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Saúde

O choro da jovem mãe que perdeu a guarda da filha, é foco no bem-estar psicológico

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Por Assessoria
Foto Divulgação

Uma grande variedade de programas de atendimento que contemplam todas as áreas da saúde, é oferecida pela Secretaria Municipal de Saúde de Erechim. Dentre eles, um com foco no bem-estar e equilíbrio psicológico desenvolvido pelo Ambulatório de Saúde Mental, a Roda Terapia. O nome dado aos encontros que acontecem uma vez por semana traduz fielmente o formato da reunião com o grupo aberto a todas as idades, classes sociais e sexos. Os participantes formam um círculo e ali dentro deixam fluir suas emoções.

Todas as quintas-feiras mais de 40 pessoas são atendidas pelo programa conduzido por quatro psicólogas coordenadas por Lisiane Munaretto. A participação na Roda muitas vezes dá início a um acompanhamento mais personalizado. A avaliação durante os encontros pode levar as profissionais a conduzir o indivíduo para atendimento com psiquiatra ou individual com psicólogo. Sem nenhum custo.

Os pacientes chegam à Roda Terapia encaminhados por escolas, hospitais ou UBSs. Nas sessões são seguidas algumas regras como: não contar segredos de outras pessoas, não julgar o outro e falar de si mesmo. Os encontros têm momentos distintos onde são relatados acontecimentos bons que trouxeram alegria, problemas que preocupam, histórias de vida que servem de exemplos e outros em que um dos participantes têm seu conflito avaliado e servindo como estudo daquela sessão. Neste momento acontece a maior troca de experiências onde os outros membros expõem casos semelhantes com o objetivo de auxiliar na solução do problema do outro. 

O choro da jovem mãe que perdeu a guarda da filha, sente o vazio da sua ausência, a saudade, que ficou acamada de tristeza, se isolou, que não tem vontade de conversar e fez um grande esforço para estar entre os pacientes, foi um dos ouvidos durante a Roda Terapia desta quinta-feira (7). O colega, de idade bem mais avançada, que passou por problema semelhante, lutou e venceu, hoje foi aquele que a incentivou a não desistir, continuar frequentando o tratamento e acreditar em uma solução. Assim, colocando ouvidos dispostos a ouvir, olhos abertos para ver, mãos bondosas para afagar e corações sensíveis para dar e receber, todos tornam-se instrumentos de cura para as dores compartilhadas todas as semanas na Roda Terapia.

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