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Blog de Coluna do Leitor

  • Um príncipe, um beato, um político?

    Por Coluna do Leitor

    Gaby Mársico

    Professora

     

    Ou apenas um bípede humano graduado em esperteza?
    Certo está o teólogo e historiador francês Jacques Bossuet quando diz que, "a política é um ato de equilíbrio entre pessoas que querem entrar e aquelas que não querem sair." E, como esperneiam, tentando o possível e o impossível para levar à cabo a citação acima, pois sabem que quem está no "bully pulpit" tem todo o poder.
    "A expressão em inglês 'bully pulpit' foi cunhada pelo presidente americano Theodore Rousevelt, há 100 anos, cuja tradução é púlpito esmagador, para qualificar o terrível poder da presidência, para divulgar e defender suas causas".
    Tivemos um presidente da República que gozando de uma aposentadoria por invalidez, ao perder um dedo mindinho num acidente de trabalho, nunca mais trabalhou, ou melhor, trabalhou incansavelmente, com dedicação exclusiva, na política partidária, iniciando uma carreira devastadora usando tudo e todos para seu sucesso. Foi o exemplo perfeito do bípede humano graduado em esperteza. Ponto para ele.
    Este senhor eleito para o mais alto posto da República, usou e abusou do púlpito esmagador que lhe proporcionou a oportunidade de adonar-se do poder, do estado, do país numa arrogância sem precedente. Que, em certa ocasião de perigo a seu poder, ameaçou abertamente colocar seu "exército particular" nas ruas; e, por leniência democrática, respeitosa ou amedrontada, não enquadrou este senhor no crime contra segurança nacional - constitui crime inafiançável e imprescritivel a ação de grupos armados, civis oiu militares contra a ordem constitucional e/ou Estado democrático, art. 5 da Constituição Federal. Eis o púlpito poderoso mesmo não sendo mais presidente, mas exercendo tanto poder quanto.
    Estes seres quando agraciados com títulos honoríficos (como o de príncipe) enriquecem ainda mais seus currículos como fossem ascetas plenos de virtudes, mártires de perseguições políticas "apenas por defender seus ideais" ou como beatos pregadores dos evangelhos, seus evangelhos. Mas negam seus delitos, colocando-os nas costas alheias, dos amigos, dos familiares (e covardemente de esposas falecidas).
    Num outro momento, acuado pela Lei que poderia colocar perigo em seu caminho, declarou que esta Lei apenas cortou o rabo da serpente, poupando sua cabeça. 
    Suas declarações só confirmam o indivíduo que é na fauna política: um emplumado e colorido pavão de feios pés, uma felpuda e esperta raposa e uma serpente sibilina e perigosa.
    O "púlpito esmagador" é o fim último do político de carreira, não importando fazer o que for preciso para lá chegar e lá fixar permanência - animus manendi - de preferência no chamado Planalto Central!
    Enquanto isso precisamos acelerar nosso movimento peristáltico para deglutir esses fatos.
    A desconfiança e o medo, muito medo, nos rondam quanto às futuras eleições.

     

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