Blog do Neivo Zago

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Meu preito à nossa centenária Erexim e...

Por Neivo Zago
Foto Divulgação

              Uma vida de cem anos tem que ser comemorada em prosa e verso, mormente pelas pessoas que caminharam junto, bem como aquelas que deram o seu quinhão. Assim, somente pode elogiar, ou criticar, as que fazem ou fizeram parte da história; as que deixam ou deixaram as suas pegadas, nessa bela caminhada centenária.

          Revendo meus escritos, alguns dos quais fazem parte do prelo do livro “Se não ficou nada, não valeu a caminhada”, (a ser lançado em outubro), deparo-me com: Erexim, eu te saúdo, (68º aniversário, publicado no DM. Chapecó, 06.05.86); Erechim, 70 anos, (DM. 30.04.88) e, Erechim, Terra da Gente, (DM. 30.04.93). São três de tantos escritos alusivos a aniversários  do nosso torrão. Todos, de uma forma ou de outra continuam atualizados e, se hoje reeditados, não perderiam o seu contexto histórico.

          E, se já me dediquei por essa e outras vezes a escrever sobre aniversários anteriores, não poderiam me omitir de fazê-lo, logo nos Cem Anos. Erexim, uma localidade ímpar, se fosse pessoa, idade longeva, mas muito jovem, até incipiente, como cidade voltada ao futuro.

            E nesses acontecimentos ímpares, como é comemorar o Centenário, do script e dos protocolos a lembrança dos tempos pretéritos faz parte do retrospecto histórico. Deste, são citados os primeiros colonizadores, os imigrantes; os desbravadores de espaços e caminhos. Esses plantaram as primeiras sementes cujo resultado nós podemos ver hoje com muito orgulho na pujante cidade.

            Seria impossível listar nominalmente todas as PESSOAS, as quais de uma ou de outra maneira, com menor ou maior participação colocaram a mão na massa com seu trabalho. Tomo a liberdade de, incluindo todas as pessoas, citar o colega amigo e professor Guilherme Barp que antes de ser erexinense, foi bonifacense (nascido em 1928 em Marcelino Ramos, então distrito de José Bonifácio).

            “Erexim, eu te saúdo” (texto acima referido, grafado com x), porque na época existia a polêmica: dos que eram favoráveis à grafia considerada correta etimologicamente falando, dentre as quais eu me incluía, e das pessoas favoráveis ao “ch”. Nesse sentido, e noutros tantos contextos e por sua trajetória como cidadão, incluindo todos os batalhadores pelas causas nobres e construtores de Erexim, eu rendo um preito ao Guilherme Barp.  Ele, na sua trajetória passou por várias instâncias, mormente como professor (o primeiro diretor do Centro Universitário Alto Uruguai, Extensão de Passo Fundo). Foi ainda coordenador da Coordenadoria de Ensino Estadual. Ademais, continua um cidadão sintonizado e atualizado e preocupado como bem demonstrou a sua participação atuante no projeto de iniciativa popular A Voz do Povo, juntamente ao professor Antônio Andriolli, eu e a saudosa Ondina Piaia, esta, também exemplo de obstinação e luta, a ser seguido.

            A tenacidade e contumácia são salutares quando voltadas a causas justas. Assim tem sido o Barp, na sua luta persistente de ver institucionalizada a grafia da nossa cidade com X e não CH. Não bastasse isso ele é há muito tempo, um leitor-interlocutor assíduo, atento e crítico deste espaço. E por que não reconhecer as pessoas em vida e não quando elas já não estão mais conosco?

            De qualquer sorte, o objetivo deste texto não foi e nem é o de retomar a polêmica grafia de um topônimo, mas sim o de homenagear todas as PESSOAS, que lutaram e não esmoreceram; as que continuam trabalhando para tornar Erexim uma cidade cada vez mais próspera, pujante e um dos melhores lugares para viver.

Pena que meu espaço é muito reduzido, pois Erexim merece sim, ao comemoramos 100 Anos, no mínimo 100 páginas, ou quiçá 1000. Erexim, Cem Anos! Façamos deste evento e momento um acontecimento ímpar nas nossas vidas.

P.S.:Também ao jornalista Ademir da Rosa duplamente colega, e leitor, o meu apreço.     

 

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