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Blog de Neivo Zago

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Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Dois meninos: o W e o M

    Por Neivo Zago
    Foto Arquivo

    Dois meninos: o W e o M    

    Não guardo plenas lembranças da minha idade de menino, mas penso ser possível dizer que as crianças hoje são mais hiperativas do que no nosso tempo. Talvez, porque são outros os desafios, muitas as ofertas e demandas se comparadas ao que foi e o que é. E, até porque os limites de outrora eram outros do que os atuais, sem falar de que, outros parecem ser os valores.

    Quanto ativo no meu ofício do magistério, as crianças - embora não tenham sido o meu público preferido -, mesmo assim sempre que possível com elas interagia. Tanto como professor quanto diretor eu dediquei-lhes parte da minha atenção à medida que ela era necessária participando de atividades lúdicas nos recreios, bem como nas salas de aula para dar uma iniciação em língua inglesa. Por essas e outras razões ainda hoje conduzo, no domingo à noite, a atividade com crianças desempenhando o papel de coroinhas nas missas das dezenove horas no Seminário N. Sa. de Fátima. Muitas crianças, durante esses anos já prestaram o seu serviço. Infelizmente elas paulatinamente desaparecem à medida que crescem. Por isso costumo dizer que “as crianças deveriam parar de crescer até a quarta série”. Assim elas se manteriam simples, puras e livres de vícios e defeitos muitos dos quais caracterizam os nossos parlamentares.

    Uma dessas crianças na ativa é o W, dentre outras também assíduas como o Lourenço, a Émily, a Sophia, apenas para citar algumas. O W tem um jeito próprio de ser. É hiperativo e por isso é um tanto desatento. Na última missa, ele, ao entregar o folheto na porta desejando boas-vindas às pessoas (uma das atribuições dos coroinhas), disse a uma senhora: “hoje a missa vai ser grande”, observação essa que provocou risos a quem escutou. Não foi por acaso a sua intervenção certamente fundamentada no fato de naquela noite o melodioso e afinado Coral Nossa Senhora de Fátima, dirigido pelo padre Sala estava animando a missa que nessa circunstância tornaria a cerimônia mais longa, extensa, mais “grande”. Por essas e outras sei dos cuidados e dos tratamentos especiais que a avó e a mãe (ex-aluna) do W lhe dedicam. Não são omissas.

    Entrementes, aguardando para fazer uma série de exames laboratoriais, na UNIMED outro menino (o M) de aproximadamente cinco anos, acompanhada dos pais, atraia a atenção, para não dizer, atrapalhava as demais pessoas que aguardavam sentadas. Por apelar seguidamente ao pai, foi possível ver que o pai era o seu preferido. Sua atenção estava voltada à máquina de café (chá) e à bandeja de biscoitos envelopados. Esse pirralho ia e voltava pegando copos de plástico e bolachas envelopadas até que numa dessas, ele apanhou um copo posicionou-o no local indicado e desta vez, quis ele próprio se servir. Como não podia alcançar o botão seu pai ergueu-o para que o filho pudesse pressionar a tecla. Nessa brincadeira permissiva e libertina (pega e descarta copo), no mínimo meia dúzia deles teve como destino a lata de lixo. Após buscar pela terceira vez um biscoito seu permissivo pai chamou-lhe atenção: Vou levar prá casa, retrucou o filhinho. O pai anuiu, achando engraçada a idéia. Aliás, um péssimo hábito de certas pessoas que não se contentam em se servir de algo no local e sim, “passar a mão” garantindo o “lanchinho”.

    Parece fácil concluir como deve ser o comportamento dessa criança em casa, a sua falta de limites, tendo como exemplo a leniência dos pais, mormente a da mãe. Também parece não ser exagero imaginar como é o seu proceder na escolinha que ele deve frequentar. E pensar que uma professora normalmente possui em uma turma, vários desses “terrorzinhos” precisando conviver um turno, quando não dois. É sabido que as crianças precisam de limites e de repreensão. Não podem ser deixadas ao bel-prazer, mormente em público. Até onde vai a responsabilidade e a omissão dos pais, nesse caso. E a sociedade amanha e o seu futuro como será? Só Deus sabe, pois LHE pertence.   

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