Blog do Gleison Wojciekowski

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O multi-instrumentista Algenir Flores

Por Gleison Wojciekowski
Foto Divulgação

Nascido em Getúlio Vargas, no dia 16 de novembro de 1947, filho caçula de Valdomiro Flores e Almerinda Flores, batizado com o nome de Algenir Flores, porém o apelido carinhoso de Neinho surge ainda na sua infância. Com quatro anos de idade mudou-se com a família para Erechim. A família era composta também pelos irmãos de Neinho:Erini Flores, GessiFlores, Neli Flores, AdemirFlores, Lauri Flores.

As primeiras influências musicais de Algenir Flores vieram de suas irmãs Gessi e Neli, formaram uma dupla sertaneja, mas a música entraria em definitivo em sua vida com a vinda da família de Antenor Sembranel para a vizinhança, família esta onde os integrantes cantavam e tocavam instrumentos. As irmãs de Antenor ensinariam os primeiros ritmos a Algenir.

Com a compra de um acordeom Todeschini de 80 baixos por seu irmão Erini, o instrumento passou a ser disputado para praticar, onde Neli e Algenir se revezavam. Após três meses, Algenir (então com 15 anos de idade) já dominava três ritmos valsa, chote e vanera, e começou a substituir Antenor Sembranel durante seu intervalo para janta em eventos. Posteriormente, passou a fazer parte do grupo de Antenor, onde ele e Algenir tocavam acordeom, acompanhados por Santa Maria na bateria (posteriormente substituído por Miguel Ioppi). O trio com dois acordeons e bateria era inspirando na dupla Os Betussi, que fazia grande sucesso nesta época e utilizava esta formação.

Após voltar do serviço militar obrigatório em 1966, Algenir monta o conjunto Bossa Show em janeiro de 1967, integrado por Pedro Farina no violão, Telmo Trindade no trompete e violão, Faustino Corrêa na bateria além de Algenir no acordeom, e posteriormente Nelson Zarista na escaleta e Milton Dalponte na guitarra.

Em 1969 Algenir Flores passa a integrar o Conjunto Musical Ipanema, tocando órgão Caribian, grupo este do qual faziam parte Jaime Simone na guitarra, Vilson Taglietti no baixo, Gabriel Ubaldo Scrabe no trompete, Santa Maria na bateria, ValmorTaglietti no saxofone. Algenir Flores permaneceu até 1974, quando foi substituído pelo tecladista Paulo Casarin.

Após sua saída do Conjunto Musical Ipanema,Algenir no teclado, Jorge Garcia na guitarra e Carlos Melotto na bateria, criaram o grupo Os Indiferentes, mas em 1975, Neinho é convidado a integrar s Bandinha do Caneco, culminando com o encerramento das atividades do grupo Os Indiferentes.

A Bandinha do Caneco era formada por Pedro Farina na guitarra, Sérgio Moron na bateria, Bruno Moron no saxofone, Valdir Ribas França no teclado e saxofone, Milton Dalponte no baixo além de Algenir Flores no baixo e teclado.

Uma curiosidade sobre a Bandinha do Caneco, com este nome o grupo se apresentava em bailes populares e festas do chope, porém nos bailes sociais utilizavam o nome de Musical Apocalipse.Algenir Flores permaneceu com o grupo até 1987.

Por um breve período Algenir Flores fez parte do Grupo Musical Los Calientes, que era integrado por músicos como Jorge Garcia no baixo, Altair Vaz na guitarra e vocal, Dirceu Jost no trombone,Ignácio Petkovicz nos teclados e acordeom, IrenoWojciekowski no saxofone, além de Algenir no sintetizador, baixo e vocal.

Juntamente com EliasarLisovski e Jaime Simone, Algenir Flores formou um grupo para tocar em restaurantes e baresem Erechim e na região, atuavam em bares como Baranas, Borão´s Bar, Kioski Bar, Sobrado, Restaurante Buon Giovani, Escarola Pizzaria, Realce Bar, além de outros.

Em 1994, o médico e guitarrista José Carlos Wicteky após assistir este grupo em um bar da cidade, os convida para integrar seu conjunto que estava iniciando as atividades, o Grupo Etna. Deste grupo faziam parte também Dino na guitarra, Milton Dalponte no baixo, Carlos Eduardo Soares Vaz nos teclados e Juarez Motta na bateria

Durante um período que se afastou do Etna, Algenir Flores integrou o grupo Bagagem, onde tocava baixo e fazia vocal, e do qual também faziam parte Juarez Motta na bateria, Marcelo Dal Medico nos teclados e Carlos na guitarra e vocal. Posteriormente o grupo teria a participação do saxofonista Elton.

Durante o período tocando com o Grupo Etna (22 anos), Algenir Flores participou com diversas formações, tocando baixo, teclados e fazendo vocal, gravou quatro discos, afastando-se dele no inicio de 2018, porém continua a fazer música, participando de apresentações e programas de rádio.

Paralelamente a suas atividades musicais, Algenir Flores sempre trabalhou em outros ramos, iniciou na Metalúrgica Serrana, produzindo de camas a espingardas, posteriormente foi para a empresa Menno, onde ficou por doze anos, após isso para a oficina mecânica da Cotrel. Esse período na mecânica da Cotrel apesar de breve (três meses) despertou o interesse de Algenir pela área, tanto que trabalhou após isso na Agência Chevrolet de Erechim, permanecendo por oito anos e na sequencia na Autolândia, onde se aposentou.

Na vida privada, Algenir Flores esta casado a mais de 47 anos (casou em 12 de setembro de 1970) com Adail Teresinha Flores, com quem teve três filhos, Luciano (45 anos de idade), Claudia (39 anos), Patrícia (28 anos), e uma neta, Jordana (20 anos). Destes, apenas seu primogênito tocou baixo na juventude como hobby, e nenhum familiar seguindo seus passos no mundo da música.

 

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