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Blog de Gilberto Jasper

Geral

Gilberto Jasper

Gilberto Jasper é jornalista formado pela Unisinos e atua na área de consultoria e assessoria de comunicação.

Escreve no Jornal Bom Dia sobre assuntos gerais, geralmente sobre comportamento, política e família.

  • Desilusão

    Por Gilberto Jasper
    Foto Divulgação

    Sou fanático por futebol. Assisto a todos os jogos possíveis disponíveis na grade de programação. Não importa a série, Estado ou a natureza do torneio ou mesmo se é um amistoso.  Ainda piá corria atrás da bola com energia inesgotável, para horror da dona Gerti Jasper.

    Cabelos loiros e carregado sotaque alemão, ganhei o apelido de Sapiranga em homenagem ao veloz ponteiro direito que, apesar do apelido, nasceu em Novo Hamburgo, onde se destacou. Em 1960 – ano em que nasci – o Internacional contratou o jogador ascendente que marcou época.

    Faço este preâmbulo para lembrar que a Copa do Mundo é o clímax para os aficionados pelo futebol. Já contei aqui que em 1970, no dia do meu aniversário (7 de junho), o Brasil conquistou sua mais importante vitória dentro da Copa do México: vitória de 1x0, gol do imparável Jairzinho. A festa na minha casa foi inesquecível, só menor que a feita na goleada de 4x1 na final contra a Itália, com a conquista definitiva da Copa Jules Rimet.

    Apesar de minha paixão a Copa da Rússia passou quase despercebida para mim. Foi anterior ao insucesso. Faz tempo que não vibramos com a camiseta canarinho, design do gaúcho Aldyr Schlee, nascido em Jaguarão, radicado em Pelotas.

    Laura, minha filha, de 24 anos, sabe de cor a ordem dos jogos, horários e destaques da disputa, e cobrou meu desinteresse:

    - Pô, pai... tu me fez amante do futebol, mas vejo que agora perdi o parceiro! – resmungou com justa razão.

    Trabalhei em coberturas de futebol para rádios e jornais no Interior e convivi com colegas do jornal Zero Hora – onde trabalhei por 11 anos – que eram setoristas de times de futebol. Conhecendo as sobras do esporte, somado ao estrelato de alguns de nossos jogadores, tirou o glamour, o romantismo de uma época em que o profissionalismo dificilmente passa doa cifrões.

    Existem absurdos com salários, mordomias e enorme equipe de assessores das celebridades. Ver o bilionário Neymar desembarcar, ignorar crianças e adultos que acordaram ainda escuro para vê-lo no aeroporto, no retorno ao Brasil, fulminou de vez minha paixão tresloucada.

    É preciso respeitar a idolatria que o futebol provoca, a ilusão no imaginário das crianças. Perder para a Bérgica, calar diante dos jornalistas e “falar” somente através da redes sociais é covardia.

    Na hora do gol e para faturar fortunas em comerciais de todo tipo de produto é fácil ser astro. Mas é na frustração que emerge o caráter, valores e a formação familiar de um ídolo. Ter o pai como empresário/conselheiro que fecha os olhos diante dos reiterados fracassos é péssimo exemplo.

    Na volta ao mundo real, a lição que resta é a necessidade de cada um fazer a sua parte. Isso começa com o voto consciente em outubro. Vamos indicar representantes éticos, preparados e comprometidos para nos defender. Só depende de nós!

  • Obrigado, meus filhos

    Dizer que ter filhos é a melhor sensação do mundo é chover no molhado. É uma satisfação contínua com reflexos que transcendem a afetividade. Nuances da relação se alteram à medida que eles crescem. De seres frágeis, que exigem cuidados permanentes, tornam-se autônomos e independentes. Mas não abdicam de pedir conselhos, um ombro para despejar agruras rotineiras.

  • De malas prontas

    Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha revela que 62% dos jovens entre 16 e 26 anos querem sair do Brasil

  • A responsabilidade de cada um

    O esfacelamento do governo Temer, comprovado através de recente pesquisa de opinião, se agrava e penaliza os brasileiros extorquidos por impostos abusivos sem contrapartida de serviços

  • Tudo pela democracia

    O recrudescimento da crise a partir da greve dos caminhoneiros constituiu amostra do que acontecerá quando chegar o período eleitoral pós-Copa do Mundo. A proliferação de vídeos, áudios e opiniões reflete um pouco da incoerência que circula pelas redes sociais

  • Sinceridade é tudo

    As onipresentes redes nem sempre sociais permitem reencontrar personagens que foram importantes em nossa vida. Ex-amores, ex-colegas, ex-vizinhos, amigos que se perderam ao longo da trajetória. São figuras que participaram de nossa rotina, mas seguiram outros caminhos, mas permanecem na memória.

  • Educação é futuro

    A educação está no cerne dos principais problemas sociais do país. Infelizmente a falta de sensibilidade de quem decide onde gastar os recursos públicos impede que a situação seja enfrentada com determinação, embora praticamente todo mundo concorde com esta tese.

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