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Cultura

Conheça os vencedores da 2ª categoria do concurso da LDN

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Por Da redação
Foto Antonio Grzybowski

A Liga da Defesa Nacional - núcleo de Erechim, premiou os vencedores do Concurso de Redação do Centenário de Erechim, promovido pela Liga em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação e Secretaria de Educação de Erechim. 
Foram mais de 650 textos inscritos nesta edição, sendo que o concurso é destinado aos estudantes do 4º ao 9º ano das escolas municipais, estaduais e particulares de Erechim. Foram premiados os três primeiros colocados e os respectivos professores, nas categorias quartos e quintos anos; sextos e sétimos anos e, oitavos e nonos anos.
A premiação ocorreu em solenidade realizada no dia 21 de abril, quando a LDN também realizou homenagem a Tiradentes, patrono da Polícia Civil e da Brigada Militar. Autoridades participaram do ato que ocorreu no canteiro central da Avenida Maurício Cardoso, entre as praças Júlio de Castilhos e Boleslau Skorupski, no centro de Erechim.

Os textos foram selecionados pela comissão julgadora composta pelas professoras Jocelei Portes de Lazzari e Neide de Camargo Dornelles.

1º lugar: Maria Eduarda Lolato Saugo - 6º ano

Colégio Estadual Professor Mantovani
Professora: Cleonice de Oliveira Santos Beuter

Conhecendo Erechim

Nossa cidade de Erechim pode não ser aquela cidade que tenha luxo e coisas tão modernas, mas temos gaúchos de coração. Temos coisas que muitas pessoas não sabem que temos. É uma história que já faz 100 anos que iniciou.
As primeiras famílias vieram e se estabeleceram ao lado da estrada de ferro, para colonizar novas regiões. Eram descendentes das etnias: polonesa, italiana, alemã, israelita, holandesa, espanhola, portuguesa, turca e muitas outras.
Para a colonização da chamada Colônia de Erechim foi organizado um importante projeto pelo engenheiro Torres Gonçalves que fez o desenho da cidade seguindo o modelo de Paris, com uma praça no centro e dez avenidas que saem dali e levam o nome de pessoas históricas, nomes de estados, capitais, etc.
Do desenvolvimento da cidade se formou vários pontos turísticos como: o Castelinho, o Parque Longines Malinowski, a Catedral São José, a Cascata Nazzari, museus e arquivos históricos. O nome de Erechim é de origem indígena que significa "Campo Pequeno" devido ao fato dos campos da região serem cercados por floresta.
O nome Capital da Amizade foi dada pelo animador de festas Buja Safro devido à diversidade de etnias que habitavam Erechim e viviam com harmonia entre si. "Vai provar o mate da hospitalidade, vai levar no coração uma saudade e a vontade de voltar pro Erechim" (Os Monarcas).

 

2º lugar: Jéssica Sabrina da Silva - 6º ano

Escola Municipal de Ensino Fundamental Caras Pintadas
Professora : Cristina Aimi

Cem anos de Erechim

Este ano nossa cidade irá completar cem anos no dia 30 de abril. No decorrer desse tempo muita coisa se modificou e melhorou, mas cabe lembrar dos fatos principais da nossa história.
Os imigrantes começaram a chegar logo que Erechim foi fundada e com eles também vieram muita coisa que formou nossa cultura, eles contribuíram muito e hoje temos muitos costumes que eles deixaram, tal como comer polenta, macarrão e outras comidas que aqui ainda não conhecíamos.
Também havia aqui índios e os negros que vieram como escravos, estes também ajudaram na formação da nossa cultura e também deixaram sua culinária, como a mandioca, a feijoada, o milho, etc.
Por causa desses imigrantes terem se adaptado bem a nossa região é que chamam Erechim de Capital da Amizade. No ano de 1966 Erechim completava e comemorava seus 48 anos de emancipação político-administrativa e organizou-se um grande evento na Praça da Bandeira chamada "Festa das Nações" que reuniu a maioria das etnias formadoras de Erechim e cada uma mostrava o símbolo de sua nação.
O traçado de nossa cidade foi todo elaborado aos moldes de Paris, isso aconteceu para todas as ruas darem no centro onde tinha a prefeitura e outros órgãos administrativos, seguindo também o modelo positivista da época.
Erechim hoje está linda, mas sempre temos que lembrar que nossos antepassados
sofreram muito para colonizar essas terras que existia apenas mata fechada. Graças à coragem deles e muitos outros que vieram pra cá que hoje temos uma cidade maravilhosa, com muitos empregos e um bom desenvolvimento.
 

3º lugar: Eloísa Rogalski - 7º ano

Colégio Estadual Professor Mantovani
Professora: Fabiana Palharini

Centenário de Erechim

Neste ano que comemoramos os 100 anos da nossa cidade vamos falar um pouco de como se iniciou a nossa história de Erechim, já chamado por muitos outros nomes como Paiol Grande, Boa Vista, Boa Vista de Erechim, José Bonifácio e por último Erechim. Erechim surgiu à margem da estrada de ferro que ligava o Rio Grande do Sul a São Paulo. A criação da Colônia Erechim foi sugerida por Torres Gonçalves. A proposta foi aceita em 06 de outubro de 1908 pelo governador do Estado, Carlos Barbosa. Para começar a ser colonizada, veio para a nova colônia uma Comissão de Terras que ficou instalada no que é hoje o Castelinho. No Castelinho era feita a divisão das terras, sementes, se organizava a abertura de estradas e ruas. A principal empresa responsável pela venda das terras era a Companhia Luce e Rosa.
Os imigrantes europeus começaram a chegar a Erechim a partir de 1910, inicialmente eles eram alojados em barracões. Eram levas de poloneses, alemães, italianos e também de outras nacionalidades. Quando os colonos chegaram tiveram que desmatar suas terras e fazer suas roças para começar a nova vida. Construíam suas casas e fabricavam seus móveis.
Depois de muitos anos de trabalho, hoje Erechim é a segunda cidade mais populosa do norte do Rio Grande do Sul e uma das mais frias do sul do Brasil. Sua economia está baseada principalmente no setor industrial. Quanto ao turismo, podemos citar o  Centro Cultural 25 de Julho, o Parque Longines Malinowski, o Castelinho, o Vale Dourado. Entre os eventos importantes estão a FRINAPE e a Festa da Uva.
Para finalizar, gostaria que após estes 100 anos de história Erechim continuasse a ser a Capital da Amizade, acolhendo as pessoas que vem de todos os lugares. E também que nesta cidade não tivesse espaço para a violência, para o preconceito e a injustiça. Gostaria de pedir que os próximos 100 anos continuem sendo um marco de esperança, de fartura, de progresso e de prazer (frase retirada da música Erechim, História e Canto - "Os Monarcas").

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