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Blog de Gleison Wojciekowski

Música

Gleison Wojciekowski

Gleison Juliano Wojciekowski é pianista, regente e professor. Atuou no curso de Música da Universidade de Passo Fundo; foi diretor e vice-diretor da escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel; e é membro da Academia Erechinense de Letras.

Gleison é mestre em História para Universidade de Passo Fundo; mestrando em Musicologia pela Universidade de Santa Catarina; possui graduação em Música – Habilitação em Piano pela Universidade de Passo Fundo (2007); licenciatura em Música pela mesma universidade; e graduação em Informática pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2002).

Já ministrou aulas de música em diversas instituições de ensino superior, como Unoesc (SC) e Famper (PR). Atuou como maestro da Orquestra de Câmara da Universidade de Passo Fundo e atua na Orquestra Belas Artes, além de tocar ao lado do acordeonista Oscar dos Reis, com quem gravou um DVD.

  • O pianista Oswaldo Elemar Engel

    Por Gleison Wojciekowski
    Foto Arquivo pessoal

    Músicos de Erechim

    O pianista Oswaldo Elemar Engel

    Na lista dos nomes de músicos mais lembrados pela comunidade erechinense com mais de cinquenta anos, com certeza esta este personagem que foi importante na história de nossa região; o pianista, maestro e diretor musical Oswaldo Engel. Seu nome esteve em cartaz que durante muitos anos, seja frente a seu Jazz Típica Ideal, Quinteto Lírico ou tocando com a Orquestra de Concertos de Erechim, além de ser patrono da Escola de Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel, em Erechim, escola esta com mais de completar 50 anos de atividades, o que demonstra sua influência na comunidade.

    Oswaldo Elemar Engel, nascido na cidade de Getúlio Vargas, no dia 01/09/1921, ás 23horas, filho de Ewaldo Engel e Bertha Engel, e seus avós paternos, Luiz Engel e Joanna Engel, e avós maternos Ricardo (Richard) Kreische e Emilia Kreishe, como consta em sua certidão de nascimento, e nos orienta sobre a polêmica da escrita de seu nome Oswaldo ou Osvaldo, que se alternam em fontes pesquisadas.

    Oswaldo, ainda na infância (aproximadamente seis anos), iniciou seu aprendizado musical ao violino, com seu avô materno Ricardo Kreische, além de forte influência de seus pais, pois seu pai (natural de Getúlio Vargas), flautista, e sua mãe (natural da Boêmia, Áustria), fluente em piano, flauta, harmônio e órgão, e foi sua professora de piano.

    Teve sua primeira apresentação musical aos seis anos tocando piano ao lado de seu pai na flauta, na cidade de Marcelino Ramos e aos oito anos de idade, muda para Erechim com sua família, onde viria residir na rua Pedro Álvares Cabral, hoje Valentim Zambonatto, onde sua família dava aulas e posteriormente tinham um cinema mudo, o qual faziam a trilha sonora ao vivo, posteriormente mudaram para a avenida Maurício Cardoso, nº 898.

    Sua formação escolar se deu no colégio Marista, hoje Nossa Senhora Medianeira e na Escola Episcopal, hoje Instituto Anglicano Barão do Rio Branco, e além de músico, Oswaldo era funcionário público no cartório Mandelli.         

    Aos vinte anos de idade (1941), Oswaldo Engel iniciou sua carreira musical em um “conjunto” sob a regência de seu avô Ricardo Kreische, chamado Jazz Paiol Grande, onde além de Oswaldo ao piano e Ricardo ao contrabaixo, também faziam parte seu tio Ernesto Kreische ao violino, Dante Dalmolin ao banjo, Hilário Spilm na bateria, João Sartori no Trompete e Noly Schossler no Saxofone.

    Após o falecimento de seu avô, fundou um novo grupo com seu tio Ernesto e seu primo Kreische, chamado Jazz Típica Ideal, e mais tarde, formaram o grupo Jazz Típica tangará, e depois Manhatã, que tocavam em diversos bailes da região, e nas diversas boates como a Indiano, do Ypiranga e principalmente no mezanino do Café Graziotin, onde ao longo deste tempo, diversos músicos participaram destes grupos, dentre os quais podemos citar: Ernesto Kreische (violino), Sérgio Kreische (acordeão e contrabaixo), João Sartori (trompete), Hilário Spilmam (bateria), Paulo Kameneff (violino), Aristeu Barbosa (saxofone), Célio Barbosa (trompete e saxofone), Ângelo Pissolotte (acordeão e teclado). Noly Schossller (saxofone e contrabaixo), Jorge Cavalheiro (guitarra), Paulo Silva (bateria), Ivo Zampronha (acordeão), Pedro Souza (percussão), Pedro Paulo Mandelli (trombone), Dorival da Cunha Antunes (contrabaixo e bateria), Ubirajara Palhano (contrabaixo e percussão), Agenor Ferreira (saxofone, trompete e bandoneon), João Ferreira (saxofone, trompete e bandoneon), João Ramos (trompete e saxofone), Luiz Marchesin (vocal e bateria), Orlando Tagliari (trompete, trombone, saxofone e violino), Sadi Tagliari (bateria) e Mariano B. de Azevedo (bateria), além dos vocalistas Renato Mársico, Ariovaldo Adames, Acildo Bohler, Madalena Castilho, Aldérico Massignan.

    Oswaldo Engel participou da fundação da Orquestra de Concertos de Erechim, em 10 de Junho de 1950, onde foi pianista e secretário, inclusive tendo redigido a Ata de fundação; e da fundação do Quinteto Lírico, em 23/10/1953, que além de Oswaldo, era composto por Norma Hackmann, Lia Weber, Giovani Urtassum e Celestino Grando.

    Oswaldo, juntamente com o maestro Frederico Schubert e a professora de música Lory Irma Schneider do Amaral Santos, fariam parte da primeira banca examinadora da Ordem dos Músicos em Erechim.

    Entre outras atuações, Oswaldo era presença obrigatória no auditório da Rádio Erechim, numa época que a música em rádio tinha espaço para sua execução ao vivo, onde além das execuções solo, também acompanhava cantores e solistas.

    Como compositor, Oswaldo Engel, compôs a música do Hino do Clube Esportivo e Recreativo Atlântico em Erechim, sendo a letra composta por Dorival da Cunha Antunes; a música do hino do Instituto Barão do Rio Branco, e a letra composta por Sírio Joel de Moraes; além de ser o revisor do Hino de Erechim.

    Oswaldo Engel morreu de acidente vascular cerebral no dia 11 de julho de 1969, ás 21 horas, não deixando herdeiros.

  • O maestro Amélio Viero

    Chamado por seus colegas de profissão de “maestro”, tamanho respeito que esses o tinham, membro atuante na sua comunidade, pai de família e multi-instrumentista. Este é Amélio Viero.

  • A versatilidade de Flávio Portugal

    Flávio Portugal nasceu no município gaúcho de Sobradinho no dia 1º de agosto de 1964, filho do farmacêutico bioquímico Amaury Oliveira Portugal e Lusa da Costa Portugal, sendo seus avós paternos, o militar Clodomiro Ortiz Portugal e Nélia Oliveira Portugal, e avós maternos o caixeiro viajante Antônio Baptista da Costa e Maria Ahrends da Costa

  • A garganta de ouro de Nelson Falkembach

    Nascido em 29 de março de 1946 na cidade de Soledade, batizado como Nelson EdiFalkembach dos Santos, um dos nove filhosde Edson dos Santos e Célia Falkembach, é conhecido pelo apelido carinhoso “Nelsinho dos Monarcas”, grupo este que integrou por cerca de quarenta anos

  • A música de Ignácio Petkovicz

    Uma referência para os colegas de profissão, sendo chamado carinhosamente de “Seu Ignácio” ou “Professor Ignácio” , Ignácio Petkovicz não só influenciou toda uma geração de músicos, mas também serve de exemplo de vida, através de sua superação, enfrentou as dificuldades de fazer música, mesmo sendo deficiente visual, e mesmo hoje com mais de oitenta anos continua tocando, dando aulas e aprendendo coisas novas.

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