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Blog de Gleison Wojciekowski

Música

Gleison Wojciekowski

Gleison Juliano Wojciekowski é pianista, regente e professor. Atuou no curso de Música da Universidade de Passo Fundo; foi diretor e vice-diretor da escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel; e é membro da Academia Erechinense de Letras.

Gleison é mestre em História para Universidade de Passo Fundo; mestrando em Musicologia pela Universidade de Santa Catarina; possui graduação em Música – Habilitação em Piano pela Universidade de Passo Fundo (2007); licenciatura em Música pela mesma universidade; e graduação em Informática pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2002).

Já ministrou aulas de música em diversas instituições de ensino superior, como Unoesc (SC) e Famper (PR). Atuou como maestro da Orquestra de Câmara da Universidade de Passo Fundo e atua na Orquestra Belas Artes, além de tocar ao lado do acordeonista Oscar dos Reis, com quem gravou um DVD.

  • A Guitarra Rocker de Rochinha

    Por Gleison Wojciekowski

    Em minha adolescência, em meados da década de 1990, o primeiro show de uma banda de garagem que assisti foi da banda "Blond Improvised", que naquela época já se destacava no cenário regional, pois tinha vários diferenciais, pois contava com uma vocalista mulher e um mítico guitarrista, que para garotos como eu, tinha uma aura de "guitar hero". Seu nome Edison Alves da Rocha, mais conhecido como Rochinha.
        Nascido em 14 de abril de 1970, Rochinha é filho de Arnaldo Alves da Rocha e da dona de casa Aida Braghirolli (nascida em 1933), seu pai mais conhecido por "Tio Juca", nascido na localidade de Uruguai/SC (próximo a Piratuba) no ano de 1925. Um trabalhador que sustentou sua família trabalhando entre machadinho e Erechim como taxista, transportando cereais, lidando com madeira; mas tinha como hobby a música, em especial o violão, instrumento que tocava musicas paraguaias como guarânias, tangos argentinos e muita música boêmia (clássicos do gênero como Ébrio, de Vicente Celestino).
        Sua família foi extremamente importante não só na vida, mas também na carreira musical de Rochinha, desde seu avô Adolfo Alves da Rocha (telegrafista da estrada de ferro na região de Concórdia, aonde chegou a ser Presidente da Câmara em 1947, e prefeito em exercício), seus pais e principalmente seus três irmãos mais velhos, que lhe apresentaram através de suas coleções de discos de vinil, o rock and roll (Álvaro e Newton) e a MPB (Elaine).
        Com a descoberta da música, Rochinha inicia suas primeiras aulas de música na Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel, em 1980, com a professora Gessy Tubin, com quem aprendeu sua primeira música, "Pega na Mentira", de Erasmo Carlos e "Asa Branca", de Luiz Gonzaga. Nesta época ganhou seu primeiro violão, um Tonante, comprado nas Livrarias ABC, mas foi com seu pai que Rochinha aprendeu a afinar o instrumento. Permaneceria nesta escola até final de 1982.
        Em 1985, através de indicações de seu irmão Newton, Rochinha deu sua primeira "canja", no Bar 20 Ver, onde juntamente com Bill Provintocaram "Hei, hei, my, my", de Neil Young.
        Nesse mesmo ano, o guitarrista do HC, Abraão, decide ir morar em São Paulo, e Rochinha é convidado para substituí-lo, mas com as alterações de planos de Abraão, o sonho de Rochinha de tocar em uma banda se transforma em frustração, que se transformaria em um "motor propulsor" para que Rochinha realizasse seu sonho. A banda HC era formada nesta época por com o grupo HC, composto por Breno Ronchetti no baixo, Abraão Rudnizki na guitarra, Gregg Cantor (Glademir) no vocal, e Marco Antônio Scheurer Souza, o professor Barba nos teclados.
        No inverno de 1987, esse sonho se transforma na "Crisálida", sua primeira banda, formada no Colégio Agrícola, da qual fazem parte além de Rochinha na guitarra, Breno Ronchetti no baixo, Marcelo Adamczyk no vocal, Alexandre Maia na guitarra base e o bateristaGerson Dal Pra. A estréia da banda aconteceu em Getúlio Vargas na boate Dance Clipe, no dia 08 de janeiro de 1988, onde Rochinha já chamava atenção pela execução de hits do momento como "Sultainof Swing", e "Samba pa Ti", das bandas Dire Straits e Santana respectivamente; além de músicas próprias como "Pique da Cobra" e a instrumental "Funckzinho". 
    Em 1988 a banda muda de nome, chamando-se Zenith, a qual produziu o clipe "Cidade Infinita", transmitido pela RBS em seu programa Circuito de Rock. Neste grupo manteve-se a formação da Crisálida, com exceção do baterista que foi substituído por Volnei Giacomoni (HC) e posteriormente por Geder Toniazzo, e o acréscimo do percussionista Flávio Kania (Binho).
        Em 1989, com mudanças de formação, surge uma nova banda, chamada Bife Acebolado, a qual era formada por Rochinha na guitarra, Breno Ronchetti no baixo, Max no vocal e Morruga (HC e Ipanemas) na bateria. Essa banda tinha um trabalho calcado em músicas próprias com influências de grupos como O Terço, e conquistou o Segundo Lugar no Circuito de Rock RBS, que se realizou na FAPES e na boate Scorpion Club.
        Assim como diversos músicos do interior, Rochinha muda se em setembro de 1989 para Porto Alegre, em busca de caminhos para sua carreira musical que inexistem aqui no interior, nesse período aproveita para estudar guitarra jazz e análise harmônica com James Liberato, mas retorna em abril de 1992.
        Ao retornar para Erechim, passa a tocar bailes com o Musical New York, naquele momento formado por Nilton da Silva (Zé) na bateria e vocal, Jimmy na guitarra, Jair no baixo, Sérgio no teclados, Gregg no vocal além de Rochinha na guitarra.
        Em maio de 1993, há um breve retorno do Bife Acebolado, com os músicos Rochinha, Breno Ronchetti, Marcelo Adamczyk e os bateristas Marcelo Farina e Júlio Menezes em momentos diferentes.
        Com o fim do Bife Acebolado, Rochinha passa a integrar a seminal banda Senhores Malditus, da qual já faziam parte Rogério Cidade no vocal, Nei Rodrigues no baixo, Juliane Nava no vocal e Hagar na bateria. Esta banda seria o embrião da banda de hard rock "BlondImprovised", que contava com a mesma formação, exceto Rogério Cidade.
        Devido as influências do baterista Hagar estarem calcadas no punk rock, a banda chama para seu posto Rodrigo, que era voltado para o hard rock. Com isso, e aliado as dificuldades do nome, a banda passa a se chamar Locomotiva.
        Rochinha faz uma breve passagem, em 1998, pela banda Mister Jones (embrião de outra banda seminal, a Jack Jones), da qual também faziam parte Luciano Dornelles na guitarra e vocal, Zeca Freitas na bateria, Nei Rodrigues no baixo, Jonathan Nascheloski no saxofone, além de Rochinha na guitarra. 
        Em 1998, Rochinha funda aquela que seria a banda que mais perduraria, a Central Brasil, que era voltada para o cover de pop rock, da qual tinha como formação inicial Rochinha na guitarra, Gregg no vocal, Joe Cella (Veneno) na Bateria e Hércules Moreira no baixo; em seguida sendo substituídos por Denis Brusamarello na guitarra base e vocal e Rodrigo M. da Silva (Lombra) na bateria.Essa formação seria acrescida em alguns momentos, do tecladista Gleison Juliano Wojciekowski. A banda Central Brasil até o ano de 2005 (ano em que o pagode passou a assolar a rádios do país) fazia uma média de 12 shows por mês, e realizando ao longo de sua existência no ano de 2009, mais de 700 shows pelos três estados do sul.
        Outro projeto paralelo foi The Bigodeitors, em 2006, com grande influência do grunge, onde faziam parte Rochinha na guitarra, André Donida na bateria, Fabricio Lucion no baixo, Fifa na guitarra, e Pavan no vocal.
        Rochinha participou ainda da banda The Crazy Boys em dois momentos, uma em 1989, onde fizeram alguns shows, entre eles no Riele Club, na Foz do Iguaçu, onde se apresentaram no dia seguinte a Elba ramalho; e no ano de 1997.Rochinha também atua fora dos palcos, como fiscal sanitário desde 2002 na vigilância sanitária de Erechim.

     

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