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Cristian Lenon Andreolla

Por que devo me exercitar?

Por Coluna do Leitor

Cristian Lenon Andreolla

Personal trainer

 

A filosofia nos apresenta conceitos bem interessantes no que se refere às questões cotidianas. A lógica, por exemplo, nos conota a reação mais sensata das ações e condições. Por questão lógica, pois, a situação mais plausível a que se propõem dois braços articulados é o movimento. E caso você se pergunte o que isso tem a ver aos seus próprios olhos é só observar o seu joelho, que é uma articulação. Ou seja, por razão lógica o corpo precisa de movimento, ou, caso preferir, exercício físico. As pessoas vivem procurando facetas de uma boa vida, apostando nas gratificações momentâneas – como alimentação por exemplo – mas esquecem que ela é só uma bonificação de um estilo de vida que é capaz de suprir o que corpo precisa, e onde movimento tem lugar prioritário.

            Se buscarmos razões pré-históricas será bem fácil entender por que é tão difícil a adesão de um programa de exercícios físicos na esmagadora maioria das pessoas (nos limitemos apenas aos exercícios, porque a união com a dieta faz o adjetivo ficar ainda mais negativo): a economia de energia é uma questão de sobrevivência (é ela, inclusive, a razão que dificulta – veja bem, não impede– em muito o emagrecimento), ou seja, o corpo tende optar por aquilo que lhe gaste menos glicogênio. Qualquer atividade que não garantir a reprodução, a alimentação e a segurança será entendida como um excesso pelo qual o corpo lutará contra. Entretanto, cabe observar que se essa regra for respeitada, nosso corpo optará por armazenar tanta energia quanto for possível para o caso de um período de alerta que hoje não existe. Os altos níveis de obesidade presente no mundo hoje e os problemas de coração por que sucumbem os muitos sedentários, a caráter de exemplificação, não são à toa.

            Felizmente, a realidade contemporânea possibilita a disseminação de mais informações, o que faz com que cada vez mais pessoas fiquem a par dos benefícios de uma rotina de exercícios físicos. Segundo a OMS, as necessidades semanais partem de 75 minutos (considerando o público mais velho) e não têm contraindicações a respeito dos limites, variando conforme a faixa etária. Se por lógica, o movimento é inerente ao esqueleto, por benefícios, traz uma gama de melhoras que possibilitam ao indivíduo ter uma vida melhor. Aqueles que optam por movimentarem-se periodicamente melhoram a qualidade de vida, o bem-estar, a imunidade, o desempenho cognitivo, a postura, o sono, o vigor e etc.

            Se por um lado o exercício tem um efeito quase milagroso que possibilita a melhora da qualidade de vida daqueles que se propõem ao exercício físico, por outro temos uma epidemia espalhada pelo sedentarismo, que faz com que a população adoeça e produza seres obesos, dislipidêmicos e cheios de dor. Sem uma política eficaz que abranja aquilo que é inerente ao corpo, o movimento, lutar contra as doenças cardíacas, articulares e psicológicas será em vão e encarecerá a saúde pública. Mas enquanto for mais lucrativo aos cofres públicos o comércio de remédios e soluções artificiais para esses problemas de saúde de simples solução, o incentivo aos exercícios físicos não serão prioridade.

 

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