Publicidade

Mundo

Mulheres do campo são homenageadas por Países de Língua Portuguesa

Por Agência Brasil
Foto Divulgação

Representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa se reuniram hoje, em Lisboa, no Palácio do Conde de Penafiel, para homenagear as mulheres e debater a importância das que trabalham no campo como agentes transformadoras do desenvolvimento.

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a comunidade escolheu dedicar as homenagens este ano às mulheres rurais. A secretária executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, ressaltou que, apesar das mulheres serem responsáveis pela produção de mais da metade dos alimentos de todo o mundo, apenas 20% delas têm acesso à terra. Além disso, em relação à disparidade salarial entre homens e mulheres, situada em torno dos 23%, nas áreas rurais chega a 40%.

As mulheres do campo em todo o mundo, além de exercerem papéis de agricultoras, são também educadoras e cuidadoras, ficando responsáveis pela criação dos filhos nos ambientes mais remotos do mundo.

Além disso, têm papel fundamental na preservação da biodiversidade, apesar de não terem acesso igualitário a ferramentas, sementes, tecnologia, crédito e terras.

Vida mais digna e uma sociedade mais justa

Maria do Carmo reafirmou, ainda, a importância da luta por uma vida mais digna e por uma sociedade mais justa e igualitária. "Em várias partes do globo, a vida de muitas mulheres continua a ser martirizada pela violência, pelo abuso, pelo tráfico, por casamentos forçados e gravidez na adolescência. Ao ritmo atual, serão necessários pelo menos mais 100 anos para que se possa acabar com a desigualdade entre homens e mulheres. Hoje é uma data em que devemos juntar nossas vozes para chamar a atenção da sociedade sobre os preconceitos de gênero existentes na sociedade", disse.

O embaixador Gonçalo Mourão, representante permanente do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ressaltou a relevância do tema escolhido.

"A vida no campo, a vida rural, é o primeiro trabalho elementar do homem em cima da terra. É o primeiro trabalho que nós fazemos, que é buscar nossa própria alimentação. É um diálogo que o ser humano, representado pelo ser humano feminino, faz com a terra em busca de uma coexistência com a natureza. De conviver e compartilhar o mesmo espaço de maneira pacífica", detalhou.

O evento de hoje contou ainda com a realização de uma mesa redonda com o tema “A mulher rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP”. Participaram do debate a portuguesa Ana Melo Portugal, coordenadora científica do programa de doutorado Saber Tropical e Gestão – TropiKMan; a guineense Isabel Miranda, gestora de projetos da Ação para o Desenvolvimento (Organização Não Governamental AD, Guiné-Bissau); e a brasileira Joana Dias, coordenadora da Rede das Margaridas.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas