram nos últimos cinquenta anos. Nesteperíodo, a humanidade deu passos gigantescos para uma nova era do conhecimento, com mudanças circunstanciais em todos os segmentos, tanto tecnológico, sociais, espirituais e mentais, e evoluiu mais do que em dois milhões de anos.

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Aquário
21/01 até 19/02
A fase lunar nova ocorre no setor de relações...

Ver todos os signos

Publicidade