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O mundo espiritual

Por Espaço Espírita

Retornando à matéria através da reencarnação, o indivíduo comumente perde a consciência de sua dimensão espiritual. A vida é exclusivamente aquela que ele percebe através dos sentidos, começando no berço e terminando no túmulo, à qual, por isso, ele atribui importância máxima, nela concentrando seu interesse e seus objetivos.

A ideia de vida após a morte parece-lhe vaga e inconsistente por não existirem, em geral, dados confiáveis a respeito dela, mas apenas especulações, não raro absurdas.

A concepção cristã tradicional, por exemplo, apresenta o mundo espiritual como uma espécie de conseqüência do mundo físico, pois as almas seriam criadas ao ensejo da concepção de novos corpos, povoando-se a espiritualidade à medida que as pessoas fossem morrendo, para encontrarem, então, situações definitivas de felicidade ou desgraça conforme houvessem empregado sua existência – única – sobre a Terra, não importando se longa ou muito breve.

A Doutrina Espírita veio esclarecer esse ponto mostrando que sucede exatamente o oposto, como se observa nas respostas seguintes, dadas a Allan Kardec:

Pergunta – Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?

Resposta – O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.

Pergunta – O mundo espiritual poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?

Resposta – Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reage. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)

Com o Espiritismo, sobrevivência e condições de vida na espiritualidade tornam-se fatos que é possível observar e descrever graças ao emprego da mediunidade.

A ênfase quanto a importância da vida espiritual não implica, por outro lado, em desapreço pela experiência na carne, também valiosa por ser indispensável ao nosso progresso. A mensagem doutrinária nos convida à responsabilidade e ao equilíbrio ante as pressões da vida social, colocadas, agora, numa perspectiva muito mais ampla.

Demonstrando – e não apenas afirmando – a nossa dimensão espiritual, bem como o funcionamento das leis de progresso e causa e efeito, o Espiritismo oferece base sólida à moral, permitindo constatar que as consequências do bem são sempre felizes ao passo que desilusão e sofrimento decorrem invariavelmente de nosso afastamento das Leis Divinas.

UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA DE ERECHIM.

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