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Saúde

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Sociedade de Pediatria emite alerta sobre sarampo

Órgão estadual chama a atenção e município redobra os cuidados

Por Redação/ Com informações da Sociedade de Pediatria

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu uma nota de alerta aos especialistas do Estado sobre o risco de surgimento de casos de sarampo na região. O informe divulgado nesta semana foi preparado pelo Comitê de Infectologia da filiada e chama a atenção para o retorno de uma doença que era considerada eliminada do Brasil e das Américas, mas que dá sinais de retorno.

No município de Erechim, o setor municipal de Vigilância Epidemiológica salienta que a situação é tranquila, tendo em vista que há muitos anos não são registrados casos suspeitos. Contudo, conforme a enfermeira responsável, Luciana Grendene, estão sendo emitidos alertas para as Unidades Básicas de Saúde, hospitais e outros setores de saúde, com o objetivo de reforçar os cuidados durante os atendimentos, observando os sintomas suspeitos da doença infecciosa.

A enfermeira enfatiza ainda, que é válida a atenção diante do controle da vacinação e também do vínculo epidemiológico, o qual se refere ao contato com pessoas que estão com a doença. 

Sobre o alerta

O alerta da SPRS foi emitido em decorrência de informe da Vigilância em Doenças Transmissíveis de Porto Alegre de que está investigando cinco casos suspeitos de sarampo em Porto Alegre. Os registros têm relação com uma viagem de um dos pacientes a Manaus. Frente a esta situação é imprescindível detectar e notificar rapidamente qualquer caso suspeito de sarampo, o que possibilitará que as medidas de controle sejam realizadas oportunamente, interrompendo a cadeia de transmissão, orientam os especialistas do Governo.

“Por isso, todos os profissionais de saúde, na assistência de um caso que preencha os critérios de suspeição, notifiquem imediatamente (no momento do atendimento do paciente), via telefone, à Equipe de Vigilância em Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde, pelos telefones 3289-2471 ou 3289-2472(no horário comercial) ou pelo telefone de plantão(de conhecimento dos serviços de saúde, à noite, finais de semana e feriados)para imediata definição da coleta de espécimes clínicos (sangue e swab naso/orofaríngeo) para diagnóstico laboratorial, que serão encaminhados através da vigilância”, informam as autoridades.

Nas Américas, segunda a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), 11 países já haviam notificado a doença até abril de 2018. A disseminação se iniciou pela Venezuela, que registra o maior número de casos. No Brasil, até final de maio, foram registrados mais de 1.000 casos suspeitos, e muitos confirmados, em Roraima (83 casos), Amazonas (115), São Paulo e Rio Grande do Sul (1).

Na Europa, até abril de 2018, haviam sido notificados mais de 7.600 casos, com 22 óbitos. Os principais países atingidos são Romênia, França, Grécia e Itália. A presidente da SPRS, dra Cristina Targa, acompanha a situação de perto. Na mensagem enviada aos pediatras, com acesso ao comunicado da Vigilância Sanitária, se reitera que se trata de doença “altamente infectante e com alta morbimortalidade”.

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