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Educação é futuro

Por Gilberto Jasper
Foto Divulgação

A educação está no cerne dos principais problemas sociais do país. Infelizmente a falta de sensibilidade de quem decide onde gastar os recursos públicos impede que a situação seja enfrentada com determinação, embora praticamente todo mundo concorde com esta tese.

Falta sintonia entre as diversas esferas da administração pública para desencadear um mutirão nacional em favor da melhoria das condições das escolas, do salários dos educadores e do aperfeiçoamento da mão de obra docente. As dificuldades se repetem em todo o país, das pequenas comunidades as grandes metrópoles, mas várias entraves se impõem, principalmente as diferenças políticas. O interesse público é relegado ao segundo plano. E todos sofrem com a manutenção do quadro atual.

Professores e prefeitos conhecem a realidade com autoridade. Estão envolvidos no dia a dia, são cobrados em sua rotina, precisam dar respostas, oferecer soluções, buscar formas de manter a roda da educação girando. O desvio de recursos públicos gera enorme revolta, mas a carência de dinheiro para melhorar escolas, salários e equipamentos sem dúvida têm inúmeras consequências.

O desestímulo dos estudantes para concluir um curso é parte do causa que leva milhões de jovens a fugir da escola para acessar o mercado de trabalho em idade precoce. A pobreza desconhece faixa etária. Pelo contrário, cobra engajamento cada vez mais prematuro de crianças na luta pelo sustento familiar.

Os professores compõem um capítulo à parte em que o idealismo é o motor que os impele a continuar, apesar das repetidas mazelas que vão do acesso para chegar à escola até o convívio com o crime organizado, péssimas condições das salas e falta de equipamentos modernos para facilitar a didática.

O que se vê, em vários quadrantes do Brasil, é uma legião de abnegados educadores que sacrificam tempo e até recursos próprios para salvar estudantes do crime, da violência, do desvalio. Promessas surgem aos borbotões nesta época pré-eleitoral.
Mais uma vez estaremos diante de uma escolha diante da urna eletrônica. Quisera que a proliferação de escândalos tenha o condão de despertar a consciência crítica para eleger pessoas comprometidas com a causa educacional. Para isso é preciso informar-se sobre os candidatos, saber de sua vida pregressa, experiências e realizações. Aventureiros forjam currículos, mas podem ser flagrados.

A educação determina o presente e o futuro de uma nação. Sua priorização apontará rumos de um país anestesiado pela corrupção, golpeado pela impunidade e revoltado com a omissão. Mudar este quadro está, mais uma vez, em nossas mãos.

 

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