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Saúde

Rafael Badalotti

Muito além do relógio: novo horário e o impacto à saúde

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Qual a interferência de uma hora de sol ao organismo humano? Para algumas pessoas isso pode ser tranquilo. Para outras, um desafio a ser superado e que precisa de uma fase de adaptação. Por isso, independente da faixa etária, o início do horário de verão pode acarretar mudanças importantes no dia a dia e que precisam ser observadas para evitar alguns problemas.

Conforme o neurologista de Erechim, Rafael Badalotti, essa uma hora “a mais”, implica em alterações no organismo, principalmente no que se refere a hormônios, pois ocorre uma mudança na fisiologia hormonal. “Vale ressaltar a melatonina, o principal hormônio liberado pela glândula pineal. Isso ocorre ao anoitecer e por isso interfere em uma boa noite de sono”, pontua.

O segundo hormônio, comenta o médico, é a adrenalina, que junto com o cortisol, na mudança de horário, segundo um estudo sueco de 2008, provoca a mudança da quantidade de hormônios no organismo e aumenta em torno de 10% o risco de infarto. “Também podem ocorrer mudanças em relação ao apetite, devido a um hormônio denominado leptina. Um outro estudo americano demonstra o maior risco de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho”, explica.

Há pesquisas que apontam ainda, o fato de algumas pessoas apresentarem mais cansaço, dificuldade de concentração, tonturas e até mesmo dor de cabeça. Além disso, a adaptação pode ocorrer geralmente de maneira mais fácil durante um período de férias.

No entanto, os riscos podem ser evitados e os aspectos positivos são muito mais efetivos. “O período de adaptação referente a troca de horário pode ser compensado com a sensação de bem-estar. Isso tudo porque as pessoas se sentem mais à vontade para aproveitar o fim do dia com os amigos, familiares”, salienta.

A boa notícia é que esses “impactos” são muito breves e podem durar de dois a sete dias. O neurologista reforça que o organismo possui uma capacidade adaptativa muito eficiente, sendo que alguns cuidados podem ser fundamentais e contribuir para evitar tais resultados.

“Tudo inicia na noite que precede a mudança de horário: não ingerir álcool, cafeína e outros estimulantes, manter uma rotina de atividades físicas e manter uma boa hidratação, com ingestão de líquidos”, acrescenta.

Confira a seguir outras dicas para amenizar o impacto da troca de horário:

Deitar-se um pouco mais cedo;

Expor-se à luz do sol mais cedo;

Evitar computadores, livros e até mesmo filmes mais estimulantes no período da noite.

 

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