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Geral

“Ser mãe do coração é amar incondicionalmente

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Por Najaska Martins
Foto Izabel Seehaber

Marinez Sabadini comemora mais um Dia das Mães ao lado dos filhos Samuel e Helena

O desejo de ter filhos sempre foi presente na vida da professora Marinez Tomelero Sabadini. Depois de tentativas frustradas na busca por realizar o sonho de ser mãe pelo método tradicional, ela e o esposo, Claudio Carlos Sabadini, tomaram a decisão que mudaria suas vidas: adotar. Tomada a decisão, o primeiro passo foi buscar informações. 

Até o encontro do primeiro filho, o caminho foi longo, mas o sorriso no rosto mostra que valeu a pena. “Quando decidimos pela adoção fomos até o fórum para saber o que seria necessário. Recebemos a relação dos documentos solicitados, organizamos e entregamos no setor responsável pela adoção. Três meses depois o juiz deu seu parecer nos colocando como aptos para adotar. A primeira adoção demorou nove meses e oito dias para acontecer”, lembra. 

Samuel, hoje com 17 anos, foi o primeiro a ser adotado. “O conhecemos no hospital, ele era recém-nascido”, lembra Marinez, que ao se tornar mãe, viu parte do seu sonho se realizar, já que desejava ser mãe de um casal de filhos. Mais tarde, Helena veio para completar a felicidade da família. “Como desejávamos ter um casal e o primeiro foi menino, então no segundo processo optamos por menina”, conta.

O processo para a segunda adoção foi mais demorado, durou três anos. Após serem chamados pelo fórum, puderam ir até o Lar da Criança, onde conheceram Helena, na época com três anos. “Quando veio a Helena o Samuel tinha 8 anos. Hoje ele tem 17 anos e ela 12. Ser mãe é uma dádiva de Deus, mas ser mãe do coração é amar incondicionalmente, é ser responsável, é estar aberta para novos sentimentos. Sinto-me abençoada por ter dois filhos maravilhosos”, relata, orgulhosa.

Questionada sobre os momentos que marcaram sua vida com os filhos, a professora destaca sua dedicação em estar sempre presente. E apesar de ser enfática ao dizer que todos os momentos com Samuel e Helena são importantes, ela não esconde o orgulho por um deles: “A primeira vez que me chamaram de mãe”, cita, elencando ainda datas como o primeiro dia de cada um na escola.

Ao lembrar do passado, Marinez recorda também a luta do casal pela vida do primeiro filho. “O Samuel nasceu com uma má formação congênita. Tinha problema no coração e com seis meses precisou fazer cirurgia. Fizemos em Porto Alegre, mas tudo complicou, ficamos no hospital 40 dias. Foi aí que descobri a proporção da minha fé, do meu acreditar”, afirma.

Hoje realizada por ter os filhos consigo, Marinez e o marido seguem na fila para adoção, com o desejo de adotar um terceiro filho. Enquanto pais, buscam passar aos filhos tudo que aprenderam e viveram, principalmente valores como responsabilidade e honestidade: “Os ensino a serem corretos, a serem bondosos, compartilhar e partilhar”, resume. Ela destaca ainda a relação aberta que o casal mantém com os filhos. “É uma relação aberta, na qual a verdade, o amor, o diálogo e a responsabilidade são essenciais. E é por amar nossos filhos que nunca escondemos a verdade. É um direito deles saberem suas origens”, pontua

A quem deseja adotar, Marinez aconselha persistência. “Primeiramente tem que querer, estar aberta para novos sentimentos. Também precisa estar aberto aos desafios dos processos, por exemplo, quando você entra na fila, você ganha um termo de guarda provisório, depois passa para um termo definitivo até sair a certidão da criança sair em seu nome. Nesse período de guarda provisória, ainda se pode perder a criança. Mas vale muito a pena, é uma experiência maravilhosa, gratificante, única, algo inexplicável. É tão maravilhoso que continuamos na fila de adoção”, finaliza.

A relação de amor com os filhos é recíproca e pode ser resumida na fala de Samuel, que também em nome da irmã, descreve orgulhoso Marinez. “Minha mãe é um amor de pessoa, muito carinhosa, respeitosa, é uma ótima professora. Como filhos desejamos a ela muitas felicidades. Ela sempre está com a gente ajudando nos temas, nos educando para sermos boas pessoas. Sentimos muito orgulho dela”, completa.

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