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Economia

Brasileiro está mais disposto a gastar no Dia das Mães

Por Assessoria de imprensa
Foto Najaska Martins

As vendas do Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio, podem dar um fôlego ao setor. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE) aponta melhora, mesmo que tímida, na disposição do brasileiro em gastar com presentes na ocasião. O indicador que mede o ímpeto para os gastos foi de 51,4, em 2016, para 59,4 pontos, este ano.

A proporção de consumidores que responderam que irão gastar menos diminuiu 7,2 pontos em relação ao ano passado, ao passar de 51,8% para 44,6%, do total das 2047 pessoas entrevistadas. Enquanto a proporção dos que pretendem gastar a mesma coisa aumentou 6,3 pontos, de 45,0% para 51,4%. Já a parcela dos que informaram que irão desembolsar mais ficou praticamente estável, ao passar de 3,2% para 4,0% do total, mostrando melhora em todas as análises.

Segundo a economista e coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda, os resultados reverberam a lenta retomada pela qual passa a economia do país. “A recuperação modesta das perspectivas de consumo está relacionada a uma ligeira melhora da situação financeira das famílias, decorrente da redução das taxas de juros, desaceleração da inflação e também pela liberação dos recursos do FGTS ao reduzir endividamento e possibilitar o consumo”, avaliou a pesquisadora.

O valor médio dos presentes também teve resultado positivo, com alta real de 5,7%, ficando em R$ 94,90, pouco mais do que os R$ 89,80 do ano passado. Entre as famílias de menor poder aquisitivo, que ganham até R$ 2.100, o gasto médio ficou em R$ 50. Os que ganham mais de R$ 9.600 devem comprar presentes no valor médio de R$ 159,50. Os preços são expressos em termos reais, corrigidos pela inflação.

“Os resultados da pesquisa mostram um ligeiro aumento no ímpeto e no ticket médio do presente, considerando os dados agregados para o Brasil. Isso parece sugerir que os resultados serão melhores do que no ano de 2016, ainda bem abaixo dos níveis anteriores já observados, mas podem se concentrar em segmentos específicos, dada a preferência dos consumidores”, explicou Viviane.

De acordo com a pesquisa, 47,3% dos entrevistados pretendem comprar itens da categoria Vestuário, como blusas, camisas e vestidos. Perfumaria é apontada por 9,4%, seguida por Flores (5%) e Calçados (4,7%). Do total, 24,7% responderam que comprariam outros produtos. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 22 de abril.

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