Blog do Gleison Wojciekowski

Marcos.jpg

O multi-instrumentista Marcos Antônio Rodrigues

Por Gleison Wojciekowski
Foto Divulgação

Marcos Antônio Rodrigues, nasceu em 28 de setembro de 1951 no município de Santiago (RS), filho de Quintino Rodrigues e Maria de Lourdes Rodrigues (juntamente com duas irmãs). Apesar de seu pai tocar bateria e acordeom, suas primeiras lições de música aos 12 anos de idade se deram com sua tia Maria Rodrigues, uma professora de acordeom em um conservatório local.

Com a grande presença da Jovem Guarda nos meios de comunicação durante a década de 1960, sua influência foi marcante para diversos jovens desta época, este é o caso de Marcos, que formou uma banda juntamente com seus primos Ademir Nunes e Jair Rodrigues além de outros amigos, para tocar este gênero musical.

Na década de 1960, Marcos participou também de um grupo de música gaúcha, porém, foi servindo ao exército que teve um contato mais profundo com a música, quando se profissionalizou.

 Durante o serviço militar Marcos participou da banda do exercito, onde teve aulas com o maestro e subtenente Ademir (natural da Bahia), travando contato com a teoria musical. Paralelamente a bando do exercito, havia o grupo Flamingo, formado pelos mesmos componentes desta banda, mas que faziam apresentações fora da vida militar. Este grupo tocava um repertório de música popular orquestrada ao estilo de Ray Conniff. Nestes grupos Marcos tocava percussão, e dependendo da necessidade do repertório também tocava guitarra e às vezes órgão.

Após sua baixa do quartel, Marcos participou em grupos Som Sete e Os Astros (onde conheceu e acompanhou César Passarinho e Miguel Marques), e prestou concurso para integrar a Brigada Militar, sendo aprovado e designado a atuar em Erechim em 1971.

Ao chegar em Erechim, Marcos conheceu o grupo The Crazy Boys, tornando-se amigo dos seus integrantes, mas foi outro amigo o baterista Nilson José Machado da Silva (Zé) que lhe indicaria o novo caminho musical a seguir. Integrante do conjunto Pop Sonic (que acompanhava o orfeão ligado ao Colégio Medianeira), sugeriu que Marcos fosse conversar com o regente do grupo, irmão Ivo Pilsen e com Henrique Rigoni, presidente do CPM (Círculo de Pais e Mestres) da escola, pois estariam precisando de um tecladista. Após um teste, foi admitido e permaneceu com o grupo durante seis anos, se apresentando nos estados do RS, SC, PR, SP, RJ e BA. O conjunto Pop Sonic nesta época era formado por Vagner Brusamarelo na guitarra e Mingueto no baixo, além de Zé na bateria e Marcos no órgão.

Nesse período Marcos acompanha na guitarra a então dupla Gildinho e Chiquito (nesta época não eram acompanhados por um grupo fixo, revezando entre diversos músicos freelancer), que viriam a formar um dos grupos de maior relevância da música gaúcha, Os Monarcas.

Em 1977, Marcos passa a integrar o Conjunto Musical Os Ipanemas, substituindo Paulo Cesar Casarin, que estava saindo do grupo para morar no Rio de Janeiro. Esta formação do Ipanema contava ainda com Naudi Dalpizzolo no vocal e bateria, Sérgio Intkar na guitarra, Pedro Cunha no baixo além de Clovis Staniçuaski (Tatu) no saxofone e direção musical.

Ingressou no conjunto Os Cometas no início da década de 1980, substituindo seu tecladista Luizão (Gordo). Com este grupo gravou o disco intitulado Roda Gigante (5º disco do grupo, mas primeiro disco cantado), atuando como tecladista, arranjado e como compositor de sete das doze faixas do álbum, inclusive a música que nomina o disco. Além de Marcos, participam do disco Aristides e Edécio Klein nos trompetes, Adelmo Schaffer no trombone, Mário no saxofone, Idalécio Tubin na guitarra, Armando Matté no baixo e Antoninho (Tonico) na bateria.

Com Os Cometas Marcos gravou também teclados e acordeom o disco Ecos Festivos em 1987, onde o grupo retoma o estilo da tradicional bandinha alemã. A formação do grupo neste álbum é Mário no saxofone, Aristides e Edécio Klein nos trompetes, Adelmo Schaffer no trombone, Valdir Kunrath no baixo, Antoninho (Tonico) na bateria, Danilo Oliveira na guitarra, além de Marcos.

Marcos é casado com Salete Rodrigues (filha do violonista João Manoel Rodrigues, que tocava com Oswaldo Elemar Engel e Ivo Zampronha na década de 1960) com quem teve uma filha, Cátia Sirlei Rodrigues, porém ela não é musicista.

Após sair do conjunto Os Cometas, Marcos Rodrigues passa a integrar o Musical Catarinense de Concórdia, com quem gravou dois discos, um da tradicional bandinha alemã e outro chamado Bandanejo ambos produzidos pelo então desconhecido produtor musical Rick Bonadio (Bonadio se tornaria um dos mais renomados produtores do Brasil, com o sucesso do grupo Mamonas Assassinas).

Marcos Rodrigues participou ainda dos grupos Som Seis de Sananduva e Metrópolis de Tapejara.

Retornou ao Ipanema após 1987, permanecendo até 1992, quando o grupo encerrou suas atividades. Neste retorno ao grupo a formação era Jimi na guitarra, Jair da Rosa Santos no baixo, Nilson José Machado da Silva na bateria e vocal, Prego nos teclados e sopro, além de outros.

Desde então Marcos Rodrigues tem trabalhado dando aulas de música, nos instrumentos violão, acordeom e teclado.

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Peixes
20/02 até 20/03
Logo cedo, viagem ou contato com alguém de fora...

Ver todos os signos

Publicidade