Blog do Rodrigo Finardi

Alexandre Araldi: “temos que cortar na pele para dar o exemplo”

Um partido diferente, um partido novo ou mais um partido?

Por Rodrigo Finardi

O título deste tópico se refere a apresentação feita pelo Partido Novo na noite da última segunda-feira, 3 de julho, na Cantina Giacomel. O projeto, a proposta do partido realmente é diferente de tudo o que estamos acostumados a ver na política e ficou claro na explanação feita pelo vice-presidente estadual Alexandre Araldi.

Próprias conclusões

Empresários, jovens, empreendedores e políticos de várias matizes estavam lá, ouvindo atentamente tudo o que era dito, até para tirarem suas conclusões se é um partido diferente, um partido novo ou apenas mais um partido.

O estatuto do partido surpreende em vários aspectos. Só pode se filiar (e a filiação é paga, meio salário mínimo por ano) quem tiver a ficha limpa; limitação de carreirismo político (só pode se candidatar a uma reeleição); o mandato dos eleitos tem que ser vinculado às suas propostas de campanha e com metas a serem cumpridas; a gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo e ainda não existe cobrança de percentual do salário do mandatário de cargo eletivo.

Estado mais enxuto

O objetivo do Partido Novo é melhorar a vida de todos, segundo salientou Alexandre. No diagnóstico do partido é preciso rever o funcionamento do Estado que precisa ser mais enxuto, é necessário buscar novas lideranças e principalmente renová-las.  O Novo defende o livre mercado, educação de qualidade, meritocracia no funcionalismo público, liberdade com responsabilidade. E um fator, que mais me chamou a atenção: são contra o fundo partidário, aquele fundo pago pelo governo federal que vem do dinheiro de nossos impostos: “falta muito respeito ao dinheiro do contribuinte”, sentenciou Alexandre.

Não consegue devolver o dinheiro

Hoje, o Partido Novo tem R$ 1,8 milhão oriundo do Fundo Partidário. Nunca usou um centavo, quer devolver para a União mas não consegue, pois quando foi feita a lei era impensável que algum partido abrisse mão deste dinheiro suado pago com o esforço do empresário, do trabalhador, tende como base a alta carga tributária que nos é imposta: “temos que cortar na pele para dar o exemplo”, sentencia Alexandre.  

O carimbo

Quem quiser ser candidato pelo partido, tem que passar por vários processos internos e vencer etapas para receber a chancela e o carimbo do Novo. E se eleito não pode abandonar o mandato no meio para concorrer para outras esferas: “não aceitamos que usem cargos como trampolim”, afirma o dirigente.

Erechim não tem executiva, mas vários filiados e simpatizantes. Veja alguns nomes que participaram da apresentação do projeto do Partido Novo: Mário Cavaletti, Deoclécio Corradi, Maximino Tormen, Ricardo Meneguzzo, ex-vereador do PT Valdemar Loch, Coordenador Regional de Educação Alencart Loch (PDT); suplente de vereador do PP Kaká Cofferi, ex-vereador Ernani Mello; publicitário Beto Hachmann; Vanda e Clóvis Groch, entre tantos outros.

Uma dúvida ficou no ar

O projeto merece ser estudado, mas uma dúvida ficou no ar: quando crescer não sucumbirá ao corporativismo de classes, das pressões partidárias, do mundo próprio do Congresso Nacional? O tempo nos dará essas respostas e sinceramente, torço que dê certo, pois estamos cansados de ligar a televisão e ver tanta falcatrua e quando o que é certo acaba nos surpreendendo.  

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Gêmeos
21/05 até 20/06
Você vai se sentir mais confiante para ir...

Ver todos os signos

Publicidade