Blog do Jaime Folle

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Atendimento dos velhos armazéns a alta tecnologia

Por Jaime Folle
Foto Divulgação

Parece-nos claro que o atendimento comum já não serve mais para os clientes. Hoje, eles querem muito mais que um simples atendimento e, além de receber com simpatia e disposição, o atendente/vendedor precisa exceder padrões de excelência.

Os tempos mudaram e o mundo evoluiu. Não somente a tecnologia e a automação nos surpreendem com novas descobertas, mas também o ser humano ascendeu, ficando mais exigente e conhecedor de muitas coisas que, num passado não muito distante, não se imaginava que fossem assim.

Antigos empórios e casas comerciais com denominações como “Armazém de secos e molhados” foram perdendo seu espaço. Nesses idos, era muito comum os clientes abrirem contas que eram anotadas em uma caderneta, pois eram pessoas conhecidas e fiéis. Conheciam-se as suas famílias, seu modo de viver, suas dores e até os chás que tomavam.

Nesses tempos, era bom ser cliente e melhor ainda, ser vendedor. Mas, sabemos que, com a evolução, os clientes foram perdendo seus nomes e tornando-se números nas estatísticas de vendas de hipermercados, magazines e outros segmentos. Hoje, “Dona Marcília” só é chamada pelo nome quando o caixa da empresa solicita o cartão ou o talão de cheques para garantir o pagamento.

Foi então que, em menos de trinta anos, entramos num surto de nostalgia por grandes organizações, tentando resgatar o que, no passado, eram hábitos saudáveis de tratar os clientes como verdadeiros seres humanos. Porém, a caderneta de anotações, hoje, é substituída por cartões magnéticos, numa forma moderna e inteligente de facilitar as compras.

A tecnologia, num primeiro momento, parecia ter condenado o esquecimento, a velha cordialidade que os antigos tinham como hábito. Entramos numa era em que os controles tecnológicos nos permitem encantar os clientes, assim como no passado, sabendo, por antecipação, seus gostos e desejos, podendo, um cliente, ser atendido ou receber um folder de propaganda de forma dinâmica e personalizada.

Um exemplo claro disso é de um cliente que se hospedou em um hotel com dores na coluna e solicitou um quarto no qual tivesse uma cama com colchão ortopédico. O hotel atendeu seu pedido, deixando o cliente satisfeito. Passados três anos, este cliente retornou ao hotel e, ao chegar na recepção e solicitar um quarto, foi surpreendido pelo atendente, que perguntou: “Você prefere uma cama com colchão ortopédico?”

Vejamos que, se compararmos os antigos armazéns com os ultramodernos magazines de hoje, permanece a velha máxima de que o cliente precisa ser tratado com atenção, alegria e principalmente, ser valorizado como ser humano.

 

Até a próxima.

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