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Cultura

Conheça os vencedores da 3ª categoria do concurso da LDN

Por Da redação
Foto Antonio Grzybowski

A Liga da Defesa Nacional - núcleo de Erechim, premiou os vencedores do Concurso de Redação do Centenário de Erechim, promovido pela Liga em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação e Secretaria de Educação de Erechim. 
Foram mais de 650 textos inscritos nesta edição, sendo que o concurso é destinado aos estudantes do 4º ao 9º ano das escolas municipais, estaduais e particulares de Erechim. Foram premiados os três primeiros colocados e os respectivos professores, nas categorias quartos e quintos anos; sextos e sétimos anos e, oitavos e nonos anos.
A premiação ocorreu em solenidade realizada no dia 21 de abril, quando a LDN também realizou homenagem a Tiradentes, patrono da Polícia Civil e da Brigada Militar. Autoridades participaram do ato que ocorreu no canteiro central da Avenida Maurício Cardoso, entre as praças Júlio de Castilhos e Boleslau Skorupski, no centro de Erechim.

Os textos foram selecionados pela comissão julgadora composta pelas professoras Jocelei Portes de Lazzari e Neide de Camargo Dornelles.

1º lugar: Luiza Fialho - 8º ano


Colégio Estadual Professor Mantovani
Professora: Vania Schmitt

Nossa cidade, nossa história…

Era dia vinte do três de 2018, trinta e quatro alunos da turma 8C recebem uma difícil tarefa: fazer uma redação sobre o centenário de Erechim, que deveria ser entregue na sexta-feira. O caos tomou conta da sala, os alunos ficaram desesperados. "- Meu Deus! Como faremos isso?!" Apenas uma aluna manteve-se calma, as ideias tomavam conta dos seus pensamentos.
Quando voltou para casa, correu direto para o sótão. Ela sabia que lá estavam guardados diversos vestígios do passado de sua família, que tinha sido uma das primeiras a chegar em Erechim.
Depois de muito procurar e nada encontrar a jovem aluna começou a se desestimular, decidiu então ir embora e pesquisar em outro lugar.
O chão do sótão fazia muito barulho, foi quando a garota percebeu e começou a pular de acordo com a melodia de uma famosa música, até que pisou em cima de uma madeira que se soltou facilmente do chão. Quando foi ver o que era descobriu que era um fundo falso e dentro havia um antigo diário. A jovem ficou curiosa para saber o que era, o abriu e começou a ler: "15/09/1910 - Diário, não sabes como estou feliz. Acabei de chegar em Paiol Grande com minha família pela estrada de ferro! Aqui já existem imigrantes alemães e poloneses". Folheou mais algumas páginas: "16/10/1910 - Mesmo que a minha família tenha vindo para cá por causa da falta de dinheiro, moradia e trabalho, Paiol não foi a melhor escolha de lugar para nós migrarmos, existem muitos buracos por todos os lugares." Folheou mais algumas: "17/02/1912 - Estou com muito orgulho do meu pai, ele está ajudando na construção de uma casa onde serão feitas as divisões das terras".E folheou mais algumas: "15/04/1915 - Diário, não saber como a noite de ontem foi emocionante! Eu fui ao baile de inauguração da casa de divisões de terras. Que noite mais bela, acho que estou apaixonada!
Aos poucos a menina ia lendo e descobrindo um pouco mais sobre sua família. Até que uma página chamou sua atenção, e nela dizia: "15/09/63 - Diário, hoje de manhã fui acordada a berros pelos meus vizinhos, eram mais ou menos 6h15min. Um terrível incêndio começou no Colégio São José. Por sorte ninguém morreu".
As páginas seguintes do diário estavam em branco. A menina se agarrou ao caderno, olhou para cima e chorou. Sabe por quê? A jovem que relatou a história era a bisavó da menina, e tinha sido morta no dia 06/09/63, naquele sótão, naquele lugar.
A garota secou as lágrimas e escreveu como título de sua redação: Erechim… lugar que guarda lembranças.
Nossa cidade é muito bela e bem planejada, já passamos por muitas coisas ruins e boas, mas conseguimos superá-las, pois somos um povo forte que quando unido se torna mais forte! Então vamos nos unir para deixar Erechim cada vez melhor!

 

2º lugar: Diane Aparecida de Araújo - 9º ano

Escola Municipal de Ensino Fundamental Othelo Rosa
Professores: Tevie Sexto e Naira Coppini

Cem anos de história

Chamada de Paiol Grande, Boa Vista, Boa Vista de Erechim, José Bonifácio e finalmente, desde 1944, nosso Erechim.
Conhecida popularmente como a Capital da Amizade, Erechim é uma das primeiras cidades brasileiras modernas planejadas, tendo traços de Belo Horizonte, Buenos Aires, Paris e Washington, o que a torna mais encantadora e atrativa.
Quando nos referimos a Erechim, a primeira imagem que nos vem à mente é o Castelinho que já serviu para abrigar a Comissão de Terras do Rio Grande do Sul, além de, um tempo atrás, ser o lugar onde podíamos comemorar datas como o Natal e a Páscoa de uma maneira mais leve e divertida. Lembro-me de todas as vezes em que eu e meus primos íamos lá para visitar a "Casa do Papai Noel" e a "Toca do Coelho". Era tudo muito mágico". Atualmente está fechado para visitas. Espero que retorne ao funcionamento, para a alegria de muitas pessoas, principalmente das crianças.
"Não importa se o campo era pequeno". Nosso "Campo Pequeno" cresceu e evoluiu. Hoje a cidade conta com mais de cem mil habitantes. Ao andarmos pelas ruas podemos perceber o quanto ainda está crescendo, ruas asfaltadas e iluminadas, uma quantidade enorme de prédios em construção. Há rede de supermercados, moradias, lojas, farmácias, tudo melhorou. O progresso continua acontecendo.
A cultura de nossa cidade está ligada ao Centro Cultural 25 de Julho, local onde a maioria dos programas culturais acontecem: teatros, musicais, saraus… e onde está renascendo o Coral Municipal Juvenil de Erechim, um investimento valioso para a comunidade. Com a ajuda desse projeto, jovens que poderiam estar nas ruas estão aproveitando o seu tempo com uma atividade mais produtiva. Eu mesma, participo desse projeto e posso dizer, sem dúvida de que de lá não trago apenas conhecimentos musicais, mas também novos amigos e novas experiências.
"Quem passar pelo Planalto com certeza, vai olhar para mais bela natureza". Ao falarmos da natureza de Erechim, não podemos deixar de citar o lindo Ipê roxo, em frente a prefeitura, que faz parte do cartão-postal da cidade. Você já imaginou seus pais namorando, enquanto apreciavam a beleza das plantas, o contraste das cores, sentindo o aroma das flores embaixo daquela árvore maravilhosa? Hoje em dia nos reunimos para tomar chimarrão, comer pipoca sentados na praça, observando as crianças se divertindo e tendo o pôr do sol ao nosso dispor.
"Erechim dos meus amores e saudades". Parte da minha família que hoje mora em outros lugares, é a prova de que ninguém passa por aqui sem levar uma lembrança feliz e a vontade de voltar. Assim percebemos quão especial é esta cidade.
Estes 100 anos significam muito trabalho, muito suor e muita luta. Os imigrantes nos deixaram o seu melhor. Espero que possamos deixar também bons frutos para as próximas gerações. Para que nossos filhos também se orgulhem do nosso legado. Não podemos esquecer jamais do lema "paz e prosperidade", pois é dali que tiramos força e coragem para seguir em frente.

 

 

3º lugar: Ismael Vicentini - 8º ano

Escola Municipal de Ensino Fundamental Paiol Grande
Professora: Cristiane Giareton

Erechim cem anos

O nome Erechim significa "campo pequeno". Erechim fica ao norte do Rio Grande do Sul e é a maior cidade do Alto Uruguai.
Erechim é também conhecida como terra dos "Botas Amarelas", pois os colonos que aqui chegaram conviviam com muito barro vermelho e por isso, as botas em contato com o barro ficavam amareladas.
 

Nossa bela cidade recebeu um título muito importante: a Capital da Amizade. Foi em 1966 quando Erechim completava 48 anos de emancipação que se organizou um grande evento chamado de "A Festa das Nações", reuniram-se muitas etnias colonizadoras de Erechim, cada um mostrava o símbolo de sua nação, então surgiu o termo "Capital da Amizade", devido à boa e gentil hospitalidade em que os visitantes eram recepcionados. Erechim teve vários nomes, como Paiol Grande, Boa Vista do Erechim, José Bonifácio, até chegar ao atual.
Em nossa cidade há descendentes de várias etnias, como os alemães, que contribuíram para a nossa cultura com suas alegres festas. Os italianos que vieram para nossa cidade em grande número, iniciaram o cultivo de uva e a fabricação de vinhos. Os poloneses foram o grupo mais numeroso, sendo superado posteriormente pelos italianos. Contamos também com os israelitas desde o ano de 1920, que se reuniam para comemorar festas religiosas, e no ano de 1934 fundaram aqui a Sociedade Beneficente Israelita. Há também muitas outras etnias, crenças, religiões e saberes, que juntos engrandeceram a cidade com suas contribuições.
Erechim possui alguns pontos turísticos bem característicos, como por exemplo, o Castelinho, que foi o primeiro edifício da cidade, a Catedral São José, que antigamente foi  uma igreja inspirada no estilo Barroco da Idade Média, o Centro Cultural 25 de Julho, que recebe espetáculos e concertos culturais, entre outros. Todos eles criados pelas diferentes culturas que aqui vieram para desbravar o desconhecido.
Inicialmente, Erechim tinha sua economia voltada exclusivamente para a agricultura. O cultivo da erva-mate sendo o primeiro produto comercializado, o milho que alimentava as famílias, e os animais. O trigo que aqui já foi plantado em grande escala tornou Erechim conhecida como a Capital do Trigo. Hoje, além da agricultura, o comércio e a indústria são os maiores responsáveis pela economia da cidade, sendo eles os responsáveis pelo maior número de empregos.
Por fim, muito se evoluiu nesses 100 anos de Erechim. Cidade planejada e inspirada em Paris, com ruas centrais que formam uma grande estrela de 10 pontas.
O desejo é que os próximos anos sejam de muitas alegrias, conquistas, educação para todos, serviços básicos disponíveis para a população, economia bem distribuída e que todas as etnias continuem presentes para marcar cada vez mais a história da nossa Erechim.

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