Blog do Gleison Wojciekowski

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Reinaldo Centenaro, uma história de muitos carnavais

Por Gleison Wojciekowski
Foto Divulgação

O músico desta semana nasceu e cresceu sob uma forte influência musical de sua família, passando a vida na música, e entre outros fatos animando inúmeros bailes de carnaval ao logo de sua vida inteira, seu nome Reinaldo Centenaro.

As raízes da musicalidade de Reinaldo Centenaro são anteriores ao seu nascimento, no dia 19 de setembro de 1934 (apesar de estar registrado como 10 de outubro do mesmo ano), na cidade de Valzumir Dutra (atual Cacique Doble), pois a música já existia na família Centenaro há muito tempo. Um os principais exemplos foi seu pai, Canuto Centenaro (Ida Maria Deboni Centenaro, sua mãe), nascido em Alfredo Chaves – RS, fundou diversas bandas pelas cidades onde passou, inclusive da Banda Santa Cecília de Nova Pádua, além de cidades como Cacique Doble e São José do Ouro e Erechim.

Nascido em uma família numerosa com treze filhos (três morreram muito jovens), sendo que destes cinco tornaram se músicos profissionais, Reinaldo aprendeu a tocar acordeom, trompete, saxofone e contrabaixo, através de seus irmãos mais velhos e de seu pai, assistindo aos ensaios pelas cidades aonde viria a residir com sua família e onde invariavelmente seu pai fundava grupos musicais.

Quando a família Centenaro chegou à cidade de Erechim, o então adolescente Reinaldo Centenaro passou a fazer parte da banda como trompetista, juntamente com seu pai (maestro) e seus irmãos Laurindo e José.

Paralelamente a esta banda (algo equivalente a uma fanfarra), a família Centenaro formou um grupo para tocar em bailes, chamado Jazz Típica União, da qual fariam parte seu pai, Canuto Centenaro, na regência e no trombone; e os irmãos Claudino Centenaro no acordeom; Sétimo Centenaro na bateria e Reinaldo Centenaro, que se revezava no acordeom, no trompete e no saxofone; além de Amélio Viero, no saxofone; Arnoldo Schosller, no saxofone; e Mário Mascherin no vocal.

Vale salientar aqui, que a terminologia utilizada nesta época e região, para designar os nomes dos grupos era de acordo com o gênero musical e a instrumentação utilizada. Por exemplo um Regional, se o grupo executasse choros; mas no caso de uma típica, está relacionado com o tango. No caso do jazz, não esta relacionado necessariamente com o estilo norte-americano de música, mas sim pelo fato de utilizarem uma bateria no grupo, instrumento esse chamado por muitos de “jazz”, talvez pela sua criação/ utilização estar ligada o jazz norte-americano.

Em torno do início dos anos 1960, tanto seu pai, Canuto, quanto Reinaldo passaram a integrar a Sociedade Banda de Música de Erechim, nesta época já sob regência de Paulo Moron, e da qual fariam parte por mais de trinta anos.

Reinaldo Centenaro fez parte ainda de grupos como Os Maratonas, na segunda metade da década de 1970, quando seu futuro compadre Ireno Wojciekowski, o convidou a integrar seu grupo. Posteriormente Reinaldo integrou o grupo Los Bravos, a convite de Milvo Mattia. Além disso, trabalhou como “freelancer”, em especialmente durante os bailes de carnaval, trabalhando com diversos grupos como Os Águias Negras, The Crazy Boys e Os Explosivos.

Um dado importante, que juntamente com outros músicos biografados nesta coluna, que nos mostra a dificuldade de sobrevivência dos músicos neste período, Reinaldo trabalhara por mais de meio século nas Livrarias ABC, para complementar sua renda e sustentar sua família.

Família esta que Reinaldo iniciou em 1965, quando contraiu matrimônio com Tereza Cristine Pinheiros, com quem teve três filhos: Loiva Cristina Centenaro (formada em violão pela Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel, de Erechim), Carlos André Centenaro e Paulo César Centenaro. Reinaldo atualmente ainda tem quatro netos: Gisele, João Vitor, Maria Fernanda e Guilherme.

Reinaldo Centenaro encerrou suas atividades profissionais, em um baile de carnaval ainda no final da década de 1980, porém ainda continua a participar ativamente de diversas atividade que envolvem a música, como por exemplo tocar acordeom para o grupo coral de música italiana, Stella Alpina, do qual Reinaldo ajudou a fundar a mais de duas décadas, e gravou dois discos, lançados através de LC Produções; e faz parte do grupo de liturgia na Paróquia São Pedro.

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