Blog do Coluna do Leitor

Gaby Mársico

Luto oficial

Por Coluna do Leitor
Foto Divulgação

Luto oficial

Gaby Garbin Mársico

Professora aposentada

 

“Tu golpeada e insultada

eu tremerei sepulto

e os meus ossos no chão

como tuas raízes

se estorcerão de dor

sofrendo o golpe e o insulto”

(Pátria – Olavo Bilac)

 

Estamos vivendo um luto oficial dos poderes que formam nossa República, consternados neste velório, onde choramos a morte da honestidade, da responsabilidade, da sensatez, da segurança, da decência moral, da vergonha e da punição. Esta, dá alguns sinais de vida, apesar de forças do mal trabalharem pela sua destruição e morte.

Nossa Constituição, falha e omissa é responsável por este luto, pois o Estado é tutelado por ela, que diz ao cidadão o que este deve fazer em benefício dele, o Estado e não o contrário. Com todo o poder que lhe é conferido (isto se chama socialismo, populismo), este grandioso Estado abre sendas escuras e propícias aos desmandos de políticos, de demagogos e de malandros.

O Executivo e o Legislativo que deveriam estar a serviço da sociedade civil têm sua dedicação exclusiva a serviço de “associados” que se vendem por algumas moedas e por cadeiras confortáveis. O que vale para estas pessoas é o poder e o tilintar das moedas (públicas) em seus bolsos. Os cofres públicos sofrem continuamente o avanço insaciável dos longa manus, enquanto o povo trabalha incessantemente, para produzir riquezas e impostos que vão alimentar a máquina grandiosa chamada governo, que por sua vez enriquece quem dele se instala.

O descalabro vigente, no âmbito governamental, é de tal tamanho que seria impensável em qualquer país decentemente democrático.

Somos obrigados a pagar bilhões de reais aos partidos políticos para fazer suas campanhas eleitorais, dizem, para evitar o famigerado “caixa dois”. No Poder Judiciário, formado por pessoas ditas sábias nas leis, com a devida data venia, seus gastos também são excessivos e o retorno para o castigo dos larápios públicos deixa, muitas vezes, a desejar. E quando cumprem a lei, sofrem ameaças das tais forças do mal.

Enquanto esse comboio segue impávido, o país que produz alimentos para o mundo, não tem silos suficientes para armazenar os grãos, não tem estradas transitáveis suficientes, não tem ferrovias, não tem hidrovias também suficientes, para transportar suas colheitas, não tem portos à altura da grande produção nacional. Em compensação, os governos socialistas-populistas recém passados, entregaram milhões e milhões, via BNDES, para construir um moderno porto da camarada Cuba, o Porto de Mariel.

E, como penúltima notícia desses mesmos governos passados, foi a criação de uma estatal (vejam bem!) no Estado do Acre, para produzir preservativos, ou seja, camisinhas! E, que se encontra atualmente, falida e dando mais prejuízos aos cofres públicos. Infelizmente não é piada, mas vergonhoso e triste.

E para completar, nosso Brasil foi “condecorado” como um dos países mais corruptos do mundo.

Então, se formos eleger esses mesmos atores para a mesma peça deste teatro que é nossa classe política, para onde vamos correr para nos salvar?

Os versos acima feitos no século passado pelo nosso poeta se encaixam perfeitamente neste século 21. Vamos ler novamente! Não é isso?

Oh! Deuses! Corre-me lágrimas amargas pelas minhas faces envergonhadas...

 

 

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