Publicidade

Blog de Gilberto Jasper

Geral

Gilberto Jasper

Gilberto Jasper é jornalista formado pela Unisinos e atua na área de consultoria e assessoria de comunicação.

Escreve no Jornal Bom Dia sobre assuntos gerais, geralmente sobre comportamento, política e família.

  • Município, onde tudo acontece

    Por Gilberto Jasper

              Levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) revelou que 281 cidades do Rio Grande do Sul – 56,7% dos 497 municípios – não conseguem pagar suas contas básicas. Isto significa que são dependentes dos repasses do Estado e da União para manter os serviços  até a própria estrutura administrativa para pagar salário de servidores do Executivo e das Câmaras Municipais.

              O dado é preocupante, mas compreensível. Basta verificar o histórico de legislações que nos últimos anos a União idealizou, pródigas em transferir obrigações às comunidades, sem a respectiva contrapartida. Embora seja o gerador de toda a riqueza do país, o município é uma espécie de primo pobre, a quem todas as mazelas são atribuídas, mas pouco recebe.

              Não canso de dizer que os prefeitos são o desaguadouro de todos os problemas. Quando o cidadão necessita de uma ambulância para transferir um parente doente ou precisa de vaga em creche para seus filhos, jamais protesta na frente do Palácio Piratini ou em Brasília. Ele vai direto à casa do prefeito porque sabe onde ele mora, conhece seus hábitos e onde encontrá-lo, mesmo fora do horário de expediente.

              Foi aprovado no Senado - e começa a tramitar na Câmara Federal - projeto de lei que estipula em 20 mil moradores o “piso habitacional” para que um distrito se emancipe. Este número é exigência para a Região Sul do país, ou seja, varia conforme o Estado e localização.

              Os prefeitos precisam de criatividade, paciência e dinheiro para bancar os frequentes deslocamentos a Porto Alegre e Brasília. A função exige visitar secretarias, além de um cipoal de repartições que constituem gargalos sem fim para liberar recursos, carimbar projetos e acalentar o sonho de um reforço de caixa para superar as dificuldades.

              Em muitos municípios a comunidade adota uma postura passiva, de não participar, fiscalizar ou sequer ir às sessões da Câmara de Vereadores. Isto é importante para exercer o direito de acompanhar onde o dinheiro dos impostos é empregado. O desgosto com a política, motivado por sucessivos escândalos que desviaram bilhões do nosso dinheiro, é compreensível, mas não deve permitir que se abra mão da arma do voto e da fiscalização.

              No município nascemos, formamos famílias, abrimos negócios e forjamos amizades. Em 7 de outubro teremos mais uma chance para renovar a procuração passada a deputados, senadores, governadores e presidentes. Outra opção é fazer novas opções. Há bons nomes em todos os partidos. Basta ter paciência e critério na escolha. Serão eles que definirão o nosso futuro. 

     

  • Eleição é participação

    O eleitor cobra ética e respeito às leis de todos

  • O privilégio de ter filhos

    Ter filhos é aprender o tempo todo. Não importa a idade, nossa ou deles. Laura e Henrique, de 24 e 22 anos, são fonte permanente de surpresas. É raro o dia em que não ensinam um truque para simplificar minha rotina ou segredar algum atalho útil.

  • Um futuro pessimista

    O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem dificuldades em atrair jovens talentosos para a carreira de professor

  • Ser humano: racional?

    Um médico realiza procedimentos em seu próprio apartamento e até em hotéis

  • A política como protagonista

    O assunto número 1 da pauta nacional desde domingo à tarde é a eleição de outubro. Durante a Copa do Mundo o tema não cessou, mobilizando o mundo político, mas com menor repercussão na mídia que dá visibilidade às negociações, marchas e contramarchas.

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Peixes
20/02 até 20/03
O dia representa profundidade e envolvimento emocional com...

Ver todos os signos

Publicidade