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Saúde

Dia Mundial sem tabaco: “Com o coração não se brinca”

Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Campanha deste ano alerta para a ligação entre tabaco e doenças cardiovasculares

O mais conhecido inimigo do pulmão também pode trazer doenças para o coração. É por isto que a campanha deste ano do Dia Mundial sem Tabaco, comemorado a cada 31 de maio, é voltada aos cuidados com o coração. Com o slogan "Com o coração não se brinca", a iniciativa chama atenção ao fato de que o tabagismo tem grande impacto sobre a saúde cardiovascular, além de causar dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas.

Não faz diferença como o tabaco é consumido: cigarros, charutos, cachimbos e narguilés fazem mal à saúde. O tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, das quais cerca de 900 mil são não-fumantes que morrem por respirar o fumo passivo.

Doença cardiovascular: o que é?

Doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC) são, sobretudo, causados por um bloqueio que impede o sangue de seguir para o coração ou para o cérebro.

O tabagismo é um fator que aumenta o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares, pois forma placas de gordura nos vasos sanguíneos; aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca; induz a resistência à insulina e diabetes e produz inflamação e trombose. Além disto, a inalação de monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue.

 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo (17,7 milhões de pessoas todos os anos).

No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por quase 30% de todos óbitos registrados no país anualmente, ocorrendo, em muitos casos, em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 64 anos).

Os não fumantes, que respiram a fumaça do tabaco, têm risco aumentado de desenvolver doenças cardíacas em 25 a 30%.

Para aqueles que param de fumar, após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.

Efeitos muito além do coração

Ao ser inalada, a nicotina produz alterações no sistema nervoso central. Ela atinge o cérebro, entre 7 a 19 segundos, libera várias substâncias (neurotransmissores) que são responsáveis por estimular a sensação de prazer. Essas sensações causadas pelo ato de fumar, modificam o estado emocional e comportamental dos indivíduos, da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool. Com a inalação contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Muitos são os fatores que podem levar a pessoa a experimentar drogas, já que é histórica a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência de modo a produzir prazer e modificar seu humor. De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais, angústias e busca de respostas. A indústria do tabaco tenta de diversas formas estimular a experimentação na adolescência, principalmente.

Devido a grande quantidade de substâncias tóxicas – em torno de 4.720 – as quais os fumantes ficam expostos cronicamente, muitas doenças podem se desenvolver como: vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças do aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias) e doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses). O tabagismo também pode trazer problemas de saúde às pessoas não fumantes mas que convivem em ambientes fechados com fumantes. Os chamados “fumantes passivos” são aqueles que inalam a fumaça de derivados do tabaco.

Como parar de fumar?

O tabagismo é uma doença (dependência química) e que, por isso, dependentes podem apresentar sintomas desagradáveis quando ficam sem fumar por algum tempo. Se você é fumante e quer tentar parar de fumar sozinho, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) orienta da seguinte forma:

Comece escolhendo uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Esse dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial, e para aumentar suas chances de sucesso, não tenha cigarros por perto. Programe algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.

Você pode escolher duas formas para parar de fumar:

A parada imediata: Esta deve ser sempre a primeira opção. Você escolhe a data e, nesse dia, deixa de fumar.

A parada gradual: Você pode utilizar este método de duas formas: a) Reduzindo o número de cigarros. Para isso, é só contar o número de cigarros fumados por dia e passar a fumar um número menor a cada dia; b) Adiando a hora em que começa a fumar o primeiro cigarro do dia. Você vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas predeterminado a cada dia até chegar o dia em que você não fumará nenhum cigarro. Se você escolher a parada gradual, não deverá gastar mais que duas semanas nesse processo.

Lembre-se, também, de que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa. Eles fazem tanto mal à saúde quanto os outros cigarros. Cuidado com os métodos milagrosos para deixar de fumar. Se tiver dúvidas, procure orientação de um profissional de saúde.

Fontes: Inca, CEVS e Ministério da Saúde

 

 

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