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Cultura

119 anos do cinema brasileiro

Por Redação
Foto Divulgação

Nesta segunda-feira (19), o cinema brasileiro acumula 119 anos, possuindo uma rica história. Essa trajetória começou com o cinegrafista italiano Affonso Segretto, que prestes a desembarcar no Rio de Janeiro, vindo da Europa, filmou sua chegada ao Brasil, na Baía de Guanabara, era 19 de junho de 1898. Talvez não soubesse, mas fez o primeiro registro de imagens em movimento no território brasileiro.

Sendo uma homenagem à sétima arte, produzida em território nacional, a primeira produção foi se perdendo com o tempo, mas seu caráter simbólico sobrevive até os dias atuais. Porem algumas pessoas, preferem celebrar a data em 5 de novembro, para relembrar o aniversário da primeira exibição pública de cinema no país.

Mas também quando se fala nesse assunto, é comum lembrar períodos específicos da cinematografia internacional, como as chanchadas da Atlântida, o Cinema Novo, a era da Embrafilme, e recentemente a Retomada, ou seja, um período turbulento no qual os filmes nacionais quase desapareceram das salas de exibição.

Ainda é um desafio fazer cinema no Brasil, mas tem se apresentado algumas alternativas, desde o barateamento da tecnologia, até os investimentos governamentais. Produção cinematográfica nacional também é relíquia. 

 

Curiosidades do cinema brasileiro:

Em 1973, o Brasil criou o Festival de Gramado, realizado anualmente na cidade de mesmo nome, na Serra Gaúcha. O troféu, conhecido como “kikito” é uma figura risonha, esculpida em bronze.

O filme brasileiro que teve maior bilheteria em todos os tempos foi Tropa de Elite 2 (2011) com público de 11 milhões.

O primeiro diretor de cinema no brasil, foi o mineiro Humberto Mauro.

Alguns filmes:

Sai da Frente (1952)

O filme se passa em apenas um dia e foi um grande sucesso, que acabou tirando a produtora Vera Cruz das dificuldades financeiras por um tempo. Foi a estreia de Mazzaropi nos cinemas.

O Pagador de Promessas (1962)

Baseado em uma peça teatral homônima de Dias Gomes, o filme foi escrito e dirigido por Anselmo Duarte e é o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro do Festival de Cannes (1962) até hoje. Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1963), ganhou o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cartagena (1962) e, no San Francisco International Film Festival, em 1962, levou o prêmio Golden Gate, nas categorias Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976)

Foi por 34 anos o filme recordista de público no cinema brasileiro, levando mais de 10 milhões de espectadores aos cinemas (foi ultrapassado por “Tropa de Elite 2”). Baseado no livro homônimo de Jorge Amado, foi dirigido por Bruno Barreto e ganhou dois Kikitos no Festival de Gramado: Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora. Também foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Tropa de Elite (2007)

Dirido por José Padilha e estrelado por Wagner Moura, o filme foi sucesso de bilheteria, estreando em primeiro lugar, mesmo com os problemas que sofreu com a pirataria (estima-se que mais de 11 milhões de brasileiros assistiram o filme de forma ilegal). Ganhou o Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim de 2008, o prêmio de Melhor Filme do Festival Hola Lisboa no mesmo ano, além de nove categorias no Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro.

Serra Pelada (2013)

O filme conta a história de uma jornada ao maior garimpo a céu aberto do século. Dirigido por Heitor Dhalia, o filme é estrelado por  Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Sophie Charlotte, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele.

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