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Governo lança projeto para uso de dados espaciais em benefício de políticas públicas

"É um instrumento muito positivo para todos os 497 municípios. Não dá mais para ter planejamento sem gestão”, disse Sartori

Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Para os próximos anos, o Rio Grande do Sul deve contar com uma base cartográfica de dados digitais e consolidada para o compartilhamento de informações e a aplicação planejada de políticas públicas. O projeto da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede), lançado nesta segunda-feira (2), no Palácio Piratini, será implantado em parceria com o Exército brasileiro e conta com financiamento de R$ 24,4 milhões do Banco Mundial.

Os objetivos do Iede são gerar uma base cartográfica digital do estado e desenvolver um diretório de dados e um portal de compartilhamento. O mapeamento deve começar por 70 municípios, da Região Metropolitana e arredores, e terá sua primeira etapa concluída até fevereiro de 2019. Também estão previstas parcerias com as secretarias do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), da Educação (Seduc), da Saúde (SES), Corsan, Metroplan e Daer.

“Um município sozinho não tem condições de mapear o próprio território, e isso prejudica a tomada de decisão. Esse é um instrumento muito positivo para todos os 497 municípios. Não dá mais para ter planejamento sem gestão”, assegurou o governador José Ivo Sartori.

Segundo o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, essa ação é fundamental para contribuir com o que mais falta no poder público: planejamento.

"A maioria dos municípios não tem condições de mapear seu território. E isso prejudica a tomada de diversas medidas. O trabalho que estamos realizando é de contribuir para isso. O Exército é parceiro em analisar as imagens aéreas que disponibilizamos. Com isso, extraímos informações das mais básicas, como a identificação de órgãos públicos e serviços, até traçar um perfil do relevo, da malha rodoviária e hidroviária, entre outros", informou.

Análise e aprovação dos dados

A cartografia utilizada nos dias de hoje tem origem no final da década de 1960 e início da de 1970. Para atualizá-la e torná-la digital, neste primeiro ciclo, deve ser feito o imageamento funcional da Região Metropolitana e arredores, com pontos na escala de um para 25 mil (1:25.000), o que significa maior riqueza de detalhes.

As informações estão sendo coletadas desde 2016, e as informações são compartilhadas por um portal de acesso a gestores, técnicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos tratando de um grande acordo de compartilhamento das informações. Vai permitir que as pessoas acessem as diferentes informações e qualificar as políticas públicas, agregando mais valor à execução e ao andamento de projetos, além de integrar municípios e evitar o gasto excessivo de recursos”, definiu o diretor de Planejamento do Iede, Antônio Cargnin.

Para o coronel Antonio Henrique Correia, do 1º Centro de Geoinformação do Exército, é fundamental para o Estado ter uma base cartográfica atualizada para a aplicação de políticas públicas. “Sem cartografia não há planejamento eficiente para o Rio Grande do Sul, não se consegue crescimento suficiente, sustentável, e, muito menos, desenvolvimento”, afirmou o coronel que acompanha o projeto.

Conforme Correia, o projeto consiste em um contrato, que foi firmado entre o governo do Estado e uma empresa da iniciativa privada, a Hiparc Geotecnologia, em novembro de 2017, que gera o imageamento dos pontos e cruza dados, que são entregues após avaliação e análise de equipes do Exército que vão a campo para verificação do produto final. Além disso, os técnicos do Estado também recebem treinamento para leitura e aplicação dos dados.

“Esse projeto vai ficar para os próximos gestores, e teremos assim um trabalho que visa ao futuro do Estado com um dos melhores modelos do mundo”, reiterou o secretário Búrigo.

Benefícios do projeto

O compartilhamento de informações, o adequado ordenamento na geração, no armazenamento, no acesso, na disseminação e no uso de dados geoespaciais adquiridos com recursos públicos:

  • Permite a integração de municípios, instituições de pesquisas e diferentes órgãos do Estado com as bases nacional e global;
  • Evita a duplicidade de aquisições e o desperdício de recursos na obtenção de dados geoespaciais pelos órgãos da administração pública estadual;
  • É subsídio fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas focadas nas diferentes realidades das regiões do RS;
  • Gera base cartográfica digital de referência, na escala 1:25.000. 

Além do Rio Grande do Sul, o estado da Bahia também está atualizando sua cartografia com a mesma técnica.

Participaram da solenidade secretários, prefeitos, técnicos estaduais e integrantes do Comando Militar Sul.

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