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Blog de Neivo Zago

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Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • E não é que o rato-mor fugiu da ratoeira!

    Por Neivo Zago
    Foto Antonio Grzybowski

    E não é que o rato-mor fugiu da ratoeira!

                                                                                                                                 Neivo Zago

    Não foi novidade o resultado da votação na Câmara dos Deputados isentando o rato-mor da nação de ser alvo das investigações nas quais ele é suspeito. O rato maior comprou outros ratos, a peso de ouro, fedorentos e nojentos como ele, para garantir votos (sim) e isentá-lo (da ratoeira), em nome da recuperação econômica e das pretensas reformas que sem elas o país não sairá da crise.

    Não foi surpresa, nem para os mais leigos no assunto, o resultado que engavetou a possibilidade de julgamento da malversação de recursos e de outras improbidades as quais recaem sobre a autoridade máxima do país. Em um resultado esperado cuja diferença de votos não foi significativa mais de 500 deputados (nossa para que tantos; metade deles já seria demais), sepultaram as esperanças de oitenta por cento dos brasileiros.

    Em circunstâncias dessa natureza como aconteceu há meses nas sessões da Câmara e do Senado que culminaram no impeachment da presidente Dilma é que podemos avaliar os perfis dos nossos “dignos representantes”. Há, dentre a plêiade algumas figuras sui generis: Como podem criaturas assim mal representarem tantos milhares de cidadãos? Seria uma prova de que há eleitores que não sabem escolher ou se poderia pensar que há partidos sem critérios para selecionarem seus candidatos? A propósito você vota na pessoa ou no partido?

    É de conhecimento público que o Congresso que pouco ou nada nos representa, representa uma enorme despesa para o país, principalmente em se considerando o baixo retorno. Se não, basta recapitular o quê de bom as duas instituições (Câmara e Senado) fizeram para o país depois do episódio da deposição da presidente Dilma? E não é que neste último episódio e rato-mor se safou da ratoeira?! Alguns deputados sem muito critério votaram contra a Dilma e a favor do raTemer. Muitos, fiéis com o partido; outros foram mais autênticos. Também houve votos movidos pela generosa oferta das emendas parlamentares para atender fins políticos. Se isso não é compra de voto o que é então? Ministros foram dispensados para votar a favor? Que jogo sujo! Jogo de ratos.

    Alguns votantes tentaram argumentar como: “aqueles que têm medo da investigação têm medo da verdade. Ou: “quem não deve não teme”. “O combate à corrupção perdeu em favor da recuperação da economia”, segundo Miriam Leitão foi um argumento muito usado dos que votaram favorável ao raTemer.

    E nós, pobre e indefeso povo brasileiro, somos obrigados a assistir esse e outros espetáculos de sórdida e baixa qualidade. Ademais, somos sempre o alvo dos aumentos, como o da gasolina que segundo o raTemer que quando discursa não tem a coragem de olhar para a câmera (o povo), teve a ousadia de dizer que “o povo ia entender e absorver o aumento”.

    A verdade é que todos esses desmandos ainda acontecem é porque, embora sejamos pessoas de bem e ainda nutrimos a esperança que um dia haverá melhorias, somos muito acomodados. Caso contrário, já teríamos tomado atitudes mais drásticas e até pensado em recursos bélicos que muitos povos tiveram que utilizar quando os limites da tolerância e os fios das últimas esperanças se romperam. O rato-mor se safou desta vez. Isso é lamentável! Por sua vez, nós é que continuamos presos nas ratoeiras que eles armam em forma de pagamento de altos impostos e carência de tantos serviços. Parece que esses ratos não sabem mensurar a extensão do prejuízo que as suas investidas roedoras provocam à nação e a nós cidadãos, sempre chamados a pagar os estragos.

     

     

     

     

     

     

     

  • O último juramento, os últimos discursos, a última formatura

    Há quase cinquenta anos surgia o curso de Letras, o pioneiro dentre poucos incipientes do então Centro de Ensino Superior de Erechim

  • “Deputadozeco e...”

    Se há algo de bom criado pelo senador Renan Calheiros há algum tempo foi o diminutivo pejorativo adicionando a partícula (–zeco) quando quis desfazer as ações do juiz Sérgio Moro. Acho que o –zeco também lhe serve como também cabe a tantos dos seus pares que são indignos da sua função.

  • 50 anos de vida sacerdotal

    No último sábado a diocese de Erechim vivenciou uma solenidade ímpar e que não acontece de forma tão freqüente: a caminhada de cinquenta anos de um dos seus clérigos. O Pe. Milton Lay Matia que foi homenageado “em prosa e verso”, acrescido de outros gêneros da manifestação artística como a música, dos Cinquentões, a dança das crianças e jovens do CTG, os depoimentos de pessoas que testemunharam a sua caminhada jubilar represando e que conviveram com o homenageado em algumas das muitas localidades onde ele desempenhou a sua atividade.

  • O roteiro é o de sempre: ninguém se declara culpado

    Estamos ainda balançando na crista das ondas gigantes da corrupção, dos desmandos, das mentiras e de tantas maldades da politicagem, da roubalheira e do desrespeito do dinheiro público.

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  • Dois meninos: o W e o M

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