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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 79 - Por amor do teu nome

    Por Dennis Allan
    Foto Divulgação

    Vários dos salmos falam sobre a circunstância dos judeus depois do castigo que Deus trouxe sobre a nação rebelde no tempo dos profetas Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros. Depois de séculos de desobediência nacional, Deus usou o violento império babilônico para destruir o templo e a cidade de Jerusalém, matar muitos dos judeus e levar outros ao cativeiro na Babilônia. 

    Em momentos de desespero como esse, é comum ouvir os homens implorando a Deus e pedindo sua misericórdia. Salmo 79 é um exemplo desse tipo de apelo, escrito da perspectiva de um servo do Senhor que reconhecia a justiça divina e, ao mesmo tempo, a culpa do próprio povo escolhido. Ele sente as dores do seu povo querido, mas, principalmente, reconhece que a principal questão a ser considerada é a honra que Deus merece. Suas súplicas se fundam no caráter de Deus, pois não teria como se argumentar em defesa do mérito do povo.Na leitura desse hino, observe o uso frequente da segunda pessoa para descrever os estragos feitos em Judá: "tua herança", "teu santo templo" (verso 1), "teus servos", "teus santos", "teu povo" (versos 2,10,13), "teu nome" (verso 9) etc. 

    Esse Salmo de Asafe trata da condição do povo de Judá depois da destruição de Jerusalém, frisando o efeito da invasão babilônica referente à imagem do próprio Senhor. Ele começa com estas palavras: "Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas. Deram os cadáveres dos teus servospor cibo às aves dos céuse a carne dos teus santos, às feras da terra" (versos 1 e 2). 

    O salmista pede a inversão da circunstância. As nações invadiram e o povo de Judá estava sofrendo terrivelmente, mas o autor pede alívio para os santos e justiça para as nações (verses 3 a 7). A pergunta do verso 5 ("Até quando, SENHOR?") aparece mais de doze vezes nos Salmos, mostrando o desejo de servos sinceros como Asafe que buscam entender o procedimento de Deus. Não é errado perguntar. O erro de muitos é de não aceitar a resposta, ou falta de resposta, que vem do Senhor! Podemos buscar entendimento, mas não temos direito de questionar as decisões do nosso soberano Criador. A pergunta de Asafe é um apelo para o fim do sofrimento da nação.

    A queda de Judá, que aconteceu no início do sexto século a.C., foi consequência de gerações de pecado nacional, especialmente a idolatria de um povo que foi exaltado acima das outras nações para manter uma relação especial com o Criador do universo, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êxodo 3:6-17). Foi um castigo claramente merecido, motivo de o Salmista procurar se distanciar dos antepassados e se aproximar de Deus: "Não recordes contra nós as iniquidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos" (verso 8). 

    Asafe entendeu, porém, que o problema não ficou no passado. Ele não queria responder pelos pecados dos pais, mas também não queria ser punido por seus próprios erros: "Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome" (verso 9). Esse perdão não foi merecido. Se Deus se esquecesse dos pecados da nação, seria por amor do seu nome, não por mérito do povo. Se Deus não perdoasse, as nações blasfemariam, dizendo que não tinha poder para proteger seu povo escolhido (versos 10 a 12). 

    Ainda é possível ver famílias ou nações sofrerem consequências dos erros de outros, mas o julgamento espiritual que determina o nosso destino eterno é individual. O que nos preocupa não é o perdão nacional e, sim, o perdão dos nossos próprios pecados (2 Coríntios 5:10; João 5:28-29; Atos 2:37-38). 

    Asafe encerra esse cântico em um tom de confiança em Deus. Acreditando que o perdão seria cedido e que o alívio do sofrimento viria, ele conclui o hino com uma promessa de adoração ao Senhor: "Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores" (verso 13). As gerações anteriores erraram quando adoraram falsos deuses, mas o salmista demonstra sua esperança de uma atitude diferente no futuro. As próximas gerações seriam fiéis na sua adoração ao Senhor.

    www.estudosdabiblia.net 

  • Permissão x proibição - Como Deus fala?

    Proibições fazem parte da comunicação humana. Todos os dias nós nos deparamos com placas que proíbem certas práticas: “Proibido Fumar”; “Proibido Ultrapassar”; “Entrada Proibida”; etc.

  • O melhor comentário sobre a Bíblia

    No contexto de estudo das escrituras, a palavra “comentário” se refere aos livros escritos para explicar o sentido dos textos. Livrarias religiosas normalmente oferecem diversas opções com o intuito de ajudar o leitor a compreender o significado do que se lê. É comum encontrar volumes de centenas de páginas para interpretar um único livro da Bíblia, mesmo os pequenos. Um comentarista pode juntar informações sobre significados de palavras gregas ou hebraicas, costumes dos povos da época, ensinamentos de outros autores, sejam contemporâneos ou da antiguidade e suas próprias observações sobre o conteúdo do texto bíblico.

  • Salmo 46 - O Deus de Jacó é o Nosso Refúgio

    Deus continua sendo “o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (verso 1).

  • Linguagem literal ou simbólica?

    Em artigos recentes, temos observado que Deus nos criou capazes de comunicação verbal e escolheu esse meio para nos transmitir sua vontade

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