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Casa Branca adia reunião sobre o Acordo de Paris

Por Agência Brasil
Foto Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos (EUA) adiou uma importante reunião prevista para esta terça-feira (9), destinada a discutir se o país deve se retirar do Acordo de Paris, que trata de mudanças climáticas, um assunto que o presidente Donald Trump prometeu deixar resolvido neste mês. A informação é da Agência EFE.

O encontro sobre o futuro do acordo multilateral foi adiado por motivos de agenda, disseram funcionários da Casa Branca a vários meios americanos.

Trump prometeu, em 29 de abril, que tomaria "uma grande decisão" sobre o Acordo de Paris "nas próximas duas semanas", prazo que termina neste sábado (13).

Não obstante, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, David Balton, já tratou na segunda-feira (8) de rebaixar as expetativas sobre um possível anúncio nesta mesma semana.

"A última coisa que escutei é que o presidente planeja tomar uma decisão nas próximas duas semanas, mas não nesta semana", disse Balton, que é subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos Meio Ambientais Internacionais, em uma entrevista coletiva.

A Casa Branca está dividida quanto ao Acordo de Paris. Uma grupo é liderado pela filha do presidente, Ivanka Trump, pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e pelo titular de Energia, Rick Perry, segundo informam vários meios.

Os três são a favor de permanecer no pacto sobre o clima, algo que, para Tillerson, é vital se Estados Unidos não quiserem perder influência no palco global; enquanto Perry aposta na "renegociação" dos compromissos americanos ao invés de se retirar.

No outro grupo, o que quer abandonar o acordo, estão o estrategista chefe de Trump, Stephen Bannon, e o administrador da Agência de Proteção Meio ambiental, Scott Pruitt, que na semana passada qualificou o pacto de "mau negócio" para Estados Unidos.

O maior foco de discussão é o artigo do acordo que estabelece que um país "poderia em qualquer momento ajustar sua contribuição nacional existente" ao pacto "com o objetivo de melhorar seu nível de ambição".

Os advogados da Casa Branca consideram que essa cláusula não permite aos países rebaixar seus compromissos a respeito de suas emissões de carbono, como Trump quer fazer, e isso é um ponto a favor dos argumentos de Pruitt e Bannon, de acordo com a CNN e o The New York Times.

O compromisso assumido pelos Estados Unidos dentro do acordo era de reduzir para 2025 suas emissões de efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005.

O meio principal pelo qual o governo de Barack Obama planejava atingir esse objetivo era a substituição das centrais elétricas de carvão por plantas abastecidas com gás natural e energias limpas, algo que vai de encontro com a promessa de Trump de criar emprego para os trabalhadores de usinas de combustíveis fósseis.

Se Estados Unidos se mantiverem no Acordo de Paris, mas rebaixar seu compromisso – algo inevitável se Trump continuar mudando as medidas assinadas por Obama – os especialistas legais acreditam que isso abriria a porta a processos judiciais de ativistas meio ambientais.

A pressão para permanecer no acordo é também forte, e várias grandes empresas do país pediram a Trump que respeite os compromissos assumidos no pacto. Entre essas empresas, estão: Apple, Google, Microsoft e Wal-Mart e petroleiras como BP e Shell.

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