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Blog de Dennis Allan

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Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 88: Inclina os Ouvidos ao meu Clamor

    Por Dennis Allan

    Por ser uma composição dos descendentes de Corá, dedicada ao mestre de canto, o Salmo 88 se posiciona, provavelmente, no período da organização do culto em Jerusalém, trabalho realizado no final da vida do rei Davi. A atribuição mais específica do cabeçalho do Salmo diz que foi escrito por Hemã, ezraíta. Há mais de um homem no Antigo Testamento com esse nome, então não sabemos os detalhes da circunstância que levou Hemã a escrever. Mas a natureza da sua mensagem não se limita a uma situação específica. Esse Salmo, talvez o mais triste de livro, transmite a angústia do sofrimento de uma pessoa que precisava do conforto do Senhor.

    A nota mais positiva do Salmo se encontra no primeiro verso, onde Hemã reconhece o Senhor como o “Deus da minha salvação”. Ele faz seu apelo para Deus ouvir suas súplicas desesperadas (verso 2). O resto do Salmo apresenta as lamentações dessa alma angustiada.

    O sofrimento do salmista é exposto em cada verso do hino. Ele começa com uma descrição geral do seu desespero: “Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte. Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força, atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos” (versos 3 a 5). Nesses versos, Hemã revela seus sentimentos e mostra sua condição como se fosse esquecido por Deus e deixado para morrer.

    Na continuação da mensagem, porém, Hemã atribui seu sofrimento a Deus: “Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. Apartaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair” (versos 6 a 8). Hemã não comenta sobre o motivo da ira de Deus. Pode se tratar das consequências dos seus próprios pecados, ou pode representar o sofrimento do povo diante de um castigo divino por causa da rebeldia nacional. O autor sentiu-se isolado, rejeitado e incapaz de se salvar. Às vezes, é necessário passar por uma profunda angústia, chegar ao fundo do poço, para reconhecer a necessidade da misericórdia de Deus e clamar por livramento, como Hemã o fez aqui. 

    Como é característica das grandes orações de homens como Moisés, Davi e Daniel, esse salmista fundamenta seus apelos na glória merecida por Deus: “Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, SENHOR, e te levanto as minhas mãos. Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?” (versos 9 a 12). O ponto dessas perguntas de Hemã é simples: Como Deus seria honrado pela morte desse servo? Se ele vivesse, poderia ensinar aos outros e glorificar o nome do Senhor. Mas se ele morresse e caísse no esquecimento, não teria como falar para outros homens da grandeza de Deus. Essa atitude de desejar viver, não por motivos egoístas mas para poder servir a Deus é uma das mais altas manifestações do espírito do verdadeiro convertido.

    Diferente de muitos outros Salmos, esse não encerra com a alegria de orações respondidas. Nos últimos versos, Hemã continua implorando a Deus, sem falar da resposta do Senhor: “Mas eu, SENHOR, clamo a ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de ti a minha oração. Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto? Ando aflito e prestes a expirar desde moço; sob o peso dos teus terrores, estou desorientado. Por sobre mim passaram as tuas iras, os teus terrores deram cabo de mim. Eles me rodeiam como água, de contínuo; a um tempo me circundam. Para longe de mim afastaste amigo e companheiro; os meus conhecidos são trevas” (versos 13 a 18).

    Salmo 88 não oferece uma mensagem alegre, como muitos dos outros hinos nesse livro. Porém, há duas mensagens principais que podemos aproveitar desse poema triste de Hemã: (1) Pessoas fiéis que confiam no Senhor ainda passam por dificuldades, períodos de desânimo e de profunda tristeza; (2) Tais momentos difíceis nunca devem ser motivo para virar as costas e se esquecer de Deus. Pelo contrário, são circunstâncias que devem nos motivar a uma busca mais intensa da presença do Senhor.

    (www.estudosdabiblia.net)

    -por Dennis Allan

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