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Ensino

Estudantes vivenciam a cultura indígena

Atividade realizada no Dia do Índio proporcionou experiência diferenciada para alunos do ensino fundamental

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Por Natiele Dias Torres - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Natiele Dias Torres

Atividade realizada no Dia do Índio proporcionou experiência diferenciada para alunos do ensino fundamental

O Dia do Índio foi comemorado de maneira especial por alunos da Escola Municipal Ângelo Rosa do município de Barão de Cotegipe. A turma formada por 23 estudantes do terceiro ano do ensino fundamental deixou a sala de aula para vivenciar hábitos, costumes e brincadeiras características da identidade do povo indígena brasileiro. 
Entre as atividades programadas, estavam a realização de uma fogueira ao ar livre, onde foi assado peixe enrolado em folha de bananeira, pinhão e estourado pipoca em panela feita de papel alumínio. Enquanto os aperitivos estavam sendo preparados por um grupo, outros dois brincavam com peteca e arco e flexa, ambos produzidos pelos próprios estudantes. De acordo com a professora Gabriele Kresmaruch , durante toda a semana a turma aprendeu sobre a cultura indígena, desde lendas, músicas nativas e as diferenças e semelhanças dos costumes de antigamente e da atualidade. Os alunos também conheceram aspectos sobre as tribos localizadas nas proximidades do município e na região do Alto Uruguai. Segundo a professora Gabriele, "o que mais chamou a atenção dos alunos foi a forma como os índios viviam na época na colonização. Isso pelo fato de eles andarem sem roupas, em contato com a natureza e sem a dependência da tecnologia," comentou a professora. 
A equipe do Bom Dia acompanhou as crianças. Ao longo da tarde foram realizadas atividades didáticas e culturais, com interpretação de canto e leitura de história. A professora explicou que o objetivo da programação foi vivenciar a cultura indígena e estimular o aprendizado. "Desde a atividade de lembrar o índio como protetor da mata e da natureza, ter contato com ela e se sentirem parte dela. Também de experimentar hipóteses  e possibilidades de acontecimentos, desde o peixe até a pipoca que não certo, o pinhão. A experiência de tentar é importante, porque hoje em dia é tudo muito fácil, tudo é pronto e aqui eles estão fazendo, criando, dando certo e errado", finaliza a professora. Segundo Gabriele, o incentivo as atividades lúdicas vem da gestão tanto escolar como também municipal, que estimulam os professores a criar novas práticas pedagógicas.
Na foto de capa está Kiara Candoia, uma das alunas que embora tenha descedência índigena, quase não tem contato com a cultura dos seus antepassados. Ao manusear o arco e flecha demonstrou a mesma satisfação dos colegas pela nova experiência. Kiara conta que visitou apenas uma vez a aldeiam onde foi na casa de uma tia e lá ganhou de presente um arco e flexa, assim como este que estava utilizando. Já Bruna Ribeiro, apesar de não ter descendência indígena, conta que costuma praticar a atividade de fogueira com os pais, segundo a aluna a família se reúne ao redor do fogo para, assim como a atividade da turma, cozinhar pinhão e pipoca.

 

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