Euro R$ 3,89 Dólar R$ 3,31

Publicidade

Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 132: adoremos ante o estrado de seus pés

    Por Dennis Allan

    Durante os primeiros anos do seu governo como o segundo rei de Israel, Davi focalizou a segurança do país, que sofrera opressões dos seus vizinhos durante gerações. Como renomeado guerreiro, ele conduziu o povo de Israel a vitórias sobre seus inimigos, aumentando as fronteiras da nação e introduzindo um período inédito de paz e prosperidade. Como um homem profundamente espiritual, ele também deu importância à relação do povo com Deus. Um dos seus atos notórios foi levar a arca da aliança, o móvel que representava a presença de Deus, à cidade de Jerusalém, que se tornou a sede da religião nacional (2 Samuel 6:1-19).

    Depois de vários anos de um reino bem-sucedido, Davi se dedicou principalmente ao serviço ao senhor. Ele explicou para um profeta seu desejo de abrigar a arca em uma casa permanente: "Sucedeu que, habitando o rei Davi em sua própria casa, tendo-lhe o senhor dado descanso de todos os seus inimigos em redor, disse o rei ao profeta Natã: olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus se acha numa tenda" (2 Samuel 7:1-2). Davi queria construir um templo glorioso para Deus, mas o Senhor não o permitiu. Por meio do profeta Natã, Deus prometeu edificar a casa de Davi, firmando o trono na mão do seu descendente (2 Samuel 7:10-16). A promessa olhou muito além de Salomão, o filho e sucessor de Davi, e profetizou sobre o reino messiânico que seria estabelecido por Jesus Cristo. 

    O desejo de Davi e a promessa de Deus são os dois assuntos do Salmo 132, um dos hinos usados pelos israelitas nas suas subidas ao templo para adorar o senhor.

    Davi fez promessas a Deus (versos 1 a 10). 

    Davi prometeu não descansar até achar lugar para a morada do senhor (versos 1 a 5). Mesmo sendo impedido de construir o templo, Davi se dedicou ao projeto. Preparou a planta e recursos necessários para a construção e organizou o serviço de adoração para o templo. Um dos seus últimos atos foi a compra do local onde o santuário de Deus seria construído por Salomão (1 Crônicas 21:24-30; 22:1-5).  

    O Salmo continua com um comentário sobre o empenho de Davi em levar a arca para um lugar permanente (versos 6 a 10). Quando Davi foi coroado, a arca estava guardada longe de Jerusalém, onde ficou durante décadas por causa de uma derrota sofrida por Israel. Davi animou o povo para trazer a arca, representando a presença de Deus, para a nova sede do governo. A proximidade de Deus significaria suas bênçãos e proteção, cuidando dos sacerdotes, do rei e de todo o povo.

    Deus fez promessas a Davi (versos 11 a 18).

    Espelhando o relato de 2 Samuel 7, citado acima, esse Salmo registra as promessas de Deus referentes à casa de Davi. Existem dois aspectos principais nessas promessas:

    No sentido mais imediato e geral, Deus estabeleceria a dinastia de Davi, mantendo seus descendentes no trono em Jerusalém. Assim, depois de Davi, Salomão foi o próximo rei e a linhagem de Davi continuou reinando até a queda de Jerusalém aos babilônios. O domínio desses descendentes foi condicionado à sua fidelidade (verso 12), que explica como a dinastia sobre o reino físico de Judá chegou ao seu fim. 

    No sentido mais importante, a promessa de Deus olhou para outro descendente de Davi e garantiu o domínio desse ungido para sempre(versos 13 a 18). Esse Salmo, como a mensagem comunicada pelo profeta Natã, olha para o messias, que viria da linhagem de Davi, para reinar eternamente. 

    Esse aspecto messiânico do hino reforça a mensagem incorporada em vários outros Salmos (2, 16, 69 e 110, entre outros). A esperança da vinda do messias, o eterno rei sobre o povo de Deus, acompanha o povo de Israel desde o nascimento da nação até o cumprimento das promessas em Jesus Cristo. Salmo 132 refletia essa confiante expectativa na adoração dos israelitas na sua chegada ao templo em Jerusalém. Achavam conforto em saber que Deus estabeleceria o rebento de Davi, seu ungido, para reinar para sempre.

Publicidade

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Peixes
20/02 até 20/03
Inicia hoje uma nova etapa na vida profissional dos...

Ver todos os signos

Publicidade