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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 94 - Deus das vinganças

    Por Dennis Allan
    Foto Divulgação

    Por bons motivos, damos destaque à bondade, ao amor e à graça de Deus. São temas importantes frisados do começo ao fim das Escrituras, com ênfase máxima na mensagem de Jesus no Novo Testamento: “Deus é amor” (1 João 4:8); “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16); “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor” (João 15:9) etc. A mesma mensagem de amor permeia o Antigo Testamento também: “Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça,paciente e grande em misericórdia e em verdade” (Salmo 86:15); “O SENHOR é misericordioso e compassivo;longânimo e assaz benigno” (Salmo 103:8). A bênção sacerdotal do Antigo Testamento enfatizou essa misericórdia: “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre tie tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rostoe te dê a paz” (Números 6:24-26).

    Seria uma distorção gravíssima, porém, ignorar a ênfase bíblica na santidade e justiça de Deus. Deus, sendo perfeitamente justo, não pode abençoar os fiéis sem fazer uma separação das outras pessoas e trazer consequências sobre os injustos. É esse fato que serve como a base do Salmo 94. O autor anônimo se coloca entre as vítimas da opressão dos malfeitores e pede para Deus trazer a justiça, ou seja, a vingança contra esses perversos. Implícito no amor e proteção que Deus oferece ao seu povo é a vingança e castigo que ele traz sobre seus adversários.

    Observamos a perspectiva do salmista sobre Deus, os malfeitores e os servos fiéis.

    Como o salmista via Deus

    Além do nome mais comum para Deus no Antigo Testamento, representado na maioria das Bíblias pela palavra “SENHOR” (em maiúsculas), ele é descrito como “Deus das vinganças” (verso 1) e “juiz da terra” (verso 2). O salmista invoca o nome do Senhor para exercer a devida justiça contra os malfeitores, porque ele reconhece um vínculo especial entre Deus e seu povo. Ele também refere ao Senhor como “Deus de Jacó” (verso 7), uma referência à relação especial entre Deus e os israelitas. O vínculo da comunhão entre Deus e seus servos se manifesta também no uso de pronomes possessivos: “meu Deus” (verso 22) e “nosso Deus” (verso 23).

    A perspectiva do autor é de um Deus ativo. Deus ouve, olha, repreende e castiga (versos 9 a 11) e, ao mesmo tempo, demonstra sua benignidade (versos 17 a 19). Ele oferece abrigo aos fiéis e extermina os injustos (versos 22 e 23).

    Como o salmista via os malfeitores

    Esse hino oferece uma perspectiva reveladora das pessoas que se rebelam contra Deus. Entre as características dos homens desobedientes estão estas: soberba e vanglória (versos 2 e 3) – o homem que rejeita a orientação do seu Criador demonstra sua arrogância; crueldade (versos 5 e 6) – maltratam e até matam os inocentes; impunidade insensata e imprudente (versos 7 a 11, 20 e 21) – acham-se isentos do julgamento divino, imaginando Deus surdo, cego e incapaz de punir. Quando desobedecemos a palavra do Senhor, devemos olhar no espelho desse Salmo e reconhecer as nossas atitudes rebeldes contra Deus.

    Como o salmista via os servos fiéis

    Da perspectiva humana, os fiéis estavam em uma grande desvantagem. Foram oprimidos por pessoas que não respeitavam seus direitos (versos 5, 6 e 21). Mas o autor sabe que Deus não abandona as pessoas que procuram servi-lo. Como a herança do Senhor (versos 5 e 14), pessoas justas de coração reto (versos 15 e 21), elas encontram em Deus a correção, o ensino, o descanso, a justiça, o auxílio, a benignidade e o abrigo protetor (versos 12, 13,15,17,18 e 22).

    Mesmo nos momentos mais difíceis na história de Israel, pessoas que confiavam em Deus não perderam sua esperança. A justiça de Deus pode demorar, mas vem. Os rebeldes serão punidos, e os justos, salvos.

    www.estudosdabiblia.net

     

     

  • A transmissão das escrituras - Tradução, transliteração e interpretação

    Eu e dois amigos estávamos no aeroporto de São Paulo. Um dos amigos fala espanhol, um pouco de português e um pouco de inglês. O outro, como eu, fala português, inglês e um pouco de espanhol. Encontramos dois homens perdidos, mas eram turcos. Não falavam português nem espanhol, e apenas algumas palavras de inglês.

  • Detalhes importam no estudo das escrituras

    Quando ouvimos, lemos ou conversamos, nosso nível de atenção depende da importância da comunicação

  • Percebendo prioridades na palavra de Deus

    Nas nossas conversas do dia a dia, tratamos algumas palavras com mais importância do que outras. Mesmo quando respeitamos a pessoa que fala, percebemos diferenças de expressões ou tom de voz que sugerem maior peso para algumas palavras. Não deve nos surpreender descobrir que Deus fala da mesma maneira! O Criador, que deu para os seres humanos a capacidade de comunicação verbal, dá mais peso para algumas palavras do que outras. Isso não significa que nós temos a liberdade de desrespeitar, menosprezar ou ignorar alguma coisa que Deus revelou, mas exige nossa atenção para entender as prioridades que ele mesmo atribuiu às suas palavras. Vamos considerar alguns exemplos dessas prioridades.

  • Permissão x proibição - Como Deus fala?

    Proibições fazem parte da comunicação humana. Todos os dias nós nos deparamos com placas que proíbem certas práticas: “Proibido Fumar”; “Proibido Ultrapassar”; “Entrada Proibida”; etc.

  • O melhor comentário sobre a Bíblia

    No contexto de estudo das escrituras, a palavra “comentário” se refere aos livros escritos para explicar o sentido dos textos. Livrarias religiosas normalmente oferecem diversas opções com o intuito de ajudar o leitor a compreender o significado do que se lê. É comum encontrar volumes de centenas de páginas para interpretar um único livro da Bíblia, mesmo os pequenos. Um comentarista pode juntar informações sobre significados de palavras gregas ou hebraicas, costumes dos povos da época, ensinamentos de outros autores, sejam contemporâneos ou da antiguidade e suas próprias observações sobre o conteúdo do texto bíblico.

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