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Salmo 44 - Por que dormes, senhor?

Por Dennis Allan
Foto Divulgação

Deus libertou seu povo no passado. Ele traria salvação de novo?

O Salmo 44, atribuído aos filhos de Corá, apresenta um apelo urgente pelo socorro que somente Deus é capaz de oferecer. O tom do Salmo se ajusta bem à crise em Jerusalém quando os assírios cercaram a cidade e ameaçaram destruí-la, durante o reinado de Ezequias (especialmente considere verso 16 e as blasfêmias do embaixador assírio registradas em 2 Reis 18:19-37). O povo do Senhor estava enfrentando uma ameaça grave, mas não por causa da sua infidelidade ao Senhor, como havia acontecido em várias outras ocasiões. Esse hino vem de um povo de consciência limpa que mostra confiança na sua comunhão com Deus.

O Salmo começa olhando para trás para as grandes vitórias que Deus havia dado ao seu povo. Os suplicantes falam das grandes obras de libertação que Deus realizou em gerações passadas. Deus entregou a terra prometida ao povo de Israel (verso 2), e o salmista reconhece que a conquista foi realizada pela graça de Deus, e não pelas proezas dos homens: “Pois não foi por sua espada que possuíram a terra,nem foi o seu braço que lhes deu vitória,e sim a tua destra, e o teu braço,e o fulgor do teu rosto,porque te agradaste deles” (verso 3).

O hino passa da história dos antepassados para a experiência do povo no tempo da composição desse cântico. O salmista dá glória a Deus por sua proteção contínua. Os israelitas venciam seus inimigos com o auxílio de Deus (verso 5) e não pela sua força militar (verso 6). Porque Deus protegia seu povo fiel e castigava seus inimigos, Israel oferecia seu louvor constante (versos 7 e 8).

A circunstância do povo mudou, e a ameaça que enfrentava se torna o assunto a partir das palavras “Agora, porém” no verso 9. Deus havia rejeitado seu povo, deixando a nação sofrer diante dos seus inimigos. Fracos e envergonhados, os israelitas fugiam das outras nações. Em vez de permanecer firmes e protegidos na sua terra, foram vencidos e espalhados entre as nações (versos 9 a 16).

É comum, em outras orações desse tipo, encontrar uma confissão de culpa nacional, mas não é o caso desse hino. Embora o salmista não levante acusação contra Deus, ele não trata o sofrimento do povo como consequência dos seus pecados. Pelo contrário, ele afirma a fidelidade do povo: “Tudo isso nos sobreveio;entretanto, não nos esquecemos de ti,nem fomos infiéis à tua aliança.Não tornou atrás o nosso coração,nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos” (versos 17 e 18).

Se o sofrimento não veio por causa da rebeldia do povo, o outro motivo possível seria justamente sua fidelidade. Israel não estava sendo castigado por ser desobediente; estava sendo perseguido por ser fiel! Dois fatos apoiam essa conclusão:

  1. A linguagem do autor, que não somente nega culpa (versos 17 a 21) como também diz que o sofrimento veio por causa do seu amor para com Deus: “Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente,somos considerados como ovelhas para o matadouro” (verso 22).

 

  1. A citação do verso 22 por Paulo em Romanos 8:36. Naquele trecho, ele assegura aos fiéis que Deus não esquecerá deles. Paulo não fala do castigo dos desobedientes, e sim da proteção divina das pessoas que vivem pela fé.

No final do Salmo, o povo pede para o Senhor acordar e trazer livramento. Incapaz de se livrar dos opressores, Israel reconhece Deus como o único Salvador. No caso da ameaça assíria, Deus acordou e mandou um anjo que aniquilou o exército do inimigo, dando livramento para Ezequias e seus súditos (2 Reis 19:35-37).

As nações atuais precisam aprender do exemplo desse povo. Não devemos confiar na força militar dos homens, e sim no poder do Senhor.

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