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Saúde

Lei antifumo: Qualidade de vida e harmonia em locais públicos

Por Assessoria de Imprensa
Foto Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br

Legislação em vigor em Erechim desde 2011 proíbe consumo de cigarros e afins em ambientes de uso coletivo

Desde 2014 a chamada Lei Antifumo estabelece em todo o país a proibição do consumo de cigarros em ambientes fechados públicos e privados. Esta mesma legislação extinguiu ainda os fumódromos e acabou com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros, mesmo nos pontos de venda, onde era permitida publicidade em displays. As imagens chocantes dos malefícios provocados pelo fumo à saúde e que hoje são comuns tanto nas carteiras de cigarro quanto em expositores do produto, também são resultados desta lei.

Em Erechim, porém, uma lei municipal de maio de 2011 já estabelecia essa nova relação de convivência em locais de uso coletivo, ao passo em que proibia o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, ou qualquer produto fumígeno em ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento.

A regra, segundo a Lei 4.948/2011 contempla ainda áreas comuns de condomínio, casas de espetáculo, teatros, cinemas, shopping centers, praças de alimentação, restaurantes, bares, lanchonetes, boates, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, terminais urbanos ou rodoviários, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

O que mudou com a Lei antifumo

Proprietário de uma das casas noturnas mais antigas de Erechim, o empresário Julio Tramontini vivenciou essa fase de transição imposta pela lei. “Sem dúvidas foi muito positiva essa mudança, especialmente quando se pensa no coletivo, pois até então, mesmo aqueles que não fumavam acabam sendo de alguma maneira impactados por aqueles que consumiam cigarros. E não me refiro apenas a questão das festas, onde os maiores problema eram o cheiro e a fumaça do cigarro, pois como temos também um ambiente voltado à alimentação, não era muito agradável, por exemplo, lanchar enquanto alguém ao lado estava fumando”, recorda.

A mudança teve algumas resistências, que com o tempo foram substituídas pelo bom senso. "No início, claro, tivemos algumas reclamações por parte do público fumante, mas, com o tempo passou a ser um tema sem questionamentos, até mesmo por uma questão de bom senso”, pontua, ao destacar que os locais passaram, inclusive a se tornarem mais atrativos ao púbico não fumante. “As pessoas hoje se adaptaram. Sem dúvidas, é uma lei que veio para somar”, completa.

Da mesma forma, a proprietária de um clube de festas, Terezinha Pezzin, também acompanhou o período quando a proibição do uso de cigarros passou a valer em Erechim. “Muitos fumantes reclamaram no início, pois era algo ao qual todos já estavam acostumados. Mas foi uma mudança muito bem vista pela sociedade em geral e aos poucos todos foram se acostumando. Com a lei, um dos principais benefícios, além da saúde, claro, foi o fato de poder sair de casa para se divertir e voltar para casa sem estar com cheiro de cigarro”, comenta.