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Estado

Primeiro trimestre registra queda no número de latrocínios

Por Secretaria da Segurança Pública
Foto Arquivo BD

Os dados estatísticos da criminalidade no Rio Grande do Sul registram queda nos índices de latrocínio no primeiro trimestre de 2017. O balanço para o período foi publicado no site da Secretaria da Segurança Pública nesta terça-feira (2).

Comparando com o primeiro trimestre de 2016, o latrocínio aponta diminuição de 17,6% em todo o Estado. Em Porto Alegre, a redução é ainda maior: 27,3%. Para o secretário Cezar Schirmer, os números refletem o trabalho desenvolvido pelos órgãos da Segurança Pública. “A investigação qualificada e o reforço no policiamento ostensivo surtiram efeitos. Este é um dos delitos criminais que mais impactam a sociedade e tem recebido atenção especial das nossas instituições”, afirma.

O latrocínio registrou aumento de 14,7% no ano passado, em comparação a 2015. Entretanto, os indicadores do segundo semestre de 2016 já sinalizavam uma curva descendente, com diminuição de 1% em relação ao mesmo período no ano anterior. O comparativo 2015/2016 da capital apontou alta de 14,3%; o do segundo semestre registrou queda de 11,1%.

Combate aos homicídios e ao tráfico de drogas

Com base nos indicadores do primeiro trimestre, o governo do Estado focará no combate ao tráfico de drogas e aos homicídios. Os primeiros três meses de 2017 registraram aumento de 12,8% – na capital, a alta é 11,7%. Schirmer observa que a raiz do problema está na disputa por território entre as facções criminosas. “Aproximadamente 85% dos homicídios no RS estão ligados, direta ou indiretamente, ao tráfico e ao consumo de drogas. Uma realidade que vem sendo combatida com afinco e que será prioridade nas ações que desenvolveremos em 2017”, assegura.

Entre as iniciativas recentemente colocadas em prática no Estado, está a vinda de 200 agentes da Força Nacional de Segurança Pública e o reforço de 400 policiais militares na capital, mediante pagamento de diárias pelo governo federal. “Teremos, até o final do ano, o ingresso de 4.029 servidores nos quadros das nossas instituições. Já entregamos viaturas, armas e equipamentos para Polícia Civil, Brigada Militar, Susepe e IGP. Investimos no reaparelhamento de todos os órgãos e iremos aumentar ainda mais o aporte de recursos”, acrescenta o secretário.

Mais transparência

Dando seguimento à política adotada pela nova gestão, a SSP amplia a transparência na divulgação dos indicadores. A partir deste trimestre, o crime de abigeato passa a fazer parte da tabela principal, onde também estão relacionados homicídios dolosos (ocorrência e número total de vítimas), latrocínios, furtos, furtos de veículos, roubos, roubos de veículo, estelionato e extorsão mediante sequestro.

Visando aumentar ainda mais o escopo dos dados disponíveis, uma segunda tabela começa a fazer parte da divulgação. Nesse apanhado, estão relacionados os crimes de roubo e furto a bancos; roubo e furto a estabelecimentos comerciais; e ocorrências em transporte coletivo.

“Estamos, na verdade, facilitando o acesso a todos os cidadãos. Estas informações já eram disponibilizadas à sociedade e à imprensa, mediante demanda”, afirma o major Leandro Estabel Jung, chefe da Divisão de Estatística Criminal da SSP.

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