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Esportes

Nove décadas de amor pelo Grêmio

Por Kaliandra Alves Dias
Foto Kaliandra Alves Dias

Da Baixada à Arena, de Eurico Lara a Marcelo Grohe, a história do Grêmio passou pelos olhos e pelos ouvidos de Maria Antônia Moretto. Aos 92 anos, a moradora de Barão de Cotegipe tem o coração imortal como o time que torce desde criança, acompanhando pelo rádio e depois pela TV.

O amor que surgiu ainda na infância tomou forma ao longo dos anos. E apesar da idade, a torcida e a emoção de acompanhar os jogos fazem parte do cotidiano da família. Com nove filhos, 21 netos e oito bisnetos, Maria aguarda ansiosa pelo momento em que o Tricolor entra em campo. Sentada no sofá da modesta sala, as pequenas mãos movimentavam a linha que se tornava uma peça de crochê, e com um sorriso no rosto, a torcedora mais conhecida do pequeno município da região do Alto Uruguai, relembrava momentos inesquecíveis guardados em seu coração.

Os olhos castanhos buscavam na memória alguma recordação da noite em que o Grêmio conquistou o tricampeonato da Libertadores da América. Entre as risadas, Maria relembrou dos vizinhos que a convidaram para comemorar o tão esperado título. Mas as conquistas dos últimos anos reforçaram o amor por Renato Gaúcho. Com a autoridade de quem acompanhou o Grêmio por nove décadas, o largo sorriso que abre ao ouvir o nome do atual treinador entrega quem é seu grande ídolo.

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