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Blog de Gilberto Jasper

Geral

Gilberto Jasper

Gilberto Jasper é jornalista formado pela Unisinos e atua na área de consultoria e assessoria de comunicação.

Escreve no Jornal Bom Dia sobre assuntos gerais, geralmente sobre comportamento, política e família.

  • Momento crítico

    Por Gilberto Jasper

    Momento crítico

    Gilberto Jasper

    “Mais de 90% dos eleitores não se veem representados por políticos”. A manchete do Jornal do Comércio da última segunda-feira não surpreende, mas preocupa. Os dados resultam da pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, acrescentando que apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.

    É o fundo do poço da credibilidade da classe política. A generalização sempre é um exercício de equívocos, já que todas possuem os bons e os maus. O noticiário diário, porém, tem sido pródigo na revelação de práticas condenáveis de quem detêm procuração para fazer o melhor. Por nós – cidadãos, pelo Estado e país, através do mandato.

    Os prejuízos diante de tamanho desconsolo com a política são enormes, acarretando sérias desconfianças, inclusive em relação à democracia. A pesquisa revela ainda que 38% consideram que é o melhor regime, mas 47% discordam. Num país onde a ditadura provocou tantos estragos e vítimas este dado é preocupante.

    A democracia, com todas as deformações, ainda é o melhor sistema. Graças à liberdade que alicerça seus princípios temos acesso a informação, matéria-prima da livre manifestação de opinião. Do contrário, jamais saberíamos da existência do Mensalão e dos roubos contra a Petrobras desvendados pela Operação Lava Jato.

    Os dados do Instituto Ipsos trazem outras revelações: 81% dos entrevistados manifestaram concordância com a afirmação de que o problema do país não é o partido A ou B, mas o sistema político. Isto, talvez, seja consequência da infinidade de agremiações envolvidas nas inúmeras falcatruas perpetradas com recursos públicos. É dinheiro meu, seu, nosso, angariado através da cobrança de pesados e injustos tributos.

    Voltando ao ponto de partida, onde 90% dos eleitores não se veem representados, resta um “mea culpados dos que votam e também daqueles que propugnam pelo voto nulo ou branco. A profunda crise – econômica e ética – que assola o Brasil obriga uma tomada de posição. Àqueles que veem no voto uma arma democrática para modificações de mudança é hora de cobrar postura de seus representantes. E isso se dá através da participação ativa no mandato, acompanhando votações e opiniões dos parlamentares escolhidos.

    É difícil mudar a opinião de quem prefere se abster ou anular o voto. É uma opção prevista na democracia. Independente da postura, o momento é de comprometimentos. Se todos ignorarem a situação teremos o agravamento da situação do Brasil, colocando em risco o futuro das próximas gerações.

  • 2018, oportunidade única

    Reza o ditado: toda a tragédia traz lições. Em termos políticos, levado ao pé da letra esta máxima, certamente teremos um aprendizado sem precedentes com base dos dois últimos anos

  • Dicotomias da vida

    A vida é feita de pequenas alegrias, mas que parecem momentos repetidos e que, por isso, muitas vezes nos impede de conferir o devido valor. No último final de semana perdi um amigo de 40 anos. Ele tinha os mesmos 57 anos de idade.

  • 2018, a redenção

    Escrever sobre política é sempre temerário. Não apenas pela polêmica que cerca o assunto, mas pelo dinamismo do noticiário que parece o céu: a gente olha e está de um jeito, mas dez minutos depois, tudo pode ter mudado.

  • Ser homem

    Não é fácil ser homem. Aos 57 anos digo que nunca foi tão difícil ser homem. Nem falo daqueles homens da minha geração, forjados sob os mais condenáveis princípios machistas, inclusive para aqueles tempos idos.

  • Fronteira esquecida

    Domingo assisti à enésima reportagem sobre as fronteiras do Brasil. Contrabando de veículos e eletrônicos, tráfico de armas e de pessoas. Tudo de pior chega ao país através de uma inexplicável conivência oficial. Ok, são 17 mil quilômetros de fronteira, mas o descaso é flagrante, não existe prioridade para combater esta chaga.

  • Cumplicidade

    Um colega de trabalho comemorou a chegada do primeiro filho. Dei os cumprimentos e, como sempre, tentei me imaginar numa aventura como estas neste momento. Com filhos de 21 e 23 anos, muitas coisas mudaram, novos desafios surgiram.

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