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As rodovias que movimentam nossas riquezas

Por Coluna do Leitor

Fabiano da Silva Jorge
Engenheiro Civil
Mestre em Engenharia na área de Infraestrutura e Meio Ambiente

No Brasil, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o modal rodoviário é o meio de transporte mais utilizado para transportar nossas riquezas, chegando próximo a 60% de participação deste modal. Por conta disso recebe a maior parte dos investimentos em modais previstos anualmente pelos governos a fim de dar fluidez à economia. No entanto observa-se um declínio nos investimentos nos últimos anos e por consequência temos algumas rodovias quase que intransitáveis devido à falta de manutenções, sem falar nas obras não acabadas, as não iniciadas e as sem perspectivas de projetos para posterior processo licitatório.

Recentemente o governo federal cortou do já escasso orçamento das obras rodoviárias quase 1 bilhão de reais que seriam investidos em 2018 e isso refletirá em várias obras no Brasil e inclusive aqui no RS.  O mais preocupante é que não temos uma perspectiva otimista de grandes investimentos e desta forma a tendência é que apareçam ainda mais problemas nas rodovias, o que deve gerar mais perdas. Vale lembrar que quando falo em perdas não estou me referindo a somente os prejuízos econômicos como acidentes, manutenções veiculares e atrasos nas entregas de produtos e/ou serviços, mas de todas as perdas que ocorrem por alguma interferência que ocorra devido a alguma deficiência na rodovia, como atrasos em viagens, a ambulância que não consegue chegar a tempo no local pretendido, as vidas que não seguiram, enfim, o dia-a-dia das pessoas que são afetadas por não poderem seguir seus deslocamentos em rodovias que apresentem condições aceitáveis de conforto e segurança.

Talvez seja necessário os governos, em todas as esferas, se reinventarem no modo de concepção e gestão da infraestrutura. A população normalmente se reinventa, se redescobre e se reorganiza a cada período de crise econômica, e essa necessidade de mudança por questões de sobrevivência pode ser o caminho para os órgãos, assim como as empresas que adotam a reengenharia para se adequarem e se manterem "vivas" no mercado. Claro que para os governos não é uma questão de se manterem "vivos", mas sim de manter "viva" e próspera a economia brasileira, já que são as rodovias que movimentam nossas riquezas.

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