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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Portas abertas

    Por Dennis Allan
    Foto Divulgação

    A soberania de Jesus Cristo é descrita na Bíblia pelo seu poder de abrir e fechar portas: Na penúltima das cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, Jesus disse: “Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve:Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá: Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” (Apocalipse 3:7-8). Jesus não fala no sentido comum de abrir uma porta de emprego ou outra oportunidade material, pois o foco aqui e sempre está nas coisas espirituais e eternas. Jesus abria e ainda abre oportunidades para a divulgação da sua mensagem salvadora.

    Vamos considerar alguns comentários do apóstolo Paulo sobre portas abertas.

    De Éfeso, Paulo escreveu aos coríntios sobre seus planos de viagem: “Irei ter convosco por ocasião da minha passagem pela Macedônia, porque devo percorrer a Macedônia. E bem pode ser que convosco me demore ou mesmo passe o inverno, para que me encaminheis nas viagens que eu tenha de fazer. Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir. Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários” (1 Coríntios 16:5-9). Paulo permaneceu durante três anos naquela cidade da Ásia Menor, aproveitando a porta que Deus abriu (Atos 20:31).

    Na segunda carta aos coríntios, Paulo comenta sobre outra porta aberta em outra cidade da mesma região: “Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor” (2 Coríntios 2:12). Novamente, Paulo viu uma oportunidade que Deus colocou diante dele. Porém, a reação dele foi diferente em Trôade. Ele não permaneceu três anos. Pelo contrário, saiu logo da cidade e foi para a Macedônia: “não tive, contudo, tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia” (2 Coríntios 2:13). Paulo viu a porta aberta, reconheceu que foi o próprio Senhor que lhe deu esta oportunidade e, mesmo assim, decidiu priorizar a preocupação com Tito e atravessar o mar Egeu à procura do seu companheiro de trabalho.Obviamente, Deus permitiu que ele fosse, ou seja, abriu mais de uma porta de oportunidade.

    A decisão de Paulo nos mostra algumas coisas importantes. Portas de oportunidade, mesmo na divulgação do evangelho, não significam determinações divinas absolutas. Muitas vezes, nossas escolhas não são entre certo e errado, mas entre bom e melhor, ou importante e urgente. Paulo não diz que teria sido errado ficar em Trôade, nem que fez mal indo para a Macedônia. Como ele faz ao longo dessa segunda epístola aos coríntios, ele abre seu coração e admite seus sentimentos. Sua preocupação com o bem-estar de Tito e com as informações que ele traria dos coríntios pesaram tanto que ele deixou de aproveitar a porta aberta em Trôade e prosseguiu para a Europa.

    Ainda assim, não achou alívio imediato. Ele continua a narração da viagem: “Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro. Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito; e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós...” (2 Coríntios 7:5-7). Outros servos do Senhor estavam em Trôade, e é provável que Deus tenha permitido que aproveitassem as oportunidades que Paulo deixou para trás, pois o trabalho de Deus não se limita a uma pessoa. Mas Paulo exerceu seu livre arbítrio quando foi procurar Tito.

    Nada disso significa que Paulo menosprezou ou deixou de procurar portas abertas. Alguns anos depois, ele escreveu em outra epístola: “Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado” (Colossenses 4:3). Sabemos que Deus atendeu às orações, pois o prisioneiro Paulo pregou o evangelho sem impedimento (Atos 28:30-31).

    Quando Deus abre portas para servir a ele e ajudar aos outros conhecer o evangelho, devemos aproveitar as oportunidades. E quando ele nos deixa decidir entre oportunidades, devemos escolher com a sincera vontade de agradar a ele e servir aos outros.

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