Blog do Gleison Wojciekowski

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O maestro Elírio Ernestino Toldo

Por Gleison Wojciekowski
Foto Arquivo

O músico desta semana teve papel fundamental no encaminhamento de diversos músicos para estrarem na profissão, e seu espírito peculiar continua presente em diversos ensaios e reuniões com estes músicos que relembram os trejeitos do maestro Elírio Ernestino Toldo.

Elírio Ernestino Toldo, um dos onze filhos de Paulo Toldo e Rosa Toldo, nasceu em 28 de fevereiro de 1930, na cidade de Sarandi, onde permaneceu até terminar os estudos do então “ginásio”.

Casou-se no ano de 1956 em Passo Fundo, com Gecimina Acco Toldo (nascida em 01 de março de 1934), com quem teve três filhos e uma filha, sendo eles o pesquisador da UFRGS e geólogo Elírio Ernestino Toldo Jr., o personal trainer Paulo Toldo, o engenheiro civil Roberto Toldo e a empresária Clair Toldo, além de nove netos

Se por um lado o maestro Elírio Ernestino Toldo não teve filhos músicos, por outro lado influenciou diversos músicos a entrarem nesta profissão.

Seu aprendizado musical teve início com Paulo Moron, com quem aprendia a tocar tuba além de teoria musical e solfejo, ingressando na Sociedade Banda de Musical de Erechim e na Orquestra de Concertos de Erechim para tocar este instrumento.

Fundou ainda no início da década de 1960 a Bandinha do Caneco, que tocava o repertório de kerps e bailes do chopp por toda região, e faziam parte além de Toldo na tuba, músicos como Bruno Moron e Amélio Viero nos saxofones, Farina no vocal, Reno Viero e Paulo Moron.

Para completar o orçamento da família, Elírio trabalhava como caixeiro viajante no início de sua carreira paralelamente ao seu lado musical. Ao longo de sua vida, trabalhou em Erechim, onde foi proprietário das Sapatarias Toldo, onde vendia e concertava calçados. Mudando-se posteriormente para Bento Gonçalves, onde foi gerente das Casas Alegretti, em seguida trabalhou em Caxias do Sul, na Olivetti.

Foi nesta época (década de 1980), em Caxias do Sul, que Elírio Ernestino Toldo, começou a ter aulas de regência com o maestro Pedro Paulo Mandelli, então regente da OSCA (Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul), orquestra essa em que Toldo tocava tuba.

Com os ensinamentos e indicação de Pedro Paulo Mandelli, Elírio Ernestino Toldo começa a sua carreira como regente da Banda Municipal de Flores da Cunha, e pela primeira vez podia viver exclusivamente da música. Toldo permaneceria em Flores da Cunha por cerca de treze anos, para posteriormente retornar a Erechim, onde trabalharia na Sponchiado e como regente da Sociedade Banda de Música de Erechim.

O maestro Elírio Ernestino Toldo teve uma atuação bastante importante para a sociedade em que estava inserido. Toldo foi membro do Clube do Comércio em Erechim, foi presidente do Rotary Clube em Erechim, onde foi agraciado como prêmio Paul Harris. Fundou também o Rotary Clube em Flores da Cunha,quando mudou se para esta cidade, e fundou o CDL em Erechim.

Outra faceta do maestro Elírio Toldo, foi a Ordem dos Músicos do Brasil, instituição esta que Toldo fez sua prova de admissão em seis de fevereiro de 1962, e ao longo da vida fez sua carreira, passando de fiscal, para delegado regional, inclusive sendo Presidente da OMB do Rio Grande do Sul por duas vezes, e chegando a pertencer ao Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil.

Como regente da Sociedade Banda de Música de Erechim, Elírio Toldo tocou por diversos municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, chegando a participar de festivais internacionais de bandas e fanfarras, como a de Milipilla, Chile em 1998.

Em 2002, Elírio Ernestino Toldo sai da Sociedade Banda de Música de Erechim, para juntamente com alguns músicos (inclusive o autor deste texto) fundar uma banda com uma proposta diferente para a época. O objetivo era tocar algo próximo a uma Big Band ou uma Banda Sinfônica, com a inclusão de instrumentos como o piano, guitarra, baixo elétrico, bateria e percussão, além dos já tradicionais sopros (madeiras e metais), surgindo então a Banda Sinfônica Erechinense.

Com a Banda Sinfônica Erechinense, Elírio Ernestino Toldo tocou por diversos estados brasileiros, e inclusive sendo convidado novamente para tocar no 9º Festival Internacional de Bandas e Fanfarras de Milipilla, no Chile em 2003, além de obter destaque em festivais estaduais como o de Ijuí.

A Banda Sinfônica Erechinense gravou ainda sob a regência de Elírio Ernestino Toldo dois CD´s e um DVD, este último, lançado em 2007, sendo o primeiro trabalho neste formato a ser produzido totalmente na região, sendo a captação de vídeo pela Zardo Color e o áudio e produção pela LC Produções e gravações.

Elírio Ernestino Toldo, paralelamente aos seus trabalhos com a Banda Sinfônica Erechinense, foi regente também do Coral La Montanara de Jacutinga, o qual também excursionou para fora do país; foi regente da centenária Banda Cerbaro, de São Domingos do Sul, a qual gravou um CD sob a regência de Toldo além de fundar o Coral Stella Alpina em Erechim.

Elírio Ernestino Toldo recebeu o título de Cidadão Erechinense em 18 de setembro de 2007, mas em quatro de outubro de 2008, veio a falecer em decorrência de problemas pulmonares.

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