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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 93 - Reina o Senhor

    Por Dennis Allan
    Foto Divulgação

    “Reina o Senhor”: a frase inicial do Salmo 93 aparece aqui pela primeira vez no livro (compare 96:10; 97:1 e 99:1), mas o tema da soberania divina permeia o livro, como também domina a mensagem bíblica de Gênesis ao Apocalipse.  A majestade do onipotente Deus é o tema principal dos Salmos 93 a 99.

    Alguns comentaristas sugerem uma data para esse Salmo no período do cativeiro dos judeus na Babilônia, por causa da ideia de Deus se cingir, ou seja, entrar em ação. Embora sempre fosse o Soberano, parece que está aparecendo com força para julgar seus adversários. Da perspectiva dos judeus, seria um julgamento contra seus opressores.

    Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o Senhor e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a eternidade” (versos 1 e 2). Autoridades humanas duram por pouco tempo, mas o domínio do Senhor é absoluto e eterno. Por este motivo, quando ele estabelece algo, é para durar conforme a vontade dele, e não sujeito ao domínio das suas criaturas. Até os dias de hoje, entendemos que somos residentes temporários de um planeta que existe desde a antiguidade e que vai durar, se Deus permitir, por muito tempo depois da nossa morte. Da nossa perspectiva, o mundo parece praticamente eterno, mas eterno mesmo é seu Criador. Jesus afirmou a eternidade da sua palavra, também, quando disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31).

    “Levantam os rios, ó Senhor, levantam os rios o seu bramido; levantam os rios o seu fragor. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar” (versos 3 e 4). Deus, como Criador, obviamente exerce autoridade sobre a natureza: rios, ondas e o próprio mar. Jesus demonstrou essa autoridade quando acalmou a tempestade no mar da Galileia (Mateus 8:23-27). Mas a linguagem aqui aponta para outro sentido encontrado frequentemente nas Escrituras.

    As águas representam as nações ou a sociedade humana se levantando para desafiar a autoridade do Soberano Deus. Em Salmo 65:7, o “rugir dos mares” é igual ao “tumulto das gentes”. Outras passagens usam a mesma linguagem: “Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!” (Isaías 17:12); “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20); “...a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ter contigo” (Isaías 60:5). Jeremias falou da Babilônia, o poder imperial que dependia das nações que ela dominava: “Ó tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros!” (Jeremias 51:13). Quando povos sujeitos se rebelaram contra o império, a Babilônia foi inundada pelo mar: “Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações! O mar é vindo sobre Babilônia, coberta está com o tumulto das suas ondas.... porque o SENHOR destrói Babilônia e faz perecer nela a sua grande voz; bramarão as ondas do inimigo como muitas águas, ouvir-se-á o tumulto da sua voz” (Jeremias 51:41-42,55). Daniel descreveu os poderosos impérios como grandes animais: “Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar” (Daniel 7:2-3). Diante desse significado da violência das águas, o autor do Salmo 93 faz uma simples afirmação: “Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas” (verso 4).

     

    Além da eternidade e poder de Deus, o salmista frisa sua fidelidade a santidade: “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre” (verso 5). Nesse último verso encontramos um importante desafio prático. Compreendendo o ensinamento do Novo Testamento que usa a casa, templo ou santuário de Deus para identificar os cristãos individual e coletivamente, percebemos a importância da santidade na vida de cada servo do Senhor: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20); “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Que cada um que reconhece a majestade do Senhor demonstre a santidade que honra o eterno Rei!

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  • Uma distinção fundamental no estudo das escrituras

    Nesta série de artigos sobre a compreensão das palavras que Deus usou para revelar sua vontade aos seres humanos, temos considerado aspectos naturais da comunicação humana como princípios para a interpretação das Escrituras.

  • Salmo 67 -Louvem-te os povos, ó Deus

    O tratamento que Deus deu às nações durante o tempo do Antigo Testamento, inclusive os privilégios especiais que estendeu aos israelitas, mostrou sua justiça e sua bondade como motivos de adoração. O Salmo 67, apresentado sem identificar seu autor ou contexto histórico, incentiva o louvor de todos os povos.

  • Compreensão das escrituras - Exemplos ensinam

    Ao completar 18 anos de idade, um jovem decide iniciar o processo para tirar sua carteira de habilitação para poder conduzir automóveis. Inscreve-se em uma autoescola onde começa uma série de aulas teóricas que serão seguidas por aulas práticas

  • Salmo 44 - Por que dormes, senhor?

    Deus libertou seu povo no passado. Ele traria salvação de novo?

  • A transmissão das escrituras - Tradução, transliteração e interpretação

    Eu e dois amigos estávamos no aeroporto de São Paulo. Um dos amigos fala espanhol, um pouco de português e um pouco de inglês. O outro, como eu, fala português, inglês e um pouco de espanhol. Encontramos dois homens perdidos, mas eram turcos. Não falavam português nem espanhol, e apenas algumas palavras de inglês.

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