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Blog de Neivo Zago

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Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Emoção não se descreve. Emoção se vive!

    Por Neivo Zago
    Foto Divulgação

    Emoção não se descreve. Emoção se vive!

                                                                                                                  Neivo Zago

    O futebol é um exemplo de emoção que nem mesmo a tentativa de usar as palavras mais precisas consegue explicar. Neste esporte, “se empate, se perde e se ganha”. Muitas vezes pequenos detalhes fazem a diferença e em outras a lógica não conta. Por essas e outras é que o tornam sui generis. Até o apito final tudo pode acontecer.

    Escrevo ainda embalado pela emoção de um jogo de futebol que vai ficar marcado como um dos mais eletrizantes e espetaculares do Ypiranga. Jamais me esquecerei dessa noite memorável, dia 23 de maio de 2018, quando tive a oportunidade de presenciar e vivenciar emoções indescritíveis junto ao coro de centenas de torcedores apreensivos, preocupados, mas confiantes na reação em uma virada histórica.

    Tendo em vista o desempenho do Canarinho durante a fase classificatória na qual acabou em primeiro lugar na chave era de se esperar, sem exagero algum até uma vitória na primeira partida lá em Lajeado, até porque a equipe alvi-azul havia conseguido a classificação na quarta posição, com extremas dificuldades. Infelizmente as previsões não aconteceram e o resultado negativo de 2 x 0 se transformou em preocupação. Porém, havia esperança e confiança na reversão no jogo de volta aqui no Colosso, mesmo porque neste ano o Canarinho não conheceu derrota alguma, tanto na serie B gaúcha, quanto na série C nacional, atuando em seus domínios.

    Esse jogo que ficará registrado como um dos mais memoráveis nos anais da equipe erexinense começou a se desenhar com uma pressão esmagadora sobre o adversário, desde os minutos inicias. E o primeiro dos três gols necessários para chegar à meta veio cedo, após outra vez, algumas chances claras desperdiçadas. E, como se diz neste esporte que “a bola pune” em um raríssimo ataque do Lajeadense viria o empate, algo terrível e inimaginável que perdurou durante toda a primeira etapa. Não foi um balde d’ água no ânimo da equipe e torcedores, foi uma caixa d’ água como referiu o comentarista da rádio Difusão.

    Obviamente que os desafios para a segunda etapa se multiplicaram. O sonho de 3 x 0  se transformava na necessidade de chegar a 4 x 1, placar este, que após o empate (eu prognostiquei, falei e repeti para amigos) viria aconteceria. Ou seja, era preciso chegar 3 vezes às redes dos visitante, em apenas 45 minutos e evitar tomar 1 gol, o que seria trágico e o fim de qualquer pretensão. Não apenas isso. Inimaginável seria o tamanho da frustração da torcida. Veio o segundo gol que reanimou as esperanças e motivou o terceiro, uma questão de tempo. Quando já passava dos 35 minutos, e as esperanças pareciam se arrefecer o quarto gol viria premiar a equipe merecedora. Para tornar o jogo mais dramático o Lajeadense cobrou uma falta já nos acréscimos que não resultou em gol por detalhes, pois a bola se chocou no poste, empecilho este também  experimentado pelo Ypiranga, na primeira etapa.

    Para gáudio geral dos torcedores, jogadores e dirigentes a lógica prevaleceu e a classificação esboçou o seu sorriso premiando o melhor time considerando as duas atuações, apesar da derrota lá e o contundente domínio aqui no Colosso. Muitos atletas se destacaram, mas o Claudinho (não foi apenas nesta partida) foi o grande nome. Os louros da vitória merecem compartilhamentos.

    Agora se aproxima a fase decisiva e quentíssima, em dois jogos emblemáticos. Ou seja, dois embates em um total de 180 minutos tempo que separa o nosso representante, um pequeno hiato da serie B para a A da elite gaúcha donde nenhuma equipe quer sair. A única desvantagem, por ter perdido a primeira partida em Lajeado, o Canarinho terá que decidir a sua sorte jogando fora, provavelmente lá em São Leopoldo, configuração esta que não era nosso desejo.

    Para finalizar, ao ler este texto parece ter ficado evidente que minhas palavras apenas tentaram descrever um pouco sobre uma partida. Elas corroboram o que o título diz: Emoção não se descreve. Emoção se vive! E, nesse jogo, foram muitas as emoções misturadas com angústias, certezas e incertezas. Uma experiência inesquecível de um jogo que ficará marcado nos anais do clube e na memória de todos. Assim é o futebol como é a vida: um misto de alegrias, decepções, derrotas e vitórias. Ao menos, por alguns dias vamos comemorar os 4 x 1, sofridos, mas merecidos. Esperamos agora o melhor desenlace que é o de chegar ao pódio, desejo de quatro times tradicionais e semifinalistas do certame, mas apenas reservado a dois. 

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    Uma pessoa pode ser média; outra mediana, quiçá, boa; algumas se parecem melhores

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