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Política

Maioria na Assembleia Legislativa defende Fora Temer

Por Assessoria
Foto Divulgação

De um jeito ou de outro – saindo ou sendo saído – a maioria dos discursos na sessão plenária da ALRS desta quinta-feira (18), defendeu a saída de Michel Temer da Presidência da República. Um grupo de parlamentares do PT, PCdoB, PDT, PSB e PTB levou uma faixa ao salão Júlio de Castilhos com os dizeres “Fora Temer, Diretas Já”. Para a bancada do PT, a garantia da democracia no Brasil passa pela retirada de pauta das reformas no Congresso, pela saída de Temer da presidência e pela convocação de eleições diretas já.

 

“Temer tem que renunciar e se não renunciar tem que ser afastado”, afirmou a líder da Bancada do PT, deputada Stela Farias. No momento em que ela discursava na tribuna, Michel Temer fazia um pronunciamento em rede nacional afirmando, em tom raivoso e contrário aos interesses da imensa maioria dos parlamentares e da população brasileira, que não renunciaria e que iria responder às acusações no Superior Tribunal Federal (STF). “A queda de Temer é urgente e com ela devem ser extintas as propostas de reformas (Trabalhista e Previdenciária) pretendidas pelo atual governo”, defendeu Stela.

 

A líder petista considerou “lacônica” uma nota divulgada pelo do governador José Ivo Sartori (PMDB) na qual ele assume uma “postura de vassalagem a um governo ilegítimo e notoriamente corrupto”. De acordo com a deputada, as denúncias contra Temer e Aécio são fartas e não se tratam de recibos sem assinatura, de nota fiscal de pedágio ou rascunho de email (lembrando as acusações sem provas contra o presidente Lula). “Há evidências materiais e gravações coordenadas pela PGR que tornam a permanência de Michel Temer e seus aliados no governo insustentáveis.”

 

O deputado Adão Villaverde (PT) defendeu a necessidade do Brasil realizar eleições presidenciais imediatas. O parlamentar acredita que o Brasil não pode conviver com o vazio institucional no Executivo da República provocado após as graves denúncias de corrupção com diálogos criminosos envolvendo o ilegítimo presidente interino que assumiu o cargo após o golpe contra a democracia e a presidenta legítima Dilma Rousseff, em 2016. “Vivemos uma crise política, institucional e de regime”, destacou. É preciso, também, barrar as antirreformas trabalhista e previdenciária e retirar do poder o ilegítimo governo atolado na corrupção e ameaçando o futuro do país, acrescentou Villaverde.

 

Impeachment

Um outro pedido de impeachment contra Michel Temer foi protocolado nesta quinta-feira, na Câmara dos Deputados, assinado pelas bancadas do PT, PCdoB, PSOL, Rede, PSB, PDT, conforme anunciou na tribuna da Assembleia Legislativa o deputado Tarcísio Zimmermann (PT). “É um pedido coletivo que atende a um clamor da população brasileira, para que o País se livre desse traidor, impostor e um grande criminoso nacional, que alcançou a Presidência da República por conta da sua traição”.

 

Outra manifestação pelo Fora Temer e por “Eleições Diretas Já” foi do deputado Nelsinho Metalúrgico (PT). O parlamentar disse que o momento é muito grave e que Temer não tem condições de permanecer na presidência da República. “O governo Temer acabou! Temos que sair às ruas, pedir Eleições Diretas Já, para o Brasil voltar à normalidade.” Para Nelsinho, esse golpe tem que acabar e será com a luta dos trabalhadores, “com a nossa mobilização.”

 

O deputado Nelsinho lembrou que aqueles que desejavam estancar com a Lava Jato são os mesmos que queriam continuar com a corrupção no País. “Não há saída fora da democracia e do respeito à Constituição, lembrou o deputado. Por isso, “o único caminho é dar ao povo o direito do voto e respeitar esse direito, ao contrário do que fizeram com a presidenta Dilma”.

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