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Esportes

Amor à camisa e ao futebol amador

Por Kaliandra Alves Dias
Foto Kaliandra Alves Dias

O N.Santin, que disputou o Campeonato Muncipal de Futebol de Campo em parceria com o Acejá, conquistou o seu 13° título no último sábado (7). Além do título, a equipe encerrou a sua participação na melhor fase. Foram 11 vitórias e 2 empates. O time também se destacou por ter o melhor ataque e a defesa menos vazada.

O destaque não se limita apenas aos títulos, e sim na importância que o clube dá à gestão no futebol. Apesar de ser um time amador, a agremiação aposta em uma administração séria e que vem dando resultados. Além de investir em jogadores qualificados, o dirigente de futebol Alvize João Biason, enfatiza que apesar de toda dificuldade que o futebol amador enfrenta, o principal objetivo é continuar lutando para que o esporte seja valorizado.

O planejamento para a conquista do título começou ainda no ano passado, após a equipe ser eliminada na semifinal e encerrar a sua participação no terceiro lugar. Com o propósito de se tornar campeão, várias reuniões aconteceram e uma reformulação ocorreu. Mantendo a principal base, novos jogadores foram inseridos no plantel. Para Biason, o maior desafio encontrado foi a falta de lugar para treinar. Segundo o dirigente, o clube não tinha oportunidade para realizar os treinos, já que a maioria dos jogadores trabalha e estuda. A alternativa encontrada foi implementar os treinamentos antes do torneio começar.

A hegemonia do N.Santin no Campeonato Municipal de Futebol de Campo não é por acaso. A primeira vez que o clube participou da competição foi em 1995, e o primeiro título veio três anos depois. Para Alvize, Alcides da Silva (Tatu) desportista de Erechim, teve uma grande participação para que o clube alcançasse tantos feitos dentro e fora das quatro linhas. "Aprendi com o Alcides que independente do resultado, não iríamos arrumar briga com outros jogadores nas cidades em que fossemos jogar. Isso é um valor que continuamos dando aos nossos atletas. Queremos agregar valores que o futebol nos dá, amizade e união. Procuramos fazer isso dentro do grupo".

É na sala da empresa que Alvize mostra os troféus conquistados pela equipe durante esses anos. Com brilho nos olhos, o dirigente contou orgulhoso a fórmula para o sucesso da equipe: os jogadores. Da amizade conquistada dentro dos campos, os atletas se reúnem com suas famílias e confraternizam em almoços antes dos treinos e partidas, o que transforma o clube em uma única família.

A missão de ser dirigente de um clube amador não é fácil. Para Biason, o principal empecilho enfrentado é o financeiro. "Se olharmos para esse lado, muitas pessoas iriam desistir. Antes da competição iniciar, sempre damos um kit para cada atleta. Além da mochila, colocamos junto um abrigo e camiseta de passeio". Além disso, os custos também estão relacionados ao fardamento e materiais para o início da competição. Apesar do futebol amador receber pouco incentivo, o N.Santin conta com o apoio de vários patrocinadores e parceiros. "Temos uma academia disponível aos atletas. Oferecemos fisioterapia sem nenhum custo para os jogadores. Conseguimos um valor diferenciado, além de contarmos com outros descontos dados pelos nossos patrocinadores".

“Se não fizermos a nossa parte, ninguém fará. Tem que doar a vida. Fazemos porque amamos o futebol amador”, finaliza Alvize.

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