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Blog de Gilberto Jasper

Geral

Gilberto Jasper

Gilberto Jasper é jornalista formado pela Unisinos e atua na área de consultoria e assessoria de comunicação.

Escreve no Jornal Bom Dia sobre assuntos gerais, geralmente sobre comportamento, política e família.

  • Eleição é participação

    Por Gilberto Jasper
    Foto Divulgação

                “Acho que o povo brasileiro se comporta como criança mimada que, quando a mãe não dá o que quer, se vinga. Enquanto as pessoas estiverem buscando candidato carismático para votar, vai ser, vai ser desse jeito aí. Brasileira tem preguiça de procurar saber sobre as pessoas, quer que alguém solucione os problemas dele de forma rápida. Enquanto o brasileira não aprender a analisar a caminhada do político, a acompanhar a vida política e social do país, vai ser dessa forma”.

                A afirmação acima não é de um sociólogo ou comentarista político, mas do líder do Racionais MCs, Mano Brown, em recente entrevista. Trata-se de uma afirmação contendente, porém verdadeira, que resume a postura da maioria do eleitorado que busca soluções simples, sem envolvimento ou busca de informação sobre os representantes que elege.

                O músico disse mais:

                - Cada ano o brasileiro escolhe um motivo o para votar. O Collor porque era bonito. O Lula ganhou porque tinha aquela pressão por mudança em cima do Fernando Henrique. Existia fome, existia uma defasagem de classe. A massa queria ver a coisa mais justa. No segundo mandato da Dilma, todos os direitos e benefícios conquistados tiveram um ligeiro declínio e o povo gemeu. Sentiu a mudança e procurou uma solução rápida: derrubar a Dilma. Não foi o povo que a derrubou, mas foi complacente e conivente – acrescentou o músico.

                O eleitor cobra ética e respeito às leis de candidatos e autoridades. Mas comete inúmeras infrações no dia a dia. Estaciona em lugar preferencial e não devolve o troco a mais recebido no caixa. Também dirigem com excesso de velocidade, respeitada somente quando há um controlador ou agente de trânsito.

    A busca de informação sobre os nomes colocados à disposição é um exercício de paciência desenvolvido junto às redes sociais. No mundo globalizado é inadmissível afirmar que os pretendentes ao mandato – qualquer um! – são desconhecidos. Para isso, porém, é preciso envolvimento, preocupação concreta e comprometimento com o futuro de nossa cidade, Estado e do Brasil.

                Em poucos dias se inicia o horário eleitoral gratuito, odiado por muitas pessoas. Mas trata-se de um instrumento fundamental para a cidadania. Se algum candidato chamar a sua atenção no rádio ou TV, busque referências, conheça suas ideias já colocadas em prática, a experiências anteriores. Depois, faça contato com o próprio personagem, acesse i site, twitter ou facebook.

                Afirmar que “todos são iguais” é duplamente equivocado porque nos torna agentes passivos do processo eleitoral que não prescinde da figura do eleitoral. Além disso coloca todos os candidatos no mesmo patamar. A generalização, em tudo, constitui enorme injustiça. Há gente boa em todos os lugares, segmentos e partidos políticos.

  • De malas prontas

    Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha revela que 62% dos jovens entre 16 e 26 anos querem sair do Brasil

  • A responsabilidade de cada um

    O esfacelamento do governo Temer, comprovado através de recente pesquisa de opinião, se agrava e penaliza os brasileiros extorquidos por impostos abusivos sem contrapartida de serviços

  • Tudo pela democracia

    O recrudescimento da crise a partir da greve dos caminhoneiros constituiu amostra do que acontecerá quando chegar o período eleitoral pós-Copa do Mundo. A proliferação de vídeos, áudios e opiniões reflete um pouco da incoerência que circula pelas redes sociais

  • Sinceridade é tudo

    As onipresentes redes nem sempre sociais permitem reencontrar personagens que foram importantes em nossa vida. Ex-amores, ex-colegas, ex-vizinhos, amigos que se perderam ao longo da trajetória. São figuras que participaram de nossa rotina, mas seguiram outros caminhos, mas permanecem na memória.

  • Educação é futuro

    A educação está no cerne dos principais problemas sociais do país. Infelizmente a falta de sensibilidade de quem decide onde gastar os recursos públicos impede que a situação seja enfrentada com determinação, embora praticamente todo mundo concorde com esta tese.

  • Cuidado com o Whats

    Fake news é o neologismo para definir o que antigamente se denominava fofoca ou boato. Gente especializada em difundir conteúdos falsos povoam o mundo desde o paraíso, onde a serpente - sempre citada como vilã- nunca pôde se defender.

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