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Política

Tortelli acompanha Rossetto em roteiro pelo Alto Uruguai para indicar ações ao Plano de Governo

Miguel Rossetto e Altemir Tortelli
Por Assessoria
Foto Rodrigo Finardi

O deputado Altemir Tortelli acompanhou o pré-candidato do PT ao governo do estado em roteiro pela região do Alto Uruguai neste final de semana. As agendas tiveram o propósito de reunir informações para a elaboração do plano de governo do petista e expor a posição do candidato quanto ao cenário econômico e social do Rio Grande do Sul.

O primeiro compromisso foi em Erechim, na noite de sexta-feira (29). Durante encontro sobre desenvolvimento regional no Seminário Nossa Senhora de Fátima, Rossetto defendeu a superação da agenda derrotista imposta pelo governo Sartori e a implantação de um processo de esperança e crescimento. Esta é a definição básica de um eventual governo caso o pré-candidato for eleito para comandar o Rio Grande do Sul nos próximos quatro anos. Ele afirmou que vai retomar o pagamento dos salários do funcionalismo em dia e fazer o governo votar a funcionar, tirando o Estado da crise sem vender patrimônio público. “O atual governo fez escolhas erradas, trabalha pouco e mal”, avaliou.

Para mudar a paisagem do RS, Rossetto propõe a retomada do processo de crescimento e geração de empregos no país com a eleição de Lula à presidência; manter o Banrisul e o BRDE como instituições públicas de crédito; combater a sonegação e reduzir gastos, além de enfrentar o tema da dívida pública a partir da certeza de que o acordo de renegociação dos débitos feito em 1998 pelo então governador Antônio Britto é lesivo aos cofres estaduais e compromete 13% do orçamento todos os anos. Rossetto defendeu a recuperação de créditos devidos pela União por conta da lei Kandir, além de melhorias na arrecadação tributária.

Estas medidas, asseverou, garantirão investimentos em saúde, educação e segurança, assegurando pagamento dos salários do funcionalismo em dia e a recuperação dos vencimentos do magistério. O pré-candidato também antecipou que revitalizará os Conselhos Regionais criados durante o governo Tarso Genro para acompanhar a aplicação dos recursos de pedágios nas próprias regiões. Estes organismos foram esvaziados na atual gestão. Outra prioridade é a retomada os processos de participação popular. “É importante saber ouvir”, afirmou Rossetto.

 

Incompetência

Rossetto ressaltou a importância da presença da Uergs na região, informando que constatou a falta de professores e recursos em diversas unidades da universidade. Tortelli lembrou que o senador Paulo Paim destinou emenda de R$ 13 milhões à instituição acrescentando que os recursos não foram aplicados e podem ser perdidos porque o Executivo não liberou R$ 800 mil relativos à contrapartida estadual. “Enquanto isso, gasta R$ 60 mil mensais de aluguel pela sede central da Universidade”, criticou.

 

Ponte Preta

No sábado pela manhã, o compromisso foi com a agricultura familiar, em encontro da Câmara Municipal de Ponte Preta. Tortelli enfatizou a necessidade de retomar e ampliar programas de apoio e crédito subsidiado a este setor, que assegura 70% dos alimentos consumidos no Brasil. Rossetto recebeu uma pauta com reivindicações de proprietários de 11 agroindústrias locais e lembrou que na condição de primeiro ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Lula investiu no fortalecimento desta atividade com programas de compras institucionais, a exemplo do PAA, PNAE, no seguro agrícola e ações voltadas às trabalhadoras rurais, que pretende adotar num eventual mandato no governo gaúcho. “Hoje, temos no Brasil um governo sem nenhum voto que está destruindo o país e que a primeira medida foi extinguir o Ministério do Desenvolvimento Agrário”, afirmou. A agricultura familiar, lembrou, envolve 4 milhões de famílias no RS e é uma das atividades mais importantes em 360 municípios gaúchos, que têm menos de 10 mil habitantes.

 

Itatiba do Sul

Saúde foi o centro dos debates em Itatiba do Sul, num almoço com centenas de moradores e moradoras, em especial os efeitos da Emenda Constitucional 95, editada pelo governo Temer, que congela investimentos da União em áreas essenciais como saúde, educação e segurança durante 20 anos. Tortelli, que preside a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, informou que o SUS perderá R$ 415 bilhões neste período, o que corresponde a mais de três orçamentos anuais, alertando que isto poderá significar o fim do “melhor sistema de saúde pública do mundo”. Ele afirmou que as dificuldades impostas pelo subfinanciamento do Sistema Único de Saúde serão agravadas ano a ano e que a intenção do governo é fortalecer os planos privados de saúde, sem se importar com a saúde da população.

A situação dos Hospitais de Pequeno Porte foi outro destaque da programação. Tortelli lembrou que a Portaria 94, do governo estadual, impõe mudanças na situação destes estabelecimentos com menos de 30 leitos, transformando-os em PADUS- Pronto Atendimentos de Urgência. Ele informou que a medida reduzirá em torno de 1,6 leitos no interior do estado, ampliando os gastos de prefeituras com o transporte da população, lotando ainda mais os hospitais de referência regional e causando mais sofrimento aos pacientes. O deputado acompanhou o pré-candidato e a prefeitura Adriana Tozzo ao Hospital São Roque, que tem capacidade para até 30 leitos e se enquadra na condição de Pequeno Porte, portanto sujeito à redução da atividade importa pela portaria estadual.

 

Centenário

Na sequência, o grupo, formado pelo pré-candidato, deputados estaduais e federais e candidatos, dirigiu-se à Câmara Municipal de Centenário, onde a agenda foram os acessos municipais. Tortelli defendeu a revisão dos atuais contratos com empreiteiras, que fragmentam a execução das obras em 11 acessos inacabados da região: 27 km em Itatiba do Sul, 5 km em Cruzaltense, 18 km entre Cruzaltense e Entre Rios, 7 km em Carlos Gomes, 4 km em Mariano Moro, 5 km em Barra do Rio Azul, 5 km em Benjamin Constant e 12 km em Faxinalzinho. O parlamentar defendeu que a conclusão das obras seja prioridade do próximo governo, pois são essenciais para a circulação e desenvolvimento dos municípios da região.

 

Marcelino Ramos

O último tema do roteiro foi o Turismo, durante jantar em Marcelino Ramos, município que explora a presença de águas termais. “Deus foi generoso com Marcelino, mas foi o trabalho da comunidade que transformou estas riquezas naturais em desenvolvimento. É necessário que o Estado atue no desenvolvimento e na prospecção de possibilidades”, sugeriu Tortelli. Rossetto lembrou de programas adotados durante o governo de Olívio Dutra (ele foi vice-governador) e observou que hoje nem mesmo os agentes turísticos conhecem o nome e a atuação da secretaria estadual responsável pela atividade.

 

 

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